OPV: painel orgânico é flexível

Praticidade, leveza, e custos bem acessíveis (ao menos potencialmente): esses são alguns diferenciais favoráveis ao OPV (Organic Photovoltaic), na disputa por espaço no mercado das energias renováveis, destaca Vinícius Zanchin, CEO da Sunew, empresa que fabrica esses dispositivos de geração de energia solar em Belo Horizonte-MG.

Um OPV, explica Zanchin, resulta da impressão de uma tinta semicondutora à base de carbono e hidrogênio em um filme plástico, mais usualmente feito de PET, mas também de PEN (polietileno naftalato), ou mesmo de PP. Assim como um painel convencional, permite converter luminosidade em energia elétrica.

Autoadesivos, esses filmes podem ser impressos em diversas cores.

Aplicações do OPV

“Em um edifício com o topo já ocupado por módulos fotovoltaicos eles podem ser colocados na fachada, complementando a geração de energia”, ressalta Zanchin, citando como locais onde eles já são utilizados, aqui no Brasil, um edifício na zona norte de São Paulo e a fábrica da Caoa, em Anápolis-GO, onde recobrem uma fachada de 800 metros quadrados.

Mas a flexibilidade de dimensões e formatos dos OPVs permite seu uso também em equipamentos móveis, como ocorre em caminhões da Pepsico, onde eles abastecem GPS e luzes internas, entre outros periféricos, sem recorrer à bateria do veículo.

“É possível utilizá-los até para aproveitar a luminosidade artificial interna, por exemplo, para gerar energia para fechaduras eletrônicas”, enfatiza Zanchin.

Mas um OPV, ele enfatiza, não deve ser comparado a um módulo fotovoltaico, pois suas aplicações e suas características são bem distintas. Inclusive no campo da sustentabilidade. “É um produto totalmente reciclável”, observa o CEO da Sunew.

Por enquanto, a empresa importa as tintas que são diluídas aqui e os filmes de PET, que têm espessura de 125 micrômetros e precisam ser extremamente lisos, além de tratados termicamente para resistir a temperaturas que chegam a 120ºC durante o processo de produção.

“Já exportamos para Estados Unidos, Japão e Inglaterra, entre outros países”, relata Zanchin. “Com aumento de escala, baixará muito o custo de produção de um OPV, até se tornar similar ao da impressão de um jornal”, calcula.

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