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Operações da Braskem exibem bons números, mas multas pesam

Marcelo Fairbanks
12 de julho de 2017
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    Os planos de investimento da Braskem no Brasil estão direcionados para a flexibilização dos fornos de Camaçari para que tenham mais flexibilidade para processamento de cargas diversas, em especial do etano vindo dos EUA. Esse projeto está orçado em R$ 380 milhões, dos quais R$ 236 milhões ainda serão desembolsados. Além dele, a companhia pretende investir para ampliar sua conformidade com normas de segurança, meio ambiente, ética e qualificação de recursos humanos, com valor total de R$ 1,5 bilhão, incluindo a parada de manutenção do cracker do Rio de Janeiro, agendada para o terceiro trimestre deste ano.

    Em janeiro deste ano, a companhia decidiu recomprar a Cetrel (planta de tratamento de efluentes do pólo de Camaçari), que estava em poder da Odebrecht Ambiental, por R$ 610 milhões. Musa justificou a iniciativa por razões estratégicas, pois o bom funcionamento dessa operação é fundamental para a continuidade das operações da Braskem na Bahia. “A Cetrel cresceu, atende a mais de cem outras empresas na região”, comentou.

    A companhia também investirá no exterior. “A unidade de PP de Marcus Hook, nos EUA, terá US$ 21 milhões para desengargalar a produção de PP, somando 64 mil t/ano à capacidade existente”, comentou Musa. Também nos EUA, em La Porte (Texas), inaugurou em ajneiro de 2017 uma planta para produzir polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM), mediante investimento de US$ 40 milhões.

    Dados da companhia mostram que a operação brasileira respondeu por 51% do faturamento total. Dadas as condições de mercado no Brasil e o aumento esperado da produção do site mexicano, já em 2017 a Braskem deve obter mais receita internacional do que nacional.

    Começo bom – As vendas de termoplásticos da Braskem no Brasil durante o primeiro trimestre de 2017 somaram 844 mil t, excedendo em 8% as vendas do mesmo período do ano anterior e 2% acima das registradas nos últimos três meses de 2016. Isso demonstrou uma recuperação do mercado interno. As exportações também cresceram, chegando a 429 mil t, puxando a atividade das fábricas locais. A companhia voltou a registrar lucro no trimestre, da ordem de R$ 1,9 bilhão.



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