Máquinas e Equipamentos

Operação segura e controle de ruídos devem seguir as normas

Nelson Valencio
2 de agosto de 2012
    -(reset)+

    utilização do moinho com o menor nível de ruído possível. “Geralmente, aplicam-se cabines antirruído, enclausuramento da máquina e identificação dos equipamentos individuais de segurança (EPIs) obrigatórios para o trabalho com o moinho”, completa. Como também faz parte dos requerimentos de segurança, a fabricante tem como parâmetro a NR 12 e suas associadas, cujo foco é o operador.

    Brito, da Ineal, confirma a personalização e destaca o enclausuramento dos moinhos como uma das opções, lembrando que a medida pode variar de acordo com a demanda do usuário final. Muller, da Seibt, argumenta que cada equipamento tem suas particularidades de funcionamento. “O material a ser triturado pode provocar maior ou menor ruído, dependendo do volume e dureza”, diz. Os moinhos Seibt têm paredes duplas, com enchimento com material antirruído, como padrão. Além disso, o fabricante pode fornecer os dispositivos com cabines de proteção acústica.

    Nunes, da Plast-Equip, destaca que a tecnologia da Rapid, sua representada, também usa o sistema de parede dupla, tanto no funil como na máquina de corte, e que esse recurso tem sido bem-sucedido. “Os especialistas indicam que os níveis de ruído são de 80 dB a 82 dB, mas o barulho depende do tipo de material que esteja sendo moído”, avalia. Se os níveis forem maiores, ele acredita que projetos especiais devem ser considerados, assim como o uso de máquinas mais sofisticadas.

    Em termos de normatização, a Abiplast destaca a NR15. A norma trata de atividades e operações insalubres e seu anexo I contém limites de tolerância e medidas a serem tomadas para minimizar os impactos causados pelo contato do trabalhador com o ruído. A prioridade é dada às medidas de controle coletivo. Já a NR-9, que institui o programa de prevenção de riscos ambientais, também trata do assunto. A associação recomenda ainda medidas de controle na fonte, no meio de propagação e no receptor e propõe a redução do tempo de exposição ao ruído. As EPIs também precisam ser seriamente consideradas pelos trabalhadores para minimizar os impactos causados pelas máquinas.

    Se na área de moinhos não há uma normatização específica para a supressão de ruídos, no caso da produção de pó o problema é mais sensível. Segundo a Abiplast, não existe uma regulamentação para o assunto. O que se recomenda, no caso desses equipamentos, é seguir as recomendações da NR 9 e elaborar um plano de prevenção de riscos ambientais bem estruturado e que garanta a saúde do trabalhador envolvido na operação.

     

     



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *