Máquinas e Equipamentos

Oferta de equipamentos e materiais cresce – Impressão 3D

Jose Paulo Sant Anna
4 de setembro de 2020
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    Oportunidades – Outra marca holandesa de impressoras 3D, a Ultimaker, é representada no Brasil pela Wishbox, empresa nascida em 2011 e que se identifica como pioneira na revenda deste equipamento no país. De acordo com o diretor Tiago Marin, as vendas da empresa estavam muito boas até março, superavam inclusive as projeções mundiais que preveem crescimento de 20% ao ano na comercialização desse equipamento. “Em 2019 chegamos ao dobro dessa previsão”.

    O ano de 2020 começou bem, mas a partir da pandemia, com muitas paralisações de postos de trabalho, parte dos clientes congelou os investimentos. Apesar do cenário, ele acredita que os clientes voltarão a investir em breve. “Tempos difíceis exigem atitudes inovadoras, existem muitas oportunidades de inovação e crescimento para indústrias durante a crise provocada pela pandemia”.

    Marin informa que no mercado nacional a maioria das empresas utiliza as impressoras para produzir modelos de prova de conceito e protótipos. “Outra aplicação que vem crescendo bastante é a da produção de peças finais, em pequenos lotes ou de forma unitária, em especial com o desenvolvimento de novos polímeros para impressão 3D”.

    Os modelos mais vendidos pela Wishbox no mercado nacional são as impressoras Ultimaker S3 e Ultimaker S5. Ambos contam com sistema de extrusão dupla e são compatíveis com uma ampla variedade de polímeros, desde os mais básicos como PLA e ABS até materiais como poliamidas, PC, TPU e filamentos com carga. “Em alguns casos é necessário o uso de um extrusor especial com bico de rubi, fabricado especialmente para suportar a temperatura e a abrasão de materiais com carga de fibra de carbono e fibra de vidro”. A principal diferença entre os dois modelos é o volume de impressão bem maior da Ultimaker S5.

    Plástico Moderno - Lamon: vendas do filamento de PP começaram logo após o lançamento ©QD Foto: Divulgação

    Lamon: vendas do filamento de PP começaram logo após o lançamento

    Lançamento – A brasileira Braskem acaba de entrar no mercado de matérias-primas desenvolvidas para atender o mercado de manufatura aditiva. Em maio, a empresa apresentou sua linha de produtos de polipropileno, formada por duas formulações de filamentos, uma na versão em pó e outra em pellets.

    A receptividade do mercado foi muito positiva, de acordo com a Braskem. “Nós fizemos o lançamento na segunda-feira e já recebemos os primeiros pedidos na terça”, informa Fabio Lamon, líder de Inovação e Tecnologia para Manufatura Aditiva. A expectativa da empresa é de no início do próximo ano introduzir no mercado produtos baseados em polietileno e EVA. “Temos tecnologia para materiais de origem de fontes renováveis”, acrescenta.

    O desenvolvimento dessa linha produtos está sendo feito em conjunto pelos especialistas da empresa situados nas sedes do Brasil e dos Estados Unidos. Para Lamon, ainda é cedo para se ter ideia do potencial de vendas dos produtos da empresa. Levando-se em conta o forte crescimento desse mercado, o sentimento é de otimismo. “Os mercados norte-americano e europeu estão mais avançados, mas temos boa expectativa sobre o desenvolvimento no mercado nacional e sul-americano”.

    Apesar de passar a oferecer sua linha comercial em maio, a Braskem conta em seu currículo com um feito inédito ligado à manufatura aditiva. Um grade de sua linha de polietilenos I’m Green, produzidos a partir da cana de açúcar, está sendo usado na Estação Espacial Internacional da Nasa (National Air Space Administration) desde 2016.

    Com a matéria-prima, uma impressora 3D instalada na estação confecciona peças de reposição e ferramentas usadas no dia a dia pelos astronautas, estratégia adotada para proporcionar maior autonomia às missões espaciais. O desenvolvimento consumiu mais de um ano de esforços em pesquisa e desenvolvimento feitos em parceria com a Made in Space, fabricante da impressora.

    Borracha – “Este mercado está crescendo muito em todo o mundo, a impressão 3D está em todo lugar”, resume Andres Posada, gerente de marketing para o Mercado de Soluções de Consumo da Dow. Um dos produtos da multinacional do mundo químico para esse nicho de mercado é o Imagin3D OBC, filamento de copolímero em bloco de olefinas.

    “O material de alto desempenho permite a produção de peças leves e duráveis, com excelente capacidade de remoldagem”. O material de suporte é solúvel em água. “Isso permite que seja retirado com mais facilidade e segurança, sem a necessidade de banhos cáusticos perigosos”. O gerente também ressalta sua estrutura semicristalina, que garante excelentes propriedades do eixo z após a impressão e ótima resistência química.

    Uma novidade da empresa é o lançamento da borracha de silicone líquido Silastic. “O produto combina os benefícios de desempenho da borracha de silicone com as vantagens de design e processamento da fabricação de aditivos líquidos”. O material é indicado para prototipagem rápida, pilotos de fabricação de peças complexas, criação de peças personalizadas ou novos designs e outras aplicações. “Ela apresenta benefícios como propriedades comparáveis aos componentes moldados por injeção, expansão das opções de design e outras”.



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