Máquinas e Equipamentos

Oferta de equipamentos e materiais cresce – Impressão 3D

Jose Paulo Sant Anna
4 de setembro de 2020
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    Nova visão – A brasileira SKA, desde 1989 no mercado, entre outros produtos para engenharia de design e projeto, representa no Brasil as impressoras 3D fabricadas pelas marcas norte-americanas HP e Markforged. Siegfried Koelln, presidente da empresa, avalia que apesar das múltiplas aplicações proporcionadas pela evolução dos equipamentos, a maioria das empresas no Brasil ainda vê a impressão 3D muito voltada para desenvolver protótipos. Ele acredita, no entanto, que aos poucos elas começam a mudar a visão, estão descobrindo como a tecnologia pode ser útil em outras aplicações.

    Plástico Moderno - Koelln: Brasil ainda associa 3D apenas à prototipagem ©QD Foto: Divulgação

    Koelln: Brasil ainda associa 3D apenas à prototipagem

    Prova disso tem sido a procura feita por novos clientes. “Conquistamos nomes de peso em áreas nas quais não atuávamos antes, como a de bebidas e alimentos”, complementa Vagner Cornelius, gerente comercial de manufatura aditiva da SKA. Ele reconhece que a pandemia afetou os negócios, mas acredita em rápida recuperação. “Como apenas os mais preparados estarão aptos a se consolidar quando houver a retomada do mercado, algumas empresas vêm nos procurando, pois olham a manufatura aditiva como uma saída da crise”.

    Uma das atrações oferecidas pela SKA é a máquina Jet Fusion 4200, da HP, indicada para a produção de peças finais, com tiragens até 4 mil unidades por mês. Ela apresenta algumas vantagens em relação à injeção. Dispensa as etapas de projeto e construção de moldes, que exigem tempo e elevado investimento.

    O design da peça pode ser aperfeiçoado de modo a economizar matéria-prima sem comprometer as propriedades desejadas. Ela permite obter peças com formato complexo em uma única operação – no caso da injeção, isso nem sempre ocorre, em algumas situações as peças precisam fabricadas em duas ou mais etapas e depois montadas.

    Outra atração da SKA é a impressora 3D Mark Two, fabricada pela Markforged. “Ela imprime com fibras contínuas, incluindo a fibra contínua de carbono, o que a torna capaz de produzir peças que podem até substituir componentes metálicos. É indicada para impressão de ferramentas e dispositivos”, informa Cornelius.

    Nova máquina – A holandesa DDDrop, há dois anos com escritório no Brasil, promete lançar nova impressora no mercado brasileiro no segundo semestre. Trata-se do modelo Rapid PRO, apresentado recentemente na Europa, cujo principal diferencial se encontra no volume de impressão oferecido (60 cm x 60 cm x 60 cm), muito maior que o do outro modelo fabricado e atualmente comercializado no Brasil, o Ewo Twin (30 cm x 30 cm x 30 cm).

    Robert Steijntjes, diretor no Brasil, conta que a empresa desde 2004 trabalhava como revendedora de impressoras. Há pouco mais de cinco anos, para atender a demanda dos clientes, resolveu reunir um grupo de técnicos e desenvolver modelo próprio. Um dos pedidos dos clientes à época era o da diminuição do custo dos filamentos – as máquinas existentes na época comercializavam filamentos proprietários, com a mesma marca das impressoras. “Eles chegavam ao mercado com preço bastante elevado”. Na máquina desenvolvida pela DDDrop esse empecilho foi derrubado.

    Plástico Moderno - Steijntjes mostra o modelo Ewo Twin, que opera com dois materiais ©QD Foto: Divulgação

    Steijntjes mostra o modelo Ewo Twin, que opera com dois materiais

    A Ewo Twin conta com duas extrusoras, o que permite imprimir peças em até dois materiais. Também possui sistema de sensores capaz de controlar com precisão a temperatura de acordo com o andamento da operação. “Ela é dotada com interface que permite o controle da operação de forma remota, muito útil, pois em muitos casos as impressoras trabalham 24 horas por dia de forma ininterrupta”.

    Steijntjes diz que a decisão de instalar escritório próprio da empresa no Brasil se deveu ao bom potencial de negócios existente no país. “Mesmo com a pandemia, continuamos a ter um bom número de pedidos de cotações. Acredito que essa parada está ajudando os clientes a refletirem suas estratégias, a pensarem na eficiência de suas empresas no futuro”. Ele diz que os clientes nacionais ainda veem a tecnologia como forma de desenvolver protótipos, mas acredita na evolução do uso das impressoras 3D em outras operações.



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