Máquinas e Equipamentos

Oferta de equipamentos e materiais cresce – Impressão 3D

Jose Paulo Sant Anna
4 de setembro de 2020
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    Plástico Moderno - Impressoras geram peças com precisão muito alta ©QD Foto: Divulgação

    Impressoras geram peças com precisão muito alta

    Oferta de equipamentos e materiais cresce para acompanhar demanda

    O grande avanço da tecnologia e a redução de preços dos equipamentos oferecidos ao mercado consolidaram a manufatura aditiva na última década como novo processo de transformação. A partir de impressoras 3D podem ser obtidas de peças feitas como hobby no âmbito doméstico a soluções industriais inovadoras, que resultam em significativa economia de tempo e dinheiro para empreendedores que operam em diversos segmentos da economia. Entre os materiais utilizados, o plástico aparece de longe como o de maior participação, embora em algumas aplicações industriais também sejam usados metais.

    A impressão 3D hoje estima movimentar algo em torno de US$ 12 bilhões em todo o mundo. Estudos realizados por grandes consultorias globais apontam crescimento anual da atividade na casa dos 20% ao ano, em média, na última década. Por ser tecnologia nova e com grande potencial de aplicações, nem mesmo a pandemia deve abalar o desenvolvimento desse mercado em futuro próximo nos cenários nacional e internacional.

    Entre os fabricantes de equipamentos, podemos citar marcas como Stratasys, HP, Markforged, Ultimaker e DDDrop, entre outras. Também estão envolvidos gigantes fornecedores de matérias-primas. Prova disso foi o lançamento, em maio, da primeira linha de produtos para a atividade lançada pela Braskem. A Wohlers Associates, em relatório apresentado em 2017, estimou que a atividade deverá movimentar US$ 6 bilhões em 2025 somente com a comercialização de polímeros.

    Plástico Moderno - Centro de manufatura digital da SKA demonstra aplicações ©QD Foto: Divulgação

    Centro de manufatura digital da SKA demonstra aplicações

    Nas aplicações são usadas desde commodities, como polipropileno e polietileno, aos plásticos de engenharia, caso do ABS, PC, blendas PC/ABS e PA, entre outros, e também plástico reforçado. As matérias-primas precisam de adaptações em suas formulações quando comparadas às usadas em outros métodos de transformação. Dependendo das características das máquinas, são vendidas em filamentos, granulados, em pó ou na forma líquida. São comuns as parcerias tecnológicas entre fabricantes de equipamentos e de matérias-primas voltadas para desenvolver novas formulações.

    Em tempo: a indústria do plástico também se beneficia da impressão 3D como usuária. A técnica a cada dia se mostra mais útil aos transformadores em várias situações, do desenvolvimento de produtos à produção de peças finais.

    Evolução – As primeiras experiências com impressoras 3D se deram na década de 80, mas a popularização do método passou a ganhar grande fôlego na última década. Os primeiros equipamentos utilizados eram muito caros e apresentavam desempenho distante do apresentado hoje. As facilidades proporcionadas pela tecnologia no início do século, no entanto, já chamavam a atenção de segmentos que usam tecnologia de ponta, caso das indústrias aeronáutica e automobilística.

    No início, as impressoras 3D eram bastante utilizadas no desenvolvimento de protótipos de peças, aplicação na qual se mostravam muito vantajosas em relação às técnicas usadas anteriormente. Essa aplicação é bastante difundida até hoje, pois agiliza de forma significativa o processo de lançamento de produtos. Em paralelo, ajuda a reduzir o tempo e colabora com a precisão dos projetos dos moldes a serem usados na fabricação desses produtos. É o principal motivo dos investimentos de empresas brasileiras nessa técnica.

    Com o surgimento de máquinas mais rápidas, precisas e de menor custo e o aprimoramento das matérias-primas utilizadas, outras aplicações passaram a ganhar espaço ano a ano. Com o avanço da indústria 4.0, por exemplo, cresceu a oferta de artigos personalizados e a versatilidade proporcionada pela impressão 3D surge como alternativa para lá de estratégica em várias oportunidades.

    Para os fabricantes de peças com design muito complexo e feitas em pequenos lotes, a técnica supre a necessidade com vantagens em relação a outros meios de transformação. É o que ocorre no caso de algumas peças plásticas injetadas, por exemplo. Cases os mais distintos, desenvolvidos de acordo com as necessidades dos usuários, chegam ao mercado com frequência. A criatividade é o limite.



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