O que falar de 2020 e o que esperar de 2021?

A maioria das empresas do segmento plástico iniciou o ano de 2020 com a expectativa de retomada de crescimento e de investimentos no setor.

 

A maioria das empresas do segmento plástico iniciou o ano de 2020 com a expectativa de retomada de crescimento e de investimentos no setor.

Porém, a partir de março, com a confirmação da Covid-19 tudo ficou congelado e as empresas passaram a buscar novas formas de enfrentamento para tudo que viria.

Inicialmente, imaginava-se que a mesma duraria cerca de três meses, o que não se concretizou e o que era só um sonho, virou um pesadelo, economicamente e socialmente.

Muitas foram as ações praticadas com o objetivo de proteger as empresas e os empregos.

Agimos rapidamente firmando um Acordo Coletivo Extraordinário, no início da pandemia, com o sindicado laboral e nossas empresas associadas, orientando com relação à redução da jornada de trabalho, flexibilizações, entre outras medidas estipuladas pela MP-936.

Plástico Moderno - Orlando Marin é vice-presidente do Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaucho ©QD Foto: Divulgação
Orlando Marin é vice-presidente do Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaucho

Auxiliamos também as empresas na utilização das ferramentas que o governo federal prontamente disponibilizou, por exemplo, o não recolhimento de impostos por três meses, bem como de custos de crédito.

Mesmo com tudo isto, fica claro que o ano foi praticamente perdido, porque, quando alinhavávamos uma nova retomada, nos foi imposta uma avalanche de aumentos de preços, somada à escassez de matérias-primas. Pode-se dizer que enfrentar esta situação, nessa altura do ano, está sendo muito pior do que enfrentar a própria pandemia.

Os aumentos de preços em reais das nossas principais matérias-primas ultrapassam 70% entre janeiro e outubro de 2020.

O Simplás, juntamente com outras entidades do setor plástico, está em conexão direta com os poderes legislativo e executivo nacionais a fim de propor uma sólida e objetiva ação conjunta de toda a indústria de transformação de plásticos do país para a redução do imposto de importação das resinas, como forma de moralizar e fomentar o mercado de resinas no Brasil.

Não há mais espaço para privilégios neste setor tão competitivo e que gera mais de 300 mil empregos no país.

Mesmo com todas as dificuldades encontradas neste ano, temos ótimas notícias no campo da Inovação, como, por exemplo, o tão cobiçado grafeno.

A Universidade de Caxias do Sul (UCS), parceira do Simplás por muitos anos, inaugurou a primeira e maior planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina, a UCSGRAPHENE.

Conectada ao Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Caxias do Sul (RS) – TecnoUCS, a unidade opera desde 14 de março com capacidade de produção de até 5 mil kg/ano, habilitando o UCSGRAPHENE a prestar serviços para os mercados nacional e internacional em setores portadores de futuro.

Para o setor plástico, esta inovação significa o desenvolvimento e a potencialização da matriz produtiva, não só da Serra Gaúcha, mas do Brasil todo.

De acordo com os promissores desenvolvimentos que têm sido realizados e relatados, não há dúvidas de que os materiais plásticos contendo grafeno demonstram um elevado potencial de produção e aplicação. Potencialidade que está atrelada à versatilidade destes materiais, acelerando e colaborando para o desenvolvimento de diversas áreas, como em automóveis, eletrônicos, embalagens, medicina, móveis, peças técnicas, entre outros. Além disso, o grafeno está contribuindo para o desenvolvimento de novos materiais e aplicações dos plásticos em áreas a que antes não se destinava atenção, e a substituição de outros materiais por materiais plásticos.

O Simplás sempre esteve junto às demandas da sociedade, uma vez que acredita que este também é um de seus papéis. Prova disso foram as demandas e reinvindicações feitas junto aos candidatos às prefeituras das nossas cidades base, nesse período eleitoral.

Questões como atração de investimentos e desburocratização, bem como abertura de novas empresas foram debatidas, mas acima de tudo a entidade cobrou dos futuros governantes a atualização de políticas públicas para área de reciclagem e maior apoio ao Projeto Plástico do Bem, mediante a inserção do tema “Educação Ambiental” na grade curricular das escolas municipais, uma vez que devemos desmistificar as falácias infundamentadas de nosso setor e nada mais eficaz do que educarmos as novas gerações para isso.

Ainda no que tange à relação com a sociedade, o Simplás vem apoiando constantemente o MOBICaxias, movimento que mobiliza a sociedade civil organizada e que está comprometido em realizar projetos factíveis e importantes para o futuro da nossa cidade, respeitando a sua cultura e planejando a Caxias do Sul para o ano de 2040. Isso vem a calhar com a agilidade no escoamento da produção de peças plásticas e recebimento de insumos, pela a construção do novo Aeroporto de Villa Oliva, pauta deste movimento que irá aproximar ainda mais Caxias do Sul e região ao resto do país.

E o que esperar de 2001?

Para 2021, o Simplás acredita em um crescimento acima de 6% em média entre os setores em que atuamos.

Segmentos como o automotivo, transporte, agrícola, embalagens e construção civil, são muito dependentes da indústria plástica da nossa região, e todos estão na expectativa de um 2021 muito promissor.

Quanto ao Brasil, já passou da hora de mudarmos esta década perdida, sem crescimento e, como consequência, um empobrecimento da sociedade.

Somos um país que domina a agricultura e a pecuária; somos fortes em minérios e tantos outros, porém é imperativo que nossa classe política faça as reformas necessárias para que a indústria volte a ter o destaque que já tivemos. Um país sem indústria forte e competitiva não produz riqueza, não gera renda e não contribui ao equilibro social.

Plástico Moderno - O que falar de 2020 e o que esperar de 2001? ©QD Foto: iStockPhoto

Simplás

A necessidade de troca de informações técnicas e de mercado impulsionaram a criação, em 24 de agosto de 1989, do Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho.

Atualmente, a entidade está instalada em sede própria, localizada junto a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, representando mais de 430 empresas, de 8 municípios da região, responsáveis por aproximadamente 11 mil empregos diretos.

Desde a criação do Simplás, a região presenciou exuberante desenvolvimento industrial, tendo se tornado o principal pólo plástico do Estado e um dos mais destacados do país.

Durante todos esses anos, o Sindicato tem focado sempre o crescimento da indústria de terceira geração, não medindo esforços para proporcionar aos associados qualificação técnica e bons indicadores de negócios, bem como tem sido porta-voz, junto ao poder público, das reivindicações da categoria econômica que representa.

Mais informações: https://www.simplas.com.br/home

 


 

Mostrar mais

2 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios