O que acontecerá se o conceito do sistema atual dos plásticos não for repensado? Especializada Lançou o Estudo sobre os Plásticos nos Oceanos

Soluções para a Poluição do Plástico nos Oceanos: Sinplast

Em julho deste ano, a The Pew Charitable Trusts, uma ONG sem fins lucrativos dos Estados Unidos, em parceria com a empresa SYSTEMIQ, especializada em soluções ambientais para indústrias, lançou o estudo, em tradução livre, “Quebrando a Onda Plástica”. Com o objetivo de apresentar soluções para a poluição do plástico nos oceanos, o relatório mostra que essa poluição está rapidamente superando os esforços para detê-la.

E que, em 2040, a quantidade de plástico no mercado dobrará, o volume anual de plástico entrando no oceano quase triplicará e, consequentemente, os estoques oceânicos de plástico quadruplicarão.

As análises vão de encontro com a linha apresentada pela Fundação Ellen MacArthur, do Reino Unido: em 2050 poderá existir mais plásticos do que peixes no oceano.

Para ambas instituições, uma das soluções sugeridas é a eliminação do plástico chamado desnecessário, mais do que apenas a exclusão de canudos e sacolas.

No entanto, considerando os benefícios do material, existem plásticos dos quais podemos abrir mão?

Além dos benefícios usuais em setores fundamentais para a sobrevivência como o alimentício, o comércio e a economia no geral, o plástico se tornou protagonista em tempos de pandemia. Mais do que apenas auxiliar, ele agora é fundamental em processos de higiene e contra a contaminação de um vírus invisível e que assola o mundo.

Torna-se, portanto, impossível abrirmos mão do material, considerando essa perspectiva.

Porém, ainda há maneiras de, tanto revertemos a situação ambiental do planeta, quanto mantermos a utilização de produtos essenciais para a sociedade.

A reposta é repensarmos o processo desde o começo, analisando todas as etapas da cadeia.

A responsabilidade, além de quem consome produtos e embalagens, é também de quem está produzindo, pois é preciso um projeto de retorno e reciclagem.

A economia circular, um conceito global, começa nas próprias indústrias geradoras e pode ser aplicada com novos modelos de negócios que envolvam todos os personagens essenciais.

Luiz Henrique Hartmann, coordenador do Comitê Sinplast-RS de reciclagem Plástico Moderno - O que acontecerá se o conceito do sistema atual não for repensado? - Sinplast ©QD Foto: iStockPhoto
Luiz Henrique Hartmann, coordenador do Comitê Sinplast-RS de reciclagem

A melhor triagem de materiais, tecnologias e investimentos – por meio de auxílios importantes – podem ser aliados nesse processo, a fim de desafogarmos catadores e usinas e dividirmos o papel com investidores e grandes empresas.

Distribuindo as tarefas a cada esfera responsável e analisando nosso próprio comprometimento como sociedade, podemos construir um futuro mais sustentável, sem grandes cortes. O antigo – e atual – comportamento humano, neste caso, é que o precisa ser eliminado.

Texto: Luiz Henrique Hartmann – Coordenador do Comitê Sinplast de Reciclagem

Sinplast - Sindicato de Plásticos do Rio Grande do Sul

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