Compósitos

O EPS e a sustentabilidade

Miguel Bahiense Neto
30 de junho de 2020
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    Plástico Moderno -

    Plástico Moderno -

    Sempre que se fala de versatilidade e tecnologia em aplicações variadas, o EPS, Poliestireno Expandido mais conhecido pela marca comercial Isopor®, é lembrado como um dos plásticos mais utilizados em diversos segmentos da economia, tais como na construção civil, embalagens, agronegócio, esportes, etc. Essa cadeia de valor tem buscado soluções cada vez mais tecnológicas para atender às demandas do mercado com eficiência e excelente custo-benefício.

    Isso porque se trata de um produto que apresenta uma série de características que o destacam. Além da leveza, o EPS apresenta excelente relação custo/volume útil, boa relação resistência mecânica (compressão, tração e flexão) com pouca massa, compatibilidade físico-química com os demais materiais empregados na construção civil, durabilidade, excelentes características de deformabilidade (resiliência elevada) e estabilidade dimensional. O produto distribui as cargas atuantes deformando-se, dissipa tensões concentradas sem romper-se, não induz fissuras e trincas nos componentes contíguos, além de ser de fácil uso e conformação.

    Para completar, outra característica que destaca o EPS é o seu viés sustentável. O produto proporciona economia de energia, sua produção não emite gases CFC, assim como não propicia nenhuma emissão de VOC (compostos orgânicos voláteis). Mais ainda, o EPS é 100% reciclável.

    Para que essas características possam ser cada vez mais aproveitadas pela sociedade em produtos de extrema eficiência, é que formamos, em 2015, o Comitê de EPS Plastivida, que promove ações de educação ambiental bem como de coleta e reciclagem de EPS, de forma a divulgar as características, propriedades, benefícios, aplicações e, em especial, seu uso responsável, descarte correto e encaminhamento para a reciclagem.

    Nossa atuação vem desde a orientação para catadores e cooperativas, visando a revalorização e o aumento da coleta e da reciclagem do EPS em todo o país, passando pelo fornecimento de informações técnicas sobre o EPS para legisladores, e pelo relacionamento com a sociedade de forma geral, no intuito de evidenciar as qualidades técnicas do produto e as suas contribuições para aumentar a qualidade de vida das pessoas, respeitando o meio ambiente.

    Desenvolvemos publicações que reforçam essas ações e esclarecem qualquer tipo de dúvida quanto às aplicações do EPS, assim como sobre sua reciclabilidade. Entre elas estão o “Manual de Orientações Para Cooperativas – Revalorização E Reciclagem De Poliestireno Expandido (EPS)”; o livro “PS, XPS e EPS Para Contato Com Alimentos”, baseado em relatório desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Embalagem – CETEA, do Instituto de Tecnologia de Alimentos – ITAL, que confirma que as embalagens de EPS são seguras para uso em contato com alimentos, sejam eles frios, quentes, sólidos ou líquidos; e o HQ “Viver Melhor – um guia de informações sobre a reciclagem do EPS”, voltado para crianças.

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    Miguel Bahiense

    Ao longo desses anos, temos promovido o uso adequado, a coleta seletiva e a reciclagem do EPS em todo o Brasil e nosso trabalho tem ganhado importantes parceiros. Um deles é o Grupo Pão de Açúcar que, em 2019, juntou-se à Plastivida em um projeto que visa a reciclagem do EPS. A rede disponibilizou pontos de descarte do material em algumas de suas lojas, inicialmente em São Paulo, para que as pessoas façam o descarte correto. O projeto piloto, realizado em cinco lojas, no período de seis meses, coletou cerca de 1.100kg de EPS, que foram encaminhados para a reciclagem e a perspectiva é de ampliar esse trabalho.

    Hoje, o Brasil já recicla uma média superior a 30% do EPS descartado ao ano. Mas para a que a reciclagem do EPS possa crescer, é preciso que a coleta seletiva seja cada vez mais eficiente. Nesse contexto, o trabalho do Comitê de EPS tem sido importantíssimo, pois tem transformado a relação da sociedade com o consumo e o descarte desse produto, tão importante na vida das pessoas.

    Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ), pós-graduado em Comunicação Empresarial (FAAP/SP) e é presidente da Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos.



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