Design Circular e as Empresas Transformadoras do Plástico: Conceitos e sua Importância

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Entenda porque os conceitos de design circular são tão importantes para as empresas transformadoras do plástico

O setor de transformados plásticos cresceu 2,4% em 2020 com relação a 2019, segundo a Abiplast, na produção física, sustentado pelo segmento de embalagens e de tubos e acessórios para construção civil.

Mesmo com esse crescimento as empresas enfrentam desafios diários, seja de produção, estruturação de equipes, vendas ou aquisições e soluções para atender as demandas propostas pela economia circular.

Diante deste cenário, surgiu o conceito Design Circular, também chamado de Design for Recyclability ou ainda D4R. Ele considera toda a jornada de um produto desde a origem e o descarte até o retorno ao processo produtivo com geração de valor.

Com isso, estabelece que produtos e embalagens devem ser projetados para serem facilmente recicláveis. O resultado é o melhor aproveitamento dos materiais pelas empresas, evitando desperdício e impactos negativos ao meio ambiente.

Design Circular: criação que liga as etapas produtivas da cadeia

No mercado B2B, é comum que lideranças foquem o olhar nas metas de venda e na interlocução com o cliente direto.

No entanto, a atuação na indústria do plástico tem exigido cada vez mais uma visão expandida e o design for recycling é essa lente de aumento, uma vez que seu processo de criação considera todas as etapas da cadeia produtiva, as dinâmicas de consumo, o processo de descarte e o retorno à origem do circuito com geração de valor.

A capacidade de observação do design circular não é uma competência que beneficia somente designers, mas influencia também a atuação da indústria para a própria indústria.

Entender a movimentação de quem consome os produtos do seu cliente é entender sobre as próximas demandas, ajudando a efetivar o planejamento e as metas de negócios.

Com essa visão, é importante reforçar que esse público final está em constante transformação.

Segundo o relatório de tendências da FJORD, consultoria de inovação e design, o consumo vive um “realinhamento de fundamentos”.

“Num mundo em luta com as mudanças climáticas e constantes rupturas políticas e sociais, as pessoas estão cada vez mais conscientes de como seu consumo afeta os demais cidadãos e os recursos naturais. As pessoas demandam produtos e serviços que não são importantes somente para elas, mas também social e ambientalmente responsáveis”, reforça o material.

Evolução do Modelo Atual de Embalagem

O Design for Recyclability desponta como a origem, entre as soluções tecnológicas que devem ser desenvolvidas pela indústria de polímeros e que apontam uma evolução para um novo cenário ambiental, segundo o especialista John Richardson, do respeitado portal britânico Icis, referência na indústria petroquímica.

No campo das embalagens, ao observarmos alguns mercados mais avançados nesse sentido pelo mundo, como a Europa, entendemos o efeito nos negócios em se trabalhar sob essa ótica.

Países como Alemanha e Noruega exemplificam que as soluções de embalagem retornável, que pode ser reciclada e voltar ao mercado como uma nova, estão incentivando o consumo.

Ainda há muito o que fazer! É o que mostra dados publicados no relatório The New Plastics Economy, criado pela Fundação Ellen MacArthur, Fórum Econômico Mundial e McKinsey & Company.

O material aponta que, sem inovar o design das embalagens plásticas, cerca de 30% desse material jamais será reutilizado ou reciclado.

O documento informa também que apenas 20% das embalagens plásticas têm a reutilização como uma alternativa economicamente viável.

A adoção do D4R pela indústria do plástico é um vetor de transformação econômico e social, pois aumenta de forma significativa as oportunidades para as cooperativas.

Atribuir possibilidade de reciclagem às embalagens é uma demanda do consumidor e, por consequência, das marcas que queiram uma perspectiva de mercado mais longínqua.

O futuro do convertedor e de toda a sua cadeia produtiva tende a ser acompanhado pela forma que é disseminada a inovação e principalmente como ele pensa o conceito D4R.

O estudo da Fundação Ellen MacArthur mostra uma série de soluções para melhorar o design das embalagens e viabilizar seu pós-uso.

Atualmente, um dos exemplos mais eficazes neste sentido são as embalagens em que, de fato, ocorre a substituição de polímeros para que elas sejam recicláveis sem perder as propriedades, como é o caso de MDO (sigla em inglês para Machine Direction Oriented) e BOPE (sigla em inglês para Biaxially Oriented Polyethylene), ambos são filmes que apresentam excelente rigidez e propriedades ópticas, além de resistirem a baixas temperaturas.

Inovar nas embalagens de produtos de limpeza e cosméticos pode gerar uma economia de 80% a 90% de material plástico, de acordo com o estudo New Plastic Economy.

Ainda segundo o levantamento, se todas embalagens de cosméticos e produtos de limpeza fossem redesenhadas, representariam uma economia de três milhões de toneladas de plástico.

Isso equivaleria a uma economia de US$ 8 bilhões; de 85% a 95% dos custos com transporte e uma redução de 80% a 85% nas emissões de gases de efeito estufa.

Acesse futurodoplastico.com para acompanhar temas relevantes para a cadeia estendida do plástico.

 

Fonte
Futuro do Plástico

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