NPE 2009 – Economia de energia vira “bandeira” da feira de Chicago

Extrusão-sopro – Em sistemas de sopro por extrusão, a tradicional alemã Bekum mostrou uma nova tecnologia, a Multi Parting Line (MPL), fruto de parceria com a americana Fidelity Tool and Mold, cujo mérito é dobrar a capacidade da máquina sem alterar o seu tamanho. Isso é possível por causa do novo tipo de molde criado pela Fidelity, construído com quatro blocos independentes (ver figura 2). Os moldes alternados são conectados por barras fixas, mas as quatro partes são unidas durante o fechamento das placas móveis. Isso cria duas linhas de sopro no mesmo conjunto de estação do molde, as quais permanecem fixas durante a abertura e o fechamento da máquina.

A Bekum, seguindo o clima de economia, não levou a máquina para a feira, apenas colocou a parte do sopro. Mas demonstrou o processo em um vídeo com a primeira operação com a tecnologia MPL feita em um modelo BM 406D na unidade da Bekum America e que já foi vendido para um cliente americano. Segundo o diretor da Fidelity, Jim Vassar, a ideia de dobrar a capacidade só foi possível também por causa da participação de outra empresa, a W. Müller, que produziu um cabeçote duplo de extrusão para alimentar o molde de quatro blocos.

Também contou como “novidade” na área de sopro por extrusão o sistema apresentado pela italiana Techne. Embora já tenha sido mostrada na K 2007, o mercado americano viu pela primeira vez a Advanced ADV4/510, totalmente elétrica, que ganhou destaque por causa de sua alta produtividade e seu reduzido consumo de energia. Com capacidade de produção por volta de 8 mil garrafas por hora, seu consumo chega a ser 35% menor do que máquinas similares hidráulicas. Além dessa, a Techne apresentou a hidráulica 10000-S900 com sistema de coextrusão concebida para seis camadas, com 20 t de força de fechamento e rapidez com ciclo a seco de 2,9 segundos.

Um expositor da área que enfatizava as máquinas de sopro totalmente elétricas era a italiana Meccanoplastica, que expôs um sistema de injeção-sopro denominado Jet55. Segundo Sebastian Allue, representante da empresa, a máquina consome 60% menos energia do que as hidráulicas. A Jet55 necessita de potência total instalada de 55 kW e tem consumo médio de 7 kW. Confiante na nova demanda norte-americana por sistemas mais econômicos, a empresa anunciou na feira uma nova representação nos Estados Unidos, a cargo agora da Alba Enterprises.

Sopro do Brasil– O mercado do sopro também merece uma atenção especial por ter sido praticamente o único da área de máquinas e equipamentos a contar com um expositor brasileiro: a Pavan Zanetti, com fábrica em Americana-SP. Isso

Plástico Moderno,Marcio de Castro Porto, responsável por exportação da Pavan Zanetti, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Porto: sopro de resina da Dow chamou a atenção na feira

porque outras empresas nacionais que tradicionalmente participam desses eventos internacionais, como a Carnevalli ou a Romi, resolveram de última hora ceder ao temor da crise financeira e da gripe suína.

“A NPE não pode ser nunca negligenciada porque é aqui onde transitam nossos principais clientes internacionais, os da América Latina”, afirmou o sócio-diretor da Pavan Zanetti, Gilson Pavan. Embora reconheça que esta edição tenha sido a menos “populosa” e tenha visto muitos concorrentes não levarem máquinas (caso principalmente dos chineses), Pavan confirmou a tese de que acredita nas visitas mais objetivas da NPE 2009. “O clima de negócios aqui é tradicionalmente mais ativo e houve pelo menos três clientes muito interessados em já comprar nossa máquina exposta”, completou o responsável por exportação da Pavan Zanetti, Marcio de Castro Porto.

Um fato que ajudou a atrair a atenção do público da NPE pela Pavan Zanetti foi ela ter sido uma das fabricantes escolhidas pela Dow para testar ao vivo uma de suas resinas: o PEAD bimodal Continuum XDMA 6630. A sopradora por extrusão contínua de dupla estação BMT 3.6D, com capacidade para 2.500 frascos por hora e 100 kg/h de material, rodava garrafas de 0,5 l para, além de mostrar a robustez da máquina, dar provas aos interessados das vantagens da resina da Dow, que confere maior resistência à fadiga sob tensão (stress cracking) ao mesmo tempo em que reduz em 10% o peso da garrafa.

Como a Dow divulgava bastante na feira a pequena lista de empresas que estavam testando suas resinas, a maior parte delas grandes grupos internacionais, como Hosokawa Alpine e Sacmi, a empresa brasileira conseguiu ficar em boa evidência. Sem dúvida o marketing extra da multinacional americana compensou o esforço da Pavan Zanetti de não
desistir dessa importante feira que continua a ser a NPE.

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