NPE 2009 – Economia de energia vira “bandeira” da feira de Chicago

Hinterreiter: sistema hidráulico para durante a injeção[/caption]

todos os segmentos: injeção, extrusão e sopro. Para começar pelas injetoras, fica até difícil escolher uma empresa para iniciar a exemplificação de máquinas mais econômicas. Mas pela atenção despertada em seu estande, com suas elegantes injetoras verdes (na cor, mas de certa forma também no sentido figurado), vale destacar a austríaca Engel, que por sinal fazia o lançamento mundial de uma nova linha de injetoras de duas placas Duo Pico, equipada com a tecnologia híbrida Ecodrive, que atinge níveis de redução de consumo de energia similares aos das injetoras elétricas. Um modelo da máquina com 550 toneladas de força de fechamento moldava engradados no estande.

O Ecodrive utiliza acionamento hidráulico no fechamento – pelo qual um servomotor impulsiona bombas para controlar o movimento das placas e dos dispositivos hidráulicos – e unidade de injeção com acionamento totalmente elétrico. De acordo com o gerente de vendas da matriz da Engel, Franz Hinterreiter, a principal vantagem da nova linha, disponível na faixa de 500 a 770 toneladas de fechamento, além do fato de ser muito compacta, é o consumo de energia do sistema, de 45% a 60% mais econômico do que seus principais competidores, conforme atestado em estudo independente feito recentemente. A unidade de plastificação elétrica permite que as bombas hidráulicas sejam acionadas apenas quando há necessidade, economizando aí muita energia no sistema. “Durante a injeção, as bombas hidráulicas param de funcionar”, completou Hinterreiter. Alia-se à economia de energia o fato de a máquina hidráulica ser 15% mais barata do que as totalmente elétricas, e a competitividade da nova linha torna-se evidente.

Plástico Moderno, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Injetora elétrica e-max: preços continuam a cair

Há outras vantagens na nova tecnologia híbrida. “Ela é ofertada em um ciclo a seco de 2,6 segundos, tornando-se a mais rápida de duas placas do mercado”, completou Hinterreiter. Além da rapidez, da concepção compacta e da economia de energia, o gerente destaca ainda nas novas injetoras a proteção garantida ao molde em virtude do não-contato entre as barras fixas e móveis, o que diminui no mínimo em 2,5% os custos totais de produção.

Destacar na feira uma máquina hidráulica de médio porte com consumo de energia similar ao das elétricas não significa que a Engel tenha esquecido as all eletrics. Pelo contrário, a empresa deu bastante destaque a dois modelos das tradicionais linhas e-max e uma da e-motion, todas em operação no estande contrastando com o clima geral de redução de custos de energia gerada na feira.

Segundo explicou o gerente da empresa, a confiança nas elétricas é total, tendo em vista a queda contínua de preços e o fato de os ganhos de energia desses modelos pagarem o investimento em no máximo um ano e meio.

Uma e-motion de 60 toneladas moldava uma peça multicomponente (carregador) de telefone celular, com parte feita de PP e outra de borracha termoplástica (TPE), que utilizava um robô Kuku KR5 articulado para transferir e remover as peças. Havia ainda uma e-max de 110 toneladas, processando uma peça técnica de 16 cavidades de borracha líquida de silicone, e uma e-motion de 420 t com ciclo rápido moldando peça de 72 cavidades. Da linha Duo Pico, a Engel também colocou em operação uma máquina de grande porte, de mil toneladas, e processava com a tecnologia assistida a gás MuCell um painel de porta de carro.

Up-grade para poupar – Outra grande empresa que destacava a economia de energia em suas injetoras era a alemã Krauss Maffei. Aliás, o próprio slogan da empresa na feira era sugestivo: “Moldagem por injeção para poupadores de

Plástico Moderno, Klaus Lepp, diretor da Krauss Maffei para os Estados Unidos e Canadá,
Lepp: injetora elétrica 20% mais barata

energia”. O foco do estande foi a nova série de injetoras elétricas AX, apresentada pela primeira vez nos Estados Unidos. Trata-se de uma versão até 20% mais barata do que a série EX de injetoras elétricas, voltada a aplicações-padrão de injeção.

Segundo o diretor da Krauss Maffei para os Estados Unidos e Canadá, Klaus Lepp, por enquanto serão ofertados apenas três modelos da máquina, de 80, 100 e 180 toneladas, mas em breve o range será ampliado para 50 a 350 t. Segundo Lepp, o projeto das novas máquinas foi feito em cooperação com a japonesa Toshiba, que desenvolveu a parte mecânica básica e de componentes, deixando a parte elétrica a cargo da Krauss Maffei. Essa cooperação foi fundamental para reduzir o preço das novas elétricas da empresa, deixando seu valor na América igual aos praticados pelos fabricantes japoneses, explicou o diretor.

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