NPE 2009 – Economia de energia vira “bandeira” da feira de Chicago

Tudo parecia conspirar contra a última NPE, a segunda maior feira do mundo da indústria do plástico e da borracha, realizada de 22 a 26 de junho em Chicago, nos Estados Unidos. Recessão global, crise na indústria, gripe suína, enfim um verdadeiro complô internacional para contaminar de pessimismo os imensos e bem organizados pavilhões do McCormick Place. Mas o cenário não foi assim tão apocalíptico. Boa parte dos 1.851 expositores, praticamente o mesmo número da feira anterior em 2006, conseguiu encontrar motivos para justificar a participação no respeitado evento. E isso mesmo diante de corredores mais vazios do que o normal (houve queda de 30% no número de visitantes em comparação à última edição), da ausência de alguns expositores tradicionais e do fato de muitas empresas terem economizado energia na exposição, não colocando para operar suas máquinas.

A avaliação de muitos expositores, fruto de consulta pós-feira feita pela organizadora, a SPI, a Plastics Industry Trade Association, foi a de que o momento crítico provocou uma filtragem qualitativa dos visitantes. A impressão coletada em depoimentos de algumas empresas é reiterada por uma “tese” da SPI, segundo a qual os 44 mil visitantes registrados (provenientes de 101 países), número 30% menor do que o da feira anterior, não refletem redução significativa do número de empresas representadas, apenas 17% inferior ao da NPE 2006. “Isso indica que houve uma triagem nas empresas e só viajaram colaboradores com maior poder de decisão, diminuindo o número de visitantes que estão lá mais para dar uma simples olhada nos estandes”, afirmou o presidente da SPI, William Carteaux.

Mas há também explicações mais objetivas para a satisfação de parte dos expositores. O governo americano, dias antes da feira, como resultado de um lobby da indústria do plástico, criou um pacote de estímulos federais válido até o final do ano para facilitar a aquisição de bens de capital, cujo principal incentivo é um bônus de depreciação, que reduz pela metade os impostos básicos cobrados nas transações internas no país. Essas medidas, segundo o comentário de muitos expositores, criaram impactos imediatos na feira. Aliado a facilidades ofertadas pelos expositores, em alguns casos aconteceram reduções de até 60% no preço de certas máquinas. Não por menos nos últimos dias do evento era comum ver placas de “sold” (vendida) em equipamentos expostos.

Economia de energia – O cenário mundial criou algumas características únicas à NPE 2009, facilmente percebidas por quem caminhava pelos 93 mil metros quadrados de área de exposição do McCormick Place. A primeira delas, mais evidente, eram os corredores bem mais vazios do que o notado em outras edições, o que já foi explicado pelos próprios números apresentados pela organização. Uma segunda, a título de ilustração, era a quantidade de dispositivos com álcool-gel para sanitização das mãos dos visitantes, espalhados por toda a feira como medida preventiva à contaminação da gripe A. Afinal de contas, o estado de Illinois, onde fica a bela Chicago, é um dos mais afetados pela pandemia nos Estados Unidos.

Plástico Moderno, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Injetora Duo Pico: consumo similar ao das elétricas

Mas houve também uma característica técnica comum em grande parte dos expositores da 26ª edição da feira. Como não poderia deixar de ser em época recessiva, o discurso mais em evidência nos estandes era a adoção de recursos tecnológicos para economia de energia – insumo por sinal em taxas altas recordes nos Estados Unidos. De longe este era o principal benefício citado por fabricantes de máquinas e equipamentos. Mas da mesma forma fazia parte da divulgação de produtores de resinas, aditivos e de processos, os quais mostravam meios de se chegar a produtos finais (peças automotivas principalmente) mais leves ou compactos com as vantagens consequentes de redução de gasto de combustível e de custo de transporte. Uma outra faceta dessa tendência era a possibilidade da indústria do plástico cooperar com fontes alternativas de energia na produção de peças especiais para energia solar ou eólica.

No campo das máquinas, era vasto o repertório de empresas destacando a redução de energia. Isso em praticamente

Plástico Moderno, Franz Hinterreiter, gerente de vendas da matriz da Engel, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Hinterreiter: sistema hidráulico para durante a injeção

todos os segmentos: injeção, extrusão e sopro. Para começar pelas injetoras, fica até difícil escolher uma empresa para iniciar a exemplificação de máquinas mais econômicas. Mas pela atenção despertada em seu estande, com suas elegantes injetoras verdes (na cor, mas de certa forma também no sentido figurado), vale destacar a austríaca Engel, que por sinal fazia o lançamento mundial de uma nova linha de injetoras de duas placas Duo Pico, equipada com a tecnologia híbrida Ecodrive, que atinge níveis de redução de consumo de energia similares aos das injetoras elétricas. Um modelo da máquina com 550 toneladas de força de fechamento moldava engradados no estande.

O Ecodrive utiliza acionamento hidráulico no fechamento – pelo qual um servomotor impulsiona bombas para controlar o movimento das placas e dos dispositivos hidráulicos – e unidade de injeção com acionamento totalmente elétrico. De acordo com o gerente de vendas da matriz da Engel, Franz Hinterreiter, a principal vantagem da nova linha, disponível na faixa de 500 a 770 toneladas de fechamento, além do fato de ser muito compacta, é o consumo de energia do sistema, de 45% a 60% mais econômico do que seus principais competidores, conforme atestado em estudo independente feito recentemente. A unidade de plastificação elétrica permite que as bombas hidráulicas sejam acionadas apenas quando há necessidade, economizando aí muita energia no sistema. “Durante a injeção, as bombas hidráulicas param de funcionar”, completou Hinterreiter. Alia-se à economia de energia o fato de a máquina hidráulica ser 15% mais barata do que as totalmente elétricas, e a competitividade da nova linha torna-se evidente.

Plástico Moderno, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Injetora elétrica e-max: preços continuam a cair

Há outras vantagens na nova tecnologia híbrida. “Ela é ofertada em um ciclo a seco de 2,6 segundos, tornando-se a mais rápida de duas placas do mercado”, completou Hinterreiter. Além da rapidez, da concepção compacta e da economia de energia, o gerente destaca ainda nas novas injetoras a proteção garantida ao molde em virtude do não-contato entre as barras fixas e móveis, o que diminui no mínimo em 2,5% os custos totais de produção.

Destacar na feira uma máquina hidráulica de médio porte com consumo de energia similar ao das elétricas não significa que a Engel tenha esquecido as all eletrics. Pelo contrário, a empresa deu bastante destaque a dois modelos das tradicionais linhas e-max e uma da e-motion, todas em operação no estande contrastando com o clima geral de redução de custos de energia gerada na feira.

Segundo explicou o gerente da empresa, a confiança nas elétricas é total, tendo em vista a queda contínua de preços e o fato de os ganhos de energia desses modelos pagarem o investimento em no máximo um ano e meio.

Uma e-motion de 60 toneladas moldava uma peça multicomponente (carregador) de telefone celular, com parte feita de PP e outra de borracha termoplástica (TPE), que utilizava um robô Kuku KR5 articulado para transferir e remover as peças. Havia ainda uma e-max de 110 toneladas, processando uma peça técnica de 16 cavidades de borracha líquida de silicone, e uma e-motion de 420 t com ciclo rápido moldando peça de 72 cavidades. Da linha Duo Pico, a Engel também colocou em operação uma máquina de grande porte, de mil toneladas, e processava com a tecnologia assistida a gás MuCell um painel de porta de carro.

Up-grade para poupar – Outra grande empresa que destacava a economia de energia em suas injetoras era a alemã Krauss Maffei. Aliás, o próprio slogan da empresa na feira era sugestivo: “Moldagem por injeção para poupadores de

Plástico Moderno, Klaus Lepp, diretor da Krauss Maffei para os Estados Unidos e Canadá,
Lepp: injetora elétrica 20% mais barata

energia”. O foco do estande foi a nova série de injetoras elétricas AX, apresentada pela primeira vez nos Estados Unidos. Trata-se de uma versão até 20% mais barata do que a série EX de injetoras elétricas, voltada a aplicações-padrão de injeção.

Segundo o diretor da Krauss Maffei para os Estados Unidos e Canadá, Klaus Lepp, por enquanto serão ofertados apenas três modelos da máquina, de 80, 100 e 180 toneladas, mas em breve o range será ampliado para 50 a 350 t. Segundo Lepp, o projeto das novas máquinas foi feito em cooperação com a japonesa Toshiba, que desenvolveu a parte mecânica básica e de componentes, deixando a parte elétrica a cargo da Krauss Maffei. Essa cooperação foi fundamental para reduzir o preço das novas elétricas da empresa, deixando seu valor na América igual aos praticados pelos fabricantes japoneses, explicou o diretor.

Para chegar ao objetivo de ter uma linha elétrica mais em conta, foram feitos vários trabalhos de engenharia, tornando-as até 60% mais econômicas do que as similares hidráulicas mais modernas. Uma forma importante de reduzir o consumo de energia na série AX, por exemplo, foi projetar guias lineares precisas para as placas móveis, que permitiram que o deslizamento sofresse até 80% menos fricção do que os designs convencionais. Ainda seguindo uma outra tendência, a máquina também foi concebida como “super slim” (supermagra, em tradução direta), o que significa que ela ocupa 25% menos área para instalação, podendo assim ser facilmente adaptada como o centro de uma célula de injeção automatizada e integrada.

Plástico Moderno, Michael Ferlic, diretor internacional de vendas, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Ferlic: novas Roboshot usam resistência de cerâmica que reduz consumo em até 50%

A Milacron fez da economia de energia uma parte de seu tema maior de exposição, a sustentabilidade, o que fez com que até o carpete do seu grande estande fosse de PET reciclado e as camisetas de seus funcionários de fibra de bambu. Marketing ambiental à parte, o destaque mesmo ficou por conta das novas opções da linha Roboshot S2001i-B de injetoras elétricas, produzidas pela japonesa Fanuc e distribuídas pela Milacron em um contrato de longo prazo.

Novos conceitos de redução de consumo de energia e de melhorias de design e construção foram adaptados aos modelos Roboshot de 55, 110 e 165 toneladas, sendo que os benefícios serão incluídos no restante da linha até o final do ano. De acordo com o diretor internacional de vendas, Michael Ferlic, as benfeitorias tornaram os novos modelos os mais econômicos da empresa. Isso por causa de um novo sistema de aquecimento do cilindro denominado ServTek TCS, com  possibilidade de redução de 35% a 50% no consumo de energia em comparação com as tecnologias convencionais. A conquista se deve a uma nova resistência de fibra cerâmica, com capacidade maior de armazenamento da energia.

Além dos ganhos energéticos, as novas Roboshot (da qual um modelo de 165 t estava em operação na feira) também incorporaram cintos de transmissão de borracha com baixa geração de ruído em operações de alta velocidade e um sistema antivibração que proporciona, em conjunto, maior rapidez de ciclo e silêncio na operação.

Outra novidade da Milacron, revelada por Michael Ferlic, embora ainda não exposta na feira e em fase final de testes, é

Plástico Moderno, Thomas McKevitt, diretor de vendas e marketing da Toshiba nos Estados Unidos, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
McKevitt: Toshiba mostrou elétrica com in-mold-labeling

uma máquina da linha Magna Máxima que incorpora duas unidades de fechamento em uma só estação: uma elétrica com injeção vertical e outra hidráulica com fechamento horizontal. “Isso vai permitir ao cliente trabalhar com dois moldes diferentes com um mesmo material”, disse o diretor. A máquina em fase de testes é a MMS de 170 t, e já estão previstos modelos de 310 t e 450 t. O novo conceito, apesar de individualmente ser mais caro do que uma máquina normal, é um investimento 40% menor, visto que o sistema na verdade representa a operação simultânea correspondente a duas injetoras. “Isso sem falar nos ganhos energéticos e de manutenção”, concluiu. A nova máquina deve ter lançamento comercial ainda neste ano e era apresentada de forma virtual no estande da Milacron.

Não faltaram mais exemplos de fabricantes de injetoras destacando a economia de energia de suas novas máquinas. A japonesa Toshiba, por exemplo, em sua primeira participação na NPE, mostrava a injetora elétrica EC180NII que, além de seus atributos de baixo consumo de energia, ainda era combinada com a tecnologia de in-mold labeling (IML), técnica que rotula no molde os transformados plásticos.

Segundo o diretor de vendas e marketing da Toshiba nos Estados Unidos, Thomas McKevitt, a máquina de alta eficiência energética estava utilizando a última tecnologia de IML que existe no mundo: da empresa Imdecol, que consegue rotular a tampa e o fundo do contêiner ao mesmo tempo, melhorando a qualidade da rotulagem e reduzindo a quantidade de aparas. A máquina da Toshiba, de 180 toneladas, é de ciclo rápido (3,9 segundos), com taxas de injeção até 75% superiores em relação às máquinas concorrentes, segundo revelou McKevitt. Ideal para embalagens e artefatos

Plástico, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Injetora elétrica Zhafir da Absolute Haitian

médicos, a injetora é silenciosa e pode consumir até 80% menos energia do que similares hidráulicas. Bom acrescentar que a Toshiba conta com extensa linha de injetoras elétricas, de 20 a 950 t de força de fechamento.

A chinesa Absolute Haitian também aproveitou a onda energética para introduzir a série Jupiter de injetoras de duas placas acionada por sistema híbrido com servomotores. A máquina em exposição, que processava um cesto de lavanderia, utilizava um monitor para mostrar a economia de energia durante o resfriamento, que podia variar de 20% a 80%. Segundo o gerente geral da matriz chinesa, Xiang Linfa, a linha Jupiter, que vai de 1.350 t a 6.750 toneladas, consegue a economia em razão da tecnologia do servomotor. Além da Jupiter, a Haitian demonstrava uma elétrica Zhafir de 135 t.

A exposição da Arburg, no seu estande de 500 metros quadrados, enfatizou a injetora elétrica Allrounder A. Havia um modelo de 165 t (Allrounder 520 A) e outro de 220 t (570 A), que injetava molde com dois materiais (borracha líquida de silicone) e um termoplástico. O acionamento da linha, disponível agora na faixa de 55 a 352 t, é por servomotores

Plástico Moderno, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Allrounder 520A: ciclo rápido e baixo consumo de energia

elétricos que permitem movimentos simultâneos e assim ciclos rápidos, ao mesmo tempo em que garante consumo baixo de energia. Além dessas duas, a Arburg mostrava pela primeira vez fora da Europa a maior da série, a 720, de 352 t de fechamento, com ciclo de 5,6 segundos. Equipado com molde de quatro estágios, o sistema

Plástico Moderno, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Allrounder 570A injetava molde com dois materiais

injetava tampas de polipropileno de 4,2 gramas.

Passando para a microinjeção, a Arburg destacava também a máquina hidráulica Allrounder 170 S, de 17 t, que injetava pequenos rolamentos de 0,001 grama, integrada em uma célula de produção com sistema robótico Multifilit H para remover por vácuo as oito partes moldadas e encaixá-las conforme as cavidades em um ciclo de 8 segundos. Com rosca de 12 milímetros, a injetora processava POM granulado.

Nova Battenfeld – Um estande atraente era o da Wittmann Battenfeld, principalmente por causa de anúncio feito pelo novo grupo formado pela compra da segunda pela primeira há um ano. A empresa aproveitou a NPE para divulgar que reentrará no mercado das grandes máquinas, de até 1.600 toneladas, e que lançará uma nova geração de injetoras elétricas.

Segundo o presidente da Wittmann Battenfeld GmBH, Georg Tinschert, a entrada no mercado das grandes máquinas será até março de 2010 e a primeira apresentação pública de seus modelos se dará na K 2010 em Dusseldorf, na Alemanha, em outubro. Já a nova versão das injetoras elétricas EM, com força de fechamento de 55 a 300 t, promete ficar pronta até o final deste ano.

No caso das novas elétricas, seus componentes não serão mais feitos pelo antigo acordo que a Battenfeld tinha com a Ferromatik Milacron GmBH desde 2004 e agora desfeito em virtude da nova sociedade com a Wittmann, que deverá suprir as necessidades de automação da corporação. “Estamos unindo todas as nossas forças, revendo nossas linhas de robôs, equipamentos e de células de manufatura”, disse Tinschert. Dentro dessa reestruturação, aliás, o grupo promoveu um corte de pessoal mundialmente, reduzindo o corpo de funcionários de 1.600 para 1.350. Mas, por outro lado, além de investir nas novas linhas, o grupo estende sua atuação por meio de novas unidades e escritórios, sobretudo no Leste Europeu. O Brasil, aliás, também seguirá a onda de reestruturação do grupo, segundo o presidente. “Por enquanto, Wittmann e Battenfeld ainda são dois organismos distintos no Brasil, mas em breve se unirão”, avisou.

Embora a elaboração da nova estrutura tenha coincidido com a crise internacional, Tinschert acredita em leve

Plástico, Georg Tinschert, presidente da Wittmann Battenfeld GmBH, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Tinschert: retorno às grandes injetoras

crescimento do market share do grupo no mercado de máquinas e de robôs, mas isso em um novo cenário pós-crise. Segundo levantamento apresentado pela empresa na feira, o mercado mundial de injetoras era em 2007 de 90 mil máquinas e, como projeção para 2009, deve cair simplesmente para 45 mil. O de robôs deve descer de 14 mil em 2007 para 10 mil. Portanto, as projeções de crescimento do executivo contemplam um mercado que, mesmo daqui a três anos, não deve voltar aos volumes de vendas de 2007 e 2008, permanecendo de 20% a 30% menores.

Mas se a Wittmann Battenfeld anunciou a volta ao mercado das grandes injetoras, no oposto, a sua exposição na NPE deu destaque às suas tradicionais microinjetoras Microsystem 50, apresentando a quarta geração das máquinas. Os novos modelos contam com duas forças de fechamento e sua célula compacta de produção gera peças plásticas com pesos inferiores a 100 mg. Em comparação  com sistemas tradicionais, a empresa afirma que a nova

Plástico Moderno, Klaus Engel, gerente de exportação da Boy, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Engel: microinjeção mais econômica da Boy

geração consome dois terços da energia e atinge ciclos 50% menores, o que se traduz em uma redução de 30% a 50% no custo total de produção. Na feira, a unidade exposta moldava duas rodas dentadas de POM em um ciclo de 4 segundos.

Ainda no campo das microinjetoras, a alemã Boy Machines (representada no Brasil pela Sunnyvale) mostrou cinco diferentes modelos de sua nova série XS, em début global na NPE. Equipadas com unidades de plastificação de 12 e 14 mm, força de fechamento de 11 t, as máquinas são voltadas para a produção de peças com cavidade única para injeção por ciclo de volumes de até 8 cm3. As injetoras expostas processavam peças que formavam um kit de  cuidados pessoais entregue como brinde. Havia também uma sexta máquina, a XS V, com unidade vertical de fechamento e injeção, que produzia uma lima de unha.

Além dessas máquinas, a Boy mostrava a 90E, de 99 t, que usa um motor servoelétrico para acionar uma bomba hidráulica apenas quando ela precisa operar. De acordo com o gerente de exportação da Boy, Klaus Engel, isso reduz o consumo de energia em até 50%, em comparação com as máquinas da Boy inteiramente hidráulicas. A 90E foi lançada na feira Fakuma, em outubro de 2008 na Alemanha.

Extrusão – Embora nesta edição da NPE alguns expositores da área de extrusão não tenham comparecido ou, na melhor das hipóteses, tenham preferido deixar os equipamentos desligados, certas novidades podiam ser garimpadas pelos corredores do McCormick Place. No estande da Gloucester Engineering, por exemplo, era possível compensar uma possível ausência de lançamentos na feira nessa área.

Plástico, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Bobinadeira WOW permite extrusão de alta velocidade

A Gloucester, pela primeira vez expondo como empresa independente, desde que foi desmembrada da Battenfeld, mostrava um novo tipo de bobinadeira para extrusora de filme cast stretch denominado WOW. O nome exclamativo da tecnologia realçava um recorde conseguido pela bobinadeira, o de permitir a maior velocidade produtiva possível nesse tipo de extrusora: 975 m/minuto, 50% mais veloz do que o permitido pelas bobinadeiras convencionais (a Davis Standard possuía o antigo recorde com equipamento capaz de enrolar filmes a 730 m/min).

A conquista tem importância porque a produtividade dessas máquinas extrusoras é justamente limitada por causa das bobinadeiras, que podem não suportar mecanicamente velocidades muito altas. Depois de um desenvolvimento de três anos, a Gloucester conseguiu fazer com que a sua nova versão não sofresse tensão. Seu protótipo ficou pronto em 2007, mas foi mostrado apenas para alguns clientes seletos na K de Dusseldorf. Mas agora na NPE a empresa anunciou o primeiro fornecimento comercial para a norte-americana Berry Plastics, que comprou

Plástico, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Bobinadeira PAC 60: para maiores larguras de filme

uma linha integrada de extrusão de filme cast stretch de 11 camadas de polietileno da Gloucester, devendo recebê-lo até o final do ano. A máquina, aliás, era mostrada em operação na planta da Gloucester via vídeo no seu estande.

Para conseguir operar com alta produtividade, a bobinadeira WOW foi concebida com tambores maiores do que as convencionais, com 2,13 metros de diâmetro. Isso permitiu que ela fosse resfriada a ar para operar em altas temperaturas, porque o grande diâmetro do tambor mantém o ar afastado dos rolos de filme enquanto eles estão sendo bobinados. A bobinadeira pode rodar filmes de duas e três polegadas, assim como camadas de barreiras, tornando-a um acessório muito flexível. Em complemento à sua engenharia, capaz de operar a alta velocidade, o equipamento também suporta o rebobinamento de filmes com camadas de papel com espessura de parede até 1 milímetro.

A norte-americana Davis Standard também destacou novas versões das bobinadeiras PAC 60, disponíveis agora em larguras de 2.000 mm a 3.500 mm, com configurações duplas ou únicas. O up-grade da linha PAC 60, já existente há alguns anos, usa um suporte de coluna central de 75 mm para rebobinar múltiplos rolos de 750 mm de diâmetro externo e um outro de 150 mm para produzir os rolos de 1.000 mm.

Segundo Luann Kupka, gerente de marketing da Davis Standard, a PAC 60 se mostrou uma opção eficiente para bobinamento de filme stretch ou para grandes rolos de filmes onde há laminação ou transformação em sacos. Além disso, seu design previne bloqueios na linha e permite velocidades acima de 200 metros por minuto.

Ainda houve mais empresas destacando novas bobinadeiras. A austríaca SML Extrusion Technology, por exemplo, embora não tenha exposto equipamento na NPE, informou que testou em suas extrusoras novo equipamento para rodar quase 1.000 m/min de filme stretch. A empresa até já teria vendido uma unidade para produzir rolos de 500 mm em extrusora de alta rotação e produtividade de 900 kg/hora. A extrusora opera com motor resfriado por água gelada com capacidade para converter eletricidade com alta eficiência.

Blown film – Ainda na área de extrusão de filmes, especificamente do tipo balão (blown film), foi destaque a ausência das imensas torres com máquinas em operação, numa demonstração direta dos efeitos da crise. Havia muitos expositores apenas com parte de máquinas e a maioria preferia demonstrar seus feitos em telões de LCD ou plasma, transmitindo em tempo real ou não extrusoras em operação.

Essa falta de aparato ao vivo para mostrar as gigantescas torres de extrusão fez a ênfase ficar mais por conta de

Plástico, Andrew Erskine, coordenador de vendas da Macro, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Erskine: controle para filme balão poupa energia

equipamentos auxiliares. Uma novidade nessa área foi mostrada pela canadense Macro Engineering, que apresentou um novo sistema de controle de medição baseado no seu anel duplo de ar D10 PRO e em um sensor de controle que pode medir a espessura das camadas dos filmes. O sistema usa uma válvula especial para redistribuir o ar de resfriamento suprido para o anel duplo para fazer as correções no filme. Segundo o coordenador de vendas da Macro, Andrew Erskine, isso torna o novo sistema mais eficaz do que outros anéis automáticos porque não demanda o suprimento de mais ar para as correções, o que pode gerar desperdício de energia.

O novo D10 PROflat conta com sistema de escaneamento que mede a espessura do filme depois que o balão já se desfez, ao contrário do usual, que o faz de forma rotacional ao perímetro da bolha. O software foi criado em colaboração com a ThermoFisher Cientific.

Outra novidade em controle de extrusão de blown film veio da Davis Standard, que mostrava o sistema de controle Maco 6500RSE. Trata-se de up-grade do Maco 6500RS lançado em 2005, o qual pode ser empregado como retrofitting de

Plástico, Rubem Figueroa, gerente da divisão de plásticos da Eurotherm, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Figueroa: retrofitting melhora controle de blow film

instalações existentes. O novo controle consegue fazer atualizações de medições nas telas até três vezes mais rápidas do que os sistemas antigos.

Fornecido pela empresa Eurotherm, do grupo Invensys, o novo Maco foi atualizado para trabalhar com sistema gráfico Wonderware 8.0 e Windows XP Professional, que se comunica com o CLP por meio de dois separados servidores. “Isso permite a transmissão de dados simultâneos, ganhando tempo e melhorando a operação”, explicou o gerente da divisão de plásticos da Eurotherm, Rubem Figueroa. Outros ganhos significativos incluem a grande quantidade de opção de línguas para os comandos e um controle estatístico de processo, que continuamente lista 34 itens a cada ciclo.

A Hosokawa Alpine American, da Alemanha, serve também como exemplo de empresa que mostrou novidade apenas via vídeo e gráficos expostos, preferindo não montar nenhuma linha de extrusão. Três telas de plasma mostravam em transmissão ao vivo, direto da sede da Dow Chemical, em Freeport, Texas, um sistema de coextrusão de sete camadas utilizado para desenvolver produtos para os clientes. Recentemente adquirido pela Dow, o equipamento visa a mostrar em escala real todas as possibilidades de extrusão de filmes multicamadas.

“A coextrusora é o coração do centro de desenvolvimento de produtos para extrusão, com condição de criar protótipos

Plástico, Jay Ragusa, vice-presidente de engenharia da Hosokawa Alpine, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Ragusa mostrava via vídeo extrusora em centro de pesquisa da Dow

de produtos imediatamente para o cliente”, explicou o vice-presidente de engenharia da Hosokawa Alpine, Jay Ragusa. Ao todo, o centro da Dow conta com três sistemas multicamadas e dois monocamadas para blown film, dois para extrusão cast film e uma linha de extrusão para coating. Isso sem falar em uma grande variedade de equipamentos auxiliares e de testes. “Estamos orgulhosos de participar de um centro tão complexo, que pode ajudar em muito a criação de novos produtos de laminação, impressão e de protótipos de embalagens”, completou Ragusa.

Refazendo o cabeçote – Um fato interessante na área de blown film foi o lançamento de um novo serviço prestado pela Extrusion Dies Industries (EDI), que reflete bem o momento econômico. A empresa americana anunciava na feira o reforço de sua área de recuperação de cabeçotes de extrusão usados. O mérito da nova atividade compreende a aquisição pela EDI de uma empresa chamada Quality Machine of Chippewa Falls, cujo espaço físico na mesma cidade da matriz da EDI (Chippewa Falls, no Wisconsin) de 1.000 metros quadrados passou a ser um centro de recuperação de cabeçotes com possibilidade de atender a demandas globais.

De acordo com o gerente global de pós-venda, Scott Smith, este tipo de serviço já era realizado em cabeçotes fabricados por ela e por outras empresas, mas com a aquisição a prestação passou a ser encarada como nova unidade de negócios global. Para ele, a entrada na área foi um caminho natural a uma empresa especialista em cabeçotes. A oferta inclui três tipos de atividade: reparo, reacabamento e modificação; limpeza e inspeção; e substituição de peças. A ideia é fazer com que o cliente, a um custo mais baixo logicamente, tenha um cabeçote praticamente novo depois de contratar o serviço.

A EDI, além do anúncio do serviço, também divulgou novo produto: um cabeçote plano para coextrusão que cria

Plástico, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Ferramental de cabeçote coextruda microcamadas

microcamadas em filmes laminados. Trata-se de nova tecnologia que subdivide uma das camadas de uma típica estrutura em sanduíche do filme em várias microcamadas. E isso sem alterar a espessura total do filme. Segundo a empresa, o cabeçote foi desenvolvido para atender a uma demanda do departamento de defesa dos Estados Unidos, que queria prolongar a vida útil de embalagens para alimentação de seus militares. Com as microcamadas foi possível aumentar as barreiras e multiplicar em até cinco vezes a proteção ao ingresso de oxigênio no produto embalado. O sistema de cabeçote plano pode ser aplicado em extrusão de filme tipo cast, stretch e de chapas.

Acionamento direto – Um fato em destaque entre os fabricantes de extrusoras era também a ênfase em iniciativas para oferecer ganhos em redução de consumo de energia. Um exemplo foram os lançamentos, para o mercado americano, de máquinas de extrusão por acionamento direto, com motores de alto torque acoplados diretamente na extrusora sem necessidade da caixa de redução de velocidade e outros acessórios. Embora mundialmente esteja longe de ser uma novidade, até o momento nos Estados Unidos não se justificava o uso desse conceito que tem como grande mérito a redução de até 15% do consumo de energia.

Plástico Moderno, Gary Siy, gerente de vendas da American Kuhne, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Gary: energia cara justifica acionamento direto

“Resolvemos desenvolver um modelo porque o momento econômico no país e o encarecimento da energia, que antes sempre foi barata para nós, nos convenceu da necessidade”, explicou o gerente de vendas da American Kuhne, Gary Siy. Além disso, o preço desse tipo de motor caiu bastante e começou a compensar projetar as extrusoras com acionamento direto. O novo modelo de extrusora de rosca única, projetado para operar com as velocidades convencionais de 100 a 150 rpm, usa motor de alto torque e baixa velocidade que elimina a necessidade da caixa redutora de velocidade (gearbox) presente entre o motor e a rosca. Além de reduzir o custo de manutenção das engrenagens, que deixam de ser empregadas, também torna a operação mais limpa, por não gerar mais a poeira proveniente das engrenagens. Isso permite que essas extrusoras para tubos e perfis operem em salas limpas ou de uso médico.

Segundo Gary Siy, os ganhos compensam o fato de a extrusora ser até 30% mais cara do que as de acionamento convencional. Para ele, o retorno sobre o investimento é rápido. “Na Europa, a tecnologia se difundiu principalmente por causa do encarecimento da energia e isso vai ocorrer nos Estados Unidos também, onde o insumo deixou há muito tempo de ser barato”, explicou. Além desse equipamento, a American Kuhne mostrava para o mercado americano extrusora para chapas da afiliada alemã Kuhne GmbH de 72 mm, L/D 33 e de alta velocidade, capaz de operar a até 1.500 rpm com poliestireno e polipropileno.

A alemã Welex também divulgava novos conceitos de acionamento direto em suas extrusoras, o que reitera a tendência de uso desses motores de alto torque, que dispensam o gearbox. No caso da Welex, a novidade era a extrusora de chapas HS 300 (1.500 rpm), de 3 polegadas, que será a primeira máquina da empresa a usar motor da ABB de 600 hp AC com velocidade variável, resfriado a ar e sem a caixa de velocidade. A linha tradicional emprega um motor resfriado a água e de torque normal.

De acordo com Frank Nissel, diretor da Welex, o modelo de alta velocidade tem custo menor inicial e a vantagem fundamental de consumir menos energia. Em virtude da sua grande velocidade, por enquanto apenas a extrusão de chapas é possível. Outras aplicações podem não suportar grandes volumes de extrudados. Rodando a 1.500 rpm, a máquina tem capacidade para 4.000 libras por hora.

Sopro por compressão– Na área de sopro, embora também nesse caso muitas empresas tenham preferido manter os equipamentos desligados ou em muitos casos nem levá-los à feira, houve uma novidade que despertou o interesse dos visitantes. A italiana Sacmi mostrou de forma inédita ao mundo do plástico a primeira máquina comercial de sopro por compressão (CBF, Compression Blow Forming), depois de ter apenas anunciado o conceito na última K em 2007.

Plástico, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Máquina de sopro por compressão da Sacmi

A importância do lançamento justificou até mesmo a decisão de manter a máquina em operação no estande, contrastando com o clima de economia. Trata-se de processo contínuo (ver figura 1) que se inicia com a extrusão de pequenas hastes cilíndricas de plástico (no caso da feira de PEAD), as quais são cortadas em discos para serem inseridas em moldes de compressão. Aí são transformadas em pré-formas para o sopro ser realizado em uma segunda cavidade pela entrada de ar pelo macho do molde. Essa etapa forma o fundo da garrafa. Outra compressão forma o restante da embalagem (o pescoço), não gerando nenhuma rebarba como em processos convencionais de injeção-sopro.

A máquina em operação na feira (que por sinal em alguns momentos empregava uma nova resina em teste da Dow, o PEAD Continuum) já era de propriedade da fabricante de embalagens Alcan Packaging, que a utiliza para produzir até 6.600 garrafas de uso farmacêutico por hora, com 12 gramas de peso e espessura média da parede de 0,8 mm (o que garante melhor resistência do que embalagens produzidas pelo processo concorrente). Segundo o diretor da Alcan Packaging, Garret Hager, presente na feira, a máquina provou ser 35% mais econômica em energia do que os processos de injeção-sopro, além de ser de mais fácil manutenção. O ciclo da máquina CBF exposta era de 8,2 segundos para a produção de 5.400 garrafas por hora. Segundo o consultor da Sacmi, Bruce Cleevely, o novo sistema tem ainda a vantagem de controlar melhor a distribuição da espessura das paredes da embalagem e a estabilidade dimensional. Além dessa versão, a empresa disponibiliza uma de compression stretch blow forming.

Extrusão-sopro – Em sistemas de sopro por extrusão, a tradicional alemã Bekum mostrou uma nova tecnologia, a Multi Parting Line (MPL), fruto de parceria com a americana Fidelity Tool and Mold, cujo mérito é dobrar a capacidade da máquina sem alterar o seu tamanho. Isso é possível por causa do novo tipo de molde criado pela Fidelity, construído com quatro blocos independentes (ver figura 2). Os moldes alternados são conectados por barras fixas, mas as quatro partes são unidas durante o fechamento das placas móveis. Isso cria duas linhas de sopro no mesmo conjunto de estação do molde, as quais permanecem fixas durante a abertura e o fechamento da máquina.

A Bekum, seguindo o clima de economia, não levou a máquina para a feira, apenas colocou a parte do sopro. Mas demonstrou o processo em um vídeo com a primeira operação com a tecnologia MPL feita em um modelo BM 406D na unidade da Bekum America e que já foi vendido para um cliente americano. Segundo o diretor da Fidelity, Jim Vassar, a ideia de dobrar a capacidade só foi possível também por causa da participação de outra empresa, a W. Müller, que produziu um cabeçote duplo de extrusão para alimentar o molde de quatro blocos.

Também contou como “novidade” na área de sopro por extrusão o sistema apresentado pela italiana Techne. Embora já tenha sido mostrada na K 2007, o mercado americano viu pela primeira vez a Advanced ADV4/510, totalmente elétrica, que ganhou destaque por causa de sua alta produtividade e seu reduzido consumo de energia. Com capacidade de produção por volta de 8 mil garrafas por hora, seu consumo chega a ser 35% menor do que máquinas similares hidráulicas. Além dessa, a Techne apresentou a hidráulica 10000-S900 com sistema de coextrusão concebida para seis camadas, com 20 t de força de fechamento e rapidez com ciclo a seco de 2,9 segundos.

Um expositor da área que enfatizava as máquinas de sopro totalmente elétricas era a italiana Meccanoplastica, que expôs um sistema de injeção-sopro denominado Jet55. Segundo Sebastian Allue, representante da empresa, a máquina consome 60% menos energia do que as hidráulicas. A Jet55 necessita de potência total instalada de 55 kW e tem consumo médio de 7 kW. Confiante na nova demanda norte-americana por sistemas mais econômicos, a empresa anunciou na feira uma nova representação nos Estados Unidos, a cargo agora da Alba Enterprises.

Sopro do Brasil– O mercado do sopro também merece uma atenção especial por ter sido praticamente o único da área de máquinas e equipamentos a contar com um expositor brasileiro: a Pavan Zanetti, com fábrica em Americana-SP. Isso

Plástico Moderno,Marcio de Castro Porto, responsável por exportação da Pavan Zanetti, NPE 2009 - Economia de energia vira "bandeira" da feira de Chicago
Porto: sopro de resina da Dow chamou a atenção na feira

porque outras empresas nacionais que tradicionalmente participam desses eventos internacionais, como a Carnevalli ou a Romi, resolveram de última hora ceder ao temor da crise financeira e da gripe suína.

“A NPE não pode ser nunca negligenciada porque é aqui onde transitam nossos principais clientes internacionais, os da América Latina”, afirmou o sócio-diretor da Pavan Zanetti, Gilson Pavan. Embora reconheça que esta edição tenha sido a menos “populosa” e tenha visto muitos concorrentes não levarem máquinas (caso principalmente dos chineses), Pavan confirmou a tese de que acredita nas visitas mais objetivas da NPE 2009. “O clima de negócios aqui é tradicionalmente mais ativo e houve pelo menos três clientes muito interessados em já comprar nossa máquina exposta”, completou o responsável por exportação da Pavan Zanetti, Marcio de Castro Porto.

Um fato que ajudou a atrair a atenção do público da NPE pela Pavan Zanetti foi ela ter sido uma das fabricantes escolhidas pela Dow para testar ao vivo uma de suas resinas: o PEAD bimodal Continuum XDMA 6630. A sopradora por extrusão contínua de dupla estação BMT 3.6D, com capacidade para 2.500 frascos por hora e 100 kg/h de material, rodava garrafas de 0,5 l para, além de mostrar a robustez da máquina, dar provas aos interessados das vantagens da resina da Dow, que confere maior resistência à fadiga sob tensão (stress cracking) ao mesmo tempo em que reduz em 10% o peso da garrafa.

Como a Dow divulgava bastante na feira a pequena lista de empresas que estavam testando suas resinas, a maior parte delas grandes grupos internacionais, como Hosokawa Alpine e Sacmi, a empresa brasileira conseguiu ficar em boa evidência. Sem dúvida o marketing extra da multinacional americana compensou o esforço da Pavan Zanetti de não
desistir dessa importante feira que continua a ser a NPE.

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