Aditivos e Masterbatches

Novo grade de polietileno rotomoldado ganha espaço em maquinários agrícolas

Plastico Moderno
30 de julho de 2015
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    Autor: Eliomar Pimenta – Engenheiro de aplicação da Braskem

    Nos últimos anos, o mercado brasileiro de peças agrícolas tem se tornado cada vez mais exigente, demandando por elevação dos requisitos técnicos e peças de maior durabilidade. As montadoras, por exemplo, exigem condições que devem ser atendidas pelos manufaturados, entre eles resistência e qualidade. Em resposta a essas demandas, empresas nacionais passaram a investir fortemente em pesquisas, a fim de desenvolver novas matérias-primas capazes de atender tais necessidades estruturais. Uma das soluções encontradas foi a substituição de alguns materiais por polietileno rotomoldado, um segmento capaz de garantir a elaboração de peças técnicas complexas, versáteis e com baixo custo.

    Plástico Moderno, Novo grade de polietileno rotomoldado ganha espaço em maquinários agrícolas
    Por meio da rotomoldagem é possível produzir produtos de elevada resistência mecânica, como peças agrícolas, uso geral e peças com design complexo, por exemplo, tanques de combustível para tratores e reservatórios para máquinas agrícolas, onde há a presença de insertos e roscas.

    A Braskem foi uma das empresas que apostou na inovação para atender o mercado agrícola, cujo potencial de crescimento é considerado estratégico para a economia do país. Em maio deste ano, lançou o PELMD ML3602U, resina base hexeno desenvolvida com tecnologia reconhecida mundialmente. Seguindo padrões de qualidade internacionais, o produto pode substituir resinas consolidadas no mercado externo. Entre as suas características técnicas estão: acabamento superficial, excelente processabilidade, coloração padrão para peças naturais, excelente balanço entre rigidez e resistência ao impacto, estabilização ao calor e raios UV (nível UV8). Desenvolvido prioritariamente para linhas agrícolas, a resina passou a ser aplicada também em reservatórios de água.

    Em 2013, o produto começou a ser desenhado internamente. No ano seguinte, ocorreram os testes de certificação em laboratórios externos e internos, bem como em clientes e end users. Após os feedbacks de mercado, foram feitos revisões e ajuste e o produto foi lançado. Com a boa aceitação dos clientes, a novidade superou as expectativas da Braskem e deve ganhar ainda mais espaço no mercado nacional. Agora, o objetivo é trabalhar a conscientização dos transformadores e montadoras para ratificar as vantagens e plena viabilidade do produto no país.



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