Embalagens

1 de outubro de 2017

Novas solicitações exigem atualizar embalagens flexíveis

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Modelo com tampa pode ficar cinco horas fora da geladeira

    Modelo com tampa pode ficar cinco horas fora da geladeira

    Nos últimos anos, as formas de produção, distribuição e comercialização de produtos têm provocado alterações no dia a dia do desenvolvimento das embalagens flexíveis. Para as empresas do setor, torna-se imprescindível estar atento às novas tendências, desde a etapa do projeto à reciclagem, passando pela produção, distribuição e comercialização dos produtos nos pontos de venda e pela análise do comportamento do consumidor. Esse foi o tema do 8º Fórum Latino-Americano de Embalagens Flexíveis, promovido no final de junho em São Paulo pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).

    Um exemplo de como um projeto elaborado com cuidado pode trazer retorno positivo foi mostrado da palestra dada por Karina Cerdeira, gerente de marketing do Danoninho, queijo do tipo petit suisse com sabor de frutas fabricado pela Danone e destinado ao público infantil. Depois de um trabalho mundial realizado durante dois anos, que foi bem além do desenvolvimento tecnológico necessário para se chegar ao resultado desejado, foi lançada nova embalagem. No Brasil, ela chegou aos pontos de venda em janeiro e as vendas do produto de lá para cá cresceram 22%.

    O Danoninho é destinado para crianças, mas adquirido pelo público adulto. Por meio de uma pesquisa, foram constatadas preocupações dos pais em relação ao comportamento e alimentação de seus filhos. Cada aspecto foi utilizado para desenvolver as características do projeto final. Uma das constatações foi a de que os pais se preocupam com a alimentação dos seus filhos nos lanches da escola. Os lanches intermediários devem ser vistos como aliados do bom desenvolvimento na infância e precisam ser dotados com nutrientes como proteínas de boa qualidade, cereais, frutas e alguns minerais como o cálcio.

    “O Danoninho é opção saudável para compor o lanche, pois atende 26% da necessidade diária de cálcio, além de conter vitamina D e outros minerais importantes”, informa Karina. Outra propriedade do produto, de acordo com a profissional, é a reduzida presença do açúcar, ingrediente consumido em excesso pelas crianças de acordo com estudos realizados por várias instituições de saúde. “De 1999 para cá o índice de açúcar no Danoninho foi reduzido em mais de 40%”.

    Apesar das qualidades informadas do produto, era difícil inserir o “queijinho” nas lancheiras das crianças pela falta de refrigeração. Para contornar esse problema, a embalagem passou a ter o que talvez seja sua principal característica. Com o formato de uma bolsa plástica que fica em pé (doypack) e com tampa, ela permite que o produto permaneça até cinco horas fora da geladeira.

    Outra descoberta feita pela pesquisa foi a da crescente preocupação dos pais em relação a como, no futuro, seus filhos enfrentarão um mundo altamente competitivo. “Eles esperam que seus filhos ganhem autonomia, estejam prontos para lidar com problemas por conta própria”. Isso explica outro detalhe importante da embalagem, o de permitir à criança se alimentar sozinha. Basta abrir a tampa e esmagar o saquinho. A aparência tenta ser atraente às crianças. O saquinho tem o formato do Dino, personagem ao qual a marca está associada. “Procuramos entregar o que se espera da marca”.


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