Aditivos e Masterbatches

Novas aplicações mantêm alta a demanda pela resina – PET

Antonio Carlos Santomauro
5 de dezembro de 2018
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    Plástico Moderno, Marchetto: tecnologia Aoki reduz etapas, riscos e custos

    Marchetto: tecnologia Aoki reduz etapas, riscos e custos

    Personalização e leveza – Equipamentos cada dia mais produtivos e simultaneamente menos demandantes de energia, constituem objetivos também dos fabricantes das soluções que realizam em uma única etapa o processo de injeção, estiramento e sopro do PET. É o caso da Aoki, há mais de quatro décadas dedicada a essa alternativa de transformação. “Nossa tecnologia obtém embalagens sopradas em PET com menos etapas, menos riscos, menor custo operacional e maior eficiência”, afirma Guilherme Marchetto, gerente geral da Aoki no Brasil.

    Essas soluções integradas, reconhece Marchetto, são mais competitivas no universo das tiragens menores, até 5 mil unidades por hora, cabendo aos sistemas nos quais a produção de pré-formas é separada do estiramento e do sopro a primazia na produção de quantidades muito grandes. “Temos máquinas para tiragens maiores, até 9 mil frascos por hora, mas, a não ser em clientes com necessidades muito específicas, nesse segmento somos menos competitivos”, ressalta. “Nossas máquinas possibilitam, porém, desenhos mais específicos de embalagens, por exemplo, ovais, ou com gargalos descentralizados. E produzimos também os moldes”, acrescenta Marchetto.

    O foco nas tiragens mais curtas confere à Aoki presença mais incisiva em mercados como produtos lácteos, medicamentos e farmacêuticos. Essa presença deve agora se fortalecer com a possibilidade de uso dos equipamentos da marca também na transformação de polietileno (PE).

    Os equipamentos Aoki, lembra Marchetto, sempre aceitaram processar PE, porém até recentemente não tinham ciclos suficiente competitivos para concorrer com as tecnologias predominantes na transformação dessa resina, como extrusão/sopro e injeção/sopro. “Com inovações recentes, como aumento da capacidade de injeção e novo desenho de pré-formas, estamos conseguindo ciclos cada vez menores, e já estamos ingressando no mercado de PE, começando pela indústria farmacêutica”, explica.

    No mercado das pré-formas, ganham espaço as injetoras capazes de fabricar peças com multicamadas, que a fabricante de injetoras Husky produz com a marca HyPET HPP5 Multilayer. A linha de injetoras para pré-formas monocamadas dessa empresa leva a marca HyPET HPP5, e é composta por máquinas com força entre 225 a 500 toneladas, para moldes de até 160 cavidades.

    Plástico Moderno, Injetora Husky HyPET HPP5 gera pré-formas com barreira interna

    Injetora Husky HyPET HPP5 gera pré-formas com barreira interna

    Plástico Moderno, Carmo: multicamadas protegem produtos sensíveis, como leite

    Carmo: multicamadas protegem produtos sensíveis, como leite

    Paulo Carmo, gerente de negócios da Husky, cita embalagens de leite e de sucos como aplicações de PET potencialmente demandantes de pré-formas multicamadas. As primeiras, para proteger o leite da ação da luz, podem conter três camadas da resina, das quis a intermediária é preta. Já as pré-formas para embalagens de sucos podem incluir uma camada interna com aditivos destinados a atuar como barreira adicional ao oxigênio (solução já utilizada também nas embalagens de produtos como ketchup). “Lançamos as máquinas HPP5 Multilayer há cerca de três anos e, desde então, já vendemos quase quarenta delas em todo o mundo: uma delas, no Brasil”, relata Carmo. “Esse é um mercado ainda praticamente virgem, que deve crescer bastante”, acredita.

    O profissional da Husky aponta a existência de uma contínua busca por embalagens mais finas, para as quais são necessárias pré-formas mais leves. No Brasil, embalagens de água atualmente utilizam pré-formas com peso entre 8 a 15 gramas (mais comumente, entre 10 e 13 gramas). “Em outros países, já temos pré-formas para embalagens de água com 5 gramas”, salienta.

    Novos horizontes – Embora impactada pela conjuntura econômica pouco favorável, a demanda do mercado brasileiro de equipamentos para a transformação de PET também se beneficia do contínuo processo de desenvolvimento de suas tecnologias e da expansão do uso dessa resina para mercados com aplicações tradicionalmente fundamentadas em outras matérias-primas.

    Pode-se visualizar esse processo de consolidação do PET em posições antes ocupadas por outros materiais na atual configuração da linha de produção da Pavan Zanetti, que tradicionalmente direcionava para o PE e o PP cerca de 80% das sopradoras que produzia. “Mas cresceu muito a demanda por sopradoras de PET, e elas agora respondem por 50% de nossa produção”, conta Leandro Pavan.

    A indústria de bebidas, diz Pavan, segue sendo o setor que mais demanda sopradoras de PET; mas ela já não destina esses equipamentos apenas para as embalagens de água e refrigerantes: aproveita-os também em outros produtos, como os sucos. Ao mesmo tempo, cresce a presença do PET soprado no mercado da limpeza doméstica. “Nesse ramo, o PET já predomina nas embalagens de detergentes e ganha espaço crescente em segmentos como desinfetantes, águas sanitárias e alvejantes, que tradicionalmente usavam embalagens de PEAD”, destaca.



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