Aditivos e Masterbatches

Novas aplicações mantêm alta a demanda pela resina – PET

Antonio Carlos Santomauro
5 de dezembro de 2018
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    Plástico Moderno, Irokawa: soluções integradas têm altíssima produtividade

    Irokawa: soluções integradas têm altíssima produtividade

    Produtividade e menos consumo – A expansão dos usos do PET acompanha a evolução das tecnologias dedicadas a sua transformação, que nas aplicações mais consagradas, muito associadas a grandes volumes de produção, a exemplo das embalagens para refrigerantes e água, orienta-se por diretrizes como incremento da produtividade e redução do consumo energético.

    As primeiras sopradoras da marca Krones, por exemplo, quando chegaram ao mercado, em 1998, podiam produzir mil garrafas/cavidade/hora. Atualmente, consegue chegar a 2.500 garrafas/cavidade/hora. Além disso, lembra Ayrton Irokawa, gerente comercial da Krones do Brasil, se já houve época na qual o sopro acontecia em local diferente do envase, atualmente cresce a demanda por soluções que integram sopradora, rotuladora e enchedora em uma única linha (sem sequer haver espaços intermediários para armazenamento das embalagens, como também aconteceu durante algum tempo).

    Na Krones, essas soluções integradas têm a marca Ergobloc, e capacidade para envasar até 81 mil garrafas por hora. “Elas têm sido o grande diferencial da empresa nesta última década”, afirma Irokawa. “Também crescem as tecnologias de envase asséptico, em PET, de bebidas sensíveis, um de nossos focos para os próximos anos”, acrescenta Irokawa (entre as ‘bebidas sensíveis’ ele inclui sucos, leite, águas aromatizadas e bebidas protéicas, entre outros itens).

    Também as sopradoras Blomax, da KHS, podem hoje produzir 2,5 mil garrafas por cavidade por hora. E há melhorias, relata Marcelo Martini, gerente comercial dessa empresa, também no consumo de energia. “Nossa Série 4 de sopradoras, lançada em 2009, já havia reduzido esse consumo em média em 30% (relativamente às máquinas anteriores). Na Série 5, que lançaremos mundialmente neste mês de setembro, ele diminuirá ainda mais”, diz Martini.

    Ele ressalta a evolução da tecnologia dos fornos da sopradoras, hoje capazes de direcionar melhor o calor para as partes das pré-formas que necessitam de aquecimento, minimizando assim a pressão necessária ao sopro (e consequentemente reduzindo a quantidade de energia consumida pelos compressores de ar).

    E no início do próximo ano, prossegue Martini, a KHS começará a testar em uma planta de envase de água o protótipo de um equipamento que realiza o sopro não com ar, e sim com a própria água que será acondicionada na embalagem (ao menos por enquanto esse equipamento servirá apenas para envase de água, não trabalhará com bebidas carbonatadas). “Até o final do próximo ano essa tecnologia deve entrar em operação efetiva”, ele projeta.

    A substituição das tecnologias hidráulicas pela eletrônica também aparece nos relatos do processo de desenvolvimento das sopradoras: “Quando de seu lançamento, os equipamentos de nossa linha Petmatic, de sopradoras de PET, eram quase integralmente pneumáticos. Agora, vários de seus movimentos, como o estiramento das pré-formas, têm controles elétricos e por servomotores”, relata Leandro Pavan, gerente de marketing da Pavan Zanetti. “Também desenvolvemos um sistema de recuperação de ar de sopro, que promove economia de ar comprimido, e consequentemente de energia”, acrescenta.

    Este ano, a linha de sopradoras Petmatic, da Pavan Zanetti, recebeu um novo integrante (o quinto): o modelo Petmatic 6000, para embalagens de PET de 5 ou 6 litros, concebida com foco em mercados como água e limpeza doméstica. “Existem hoje até mesmo embalagens de água de 20 litros feitas com PET”, observa Pavan. “Percebemos a demanda por máquinas para embalagens maiores e, desde o lançamento, já vendemos um numero significativo da Petmatic 6000”, diz.

    Plástico Moderno, A Petmatic 6000 é indicada para frascos de PET de 5 ou 6 litros

    A Petmatic 6000 é indicada para frascos de PET de 5 ou 6 litros



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