Economia

Notícias: Vendas crescem, mas lucro líquido cai

Marcelo Fairbanks
8 de dezembro de 2014
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    Considerando os nove primeiros meses deste ano, o mercado nacional de resinas ficou estável em relação aos primeiros três trimestres de 2013. “Em termos de crescimento, foi um ano perdido”, avaliou Fadigas. As vendas acumuladas pela companhia de janeiro a setembro deste ano ficaram 2% abaixo do mesmo período ano passado.

    No caso do PVC, caminham lentamente as ações para completar a aquisição da Solvay Indupa. No momento, o Cade avalia o movimento de concentração de negócios, etapa necessária para avançar no processo. O órgão de defesa da concorrência da Argentina também precisa se manifestar, mas a prioridade é obter o sinal verde do Cade. Depois de obtidas as aprovações oficiais, a Braskem ainda precisará concluir a oferta pública para a compra das ações em poder dos acionistas minoritários argentinos.

    Enquanto isso, o mercado de PVC anda de lado. “O PVC sentiu a queda dos investimentos em infraestrutura e da construção civil”, comentou Fadigas. Para ele, os resultados da resina neste ano serão iguais ao do não passado, com crescimento zero de vendas.

    Nas resinas, percebe-se o avanço da demanda por polietilenos lineares de baixa densidade, a ponto de estimular a companhia a converter uma de suas unidades de produção de PEAD para essa modalidade linear (veja box).

    Depois de resolver o contrato da nafta, a Braskem tem outra negociação difícil, agora com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), sobre o suprimento de eletricidade. A Braskem e outras sete companhias formam o conjunto dos consumidores intensivos de eletricidade na Região Nordeste. “Somos abastecidos pela Chesf há mais de trinta anos, contribuímos nesse período para a construção do parque gerador, pagando preços mais elevados que no exterior”, comentou Fadigas, ante as declarações oficiais de impossibilidade de manter o suprimento depois de junho de 2015, quando termina o contrato atual.

    Como explicou Fadigas, as eletrointensivas querem renovar o contrato com os preços atuais, na faixa de R$ 105 a R$ 110 por MWh. “Poderíamos pleitear R$ 35, apenas, mas preferimos manter os valores”, comentou.

    Investimentos – A desvalorização do real e a queda no preço da nafta trouxeram algum alento para a Braskem no terceiro trimestre deste ano. A companhia manteve o ritmo de investimentos, totalizando R$ 2,7 bilhões aplicados entre janeiro e setembro.

    Desse valor, R$ 700 milhões foram alocados no projeto Etileno XXI, que constrói no México, em parceria com o grupo Idesa. “A obra já está com 82% de avanço físico, estamos intensificando o pré-marketing e já temos 276 clientes ativos”, informou Fadigas. A produção mexicana de polietilenos da joint venture começará nos últimos meses de 2015.

    Quase R$ 1,5 bilhões foram destinados a investimentos no Brasil, a maior parte do valor referente às paradas de manutenção de Triunfo e Santo André, além da conversão da unidade de PEAD para PELBD.

    O projeto Ascent, para produção de polietilenos com shale gas nos Estados Unidos, segue seu curso, mas ainda está longe da decisão final de investimento, prevista para meados de 2016.

    “Investimentos petroquímicos serão feitos onde houver ambiente propício para isso; o México e os Estados Unidos criaram condições favoráveis para tanto, mas o Brasil ainda não, infelizmente”, concluiu.



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