Máquinas e Equipamentos

Notícias – Venda de máquinas se mantém em alta

Jose Paulo Sant Anna
8 de fevereiro de 2011
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    Plástico Moderno, Notícias - Venda de máquinas se mantém em alta

    Balança comercial – A valorização da moeda nacional, como não poderia deixar de ser, promove resultados negativos para a balança comercial dos bens de capital mecânico. O saldo do período de janeiro a outubro do ano passado foi negativo, da ordem de US$ 12,9 bilhões. Em 2009, no mesmo período, havia sido negativo de US$ 9,1 bilhões. As exportações, nos dez primeiros meses de 2010, ficaram na casa dos US$ 7,4 bilhões, contra US$ 6,2 bilhões no mesmo período em 2009 e US$ 10,3 bilhões em 2008. As importações, no mesmo período, saltaram para US$ 20,3 bilhões, contra US$ 15,6 bilhões em 2009, crescimento de 31,8%. Em 2008, as importações no período foram de US$ 18,7 bilhões. “Se não forem tomadas medidas urgentes e a economia crescer em torno de 5%, em 2011 podemos ter um déficit de US$ 19 bilhões”, calcula.

    Para se ter a dimensão exata das dificuldades dos empresários brasileiros para colocar seus produtos em outros países, podemos lembrar que em 2005 as vendas externas respondiam por 34% do volume de negócios da indústria de base nacional e hoje respondem por 22%. “O mercado não recupera de forma rápida o desempenho nos negócios internacionais, isso demora anos para acontecer”, lamenta Aubert. Os Estados Unidos são o principal importador de equipamentos nacionais, responsáveis por negócios de US$ 1,2 bilhão. Em seguida aparecem Argentina (US$ 898 milhões), México (US$ 450 milhões), Holanda (US$ 417 milhões), Chile (US$ 344 milhões) e Peru (US$ 315 milhões). “Estamos apresentando dependência cada vez maior dos nossos vizinhos da América do Sul. Há dois ou três anos exportávamos bem mais para Estados Unidos e Europa”, avalia o presidente da Abimaq.

    O perfil das importações também vem se alterando. Em 2010, os Estados Unidos surgem como o principal fornecedor de bens de capital para as nossas indústrias, com vendas de US$ 5 bilhões. Em segundo lugar aparece a China (US$ 2,5 bilhões), seguida pela Alemanha (US$ 2,4 bilhões), Japão (US$ 1,2 bilhão), Itália (US$1bilhão), Suíça (US$ 804 milhões) e Coreia do Sul (US$ 750 milhões). “É importante notar a evolução da China, há dez anos era ela a décima colocada entre os exportadores de equipamentos para o Brasil”, ressalta. O avanço é claro. O país asiático, em 2004, respondia por 2,1% das importações, hoje é responsável por 12,5%, quase seis vezes mais. Outro dado impressionante é o dos coreanos. Em 2004, eles detinham 1,1% das importações nacionais, hoje já alcançaram os 3,7%. A evolução da Índia também é marcante, passou de 0,25% em 2004 para 1,4% em 2010. O líder Estados Unidos viu sua participação reduzida de 32,4% para 24,6%. A Alemanha caiu de 16,5% para 11,8%.



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