Mauser Packaging Solutions a Mauser do Brasil investe em equipamentos, compra de empresas para atendem mercado de Embalagens de Grande Porte

Desde o primeiro ano no Brasil a Mause investe

Em seu primeiro ano de operação no País, a Mauser do Brasil – Embalagens Industriais estima faturar US$ 120 milhões. Para tanto, a companhia assumiu uma postura estratégica de sucessivas aquisições.

A mais recente delas corresponde à compra, em agosto, de mais de 50% da Tamlimp Indústria e Comércio de Embalagens, que atua na fabricação e recuperação de tambores.

Em contrapartida, o grupo alemão desativou sua unidade de Santana do Parnaíba, em São Paulo, dedicada a embalagens de pequeno volume.

Para este ano, de acordo com o presidente da Mauser do Brasil, Cláudio Parelli, novos investimentos estão fora de cogitação. “Em 2007 não vamos mais ampliar o negócio no Brasil, qualquer coisa além disso é especulação”, afirma.

O fechamento da fábrica de Santana do Parnaíba vai de encontro à política de expansão no Brasil, mas, para Parelli, reflete os planos da empresa de ser competitiva e de se manter entre os líderes do mercado.

A unidade pertencia ao grupo Metalúrgica Barra do Piraí (ex-Girona Embalagens Industriais).

Segundo ele, a fábrica era velha e impossibilitava futuras modernizações. “Era uma planta de difícil melhoria de processo e precisávamos ser competitivos”, argumenta. Os equipamentos e funcionários foram transferidos para as plantas de Suzano, em São Paulo, e Belford Roxo, no Rio de Janeiro.

A chegada do grupo alemão Mauser Packaging Solutions em território brasileiro.

A companhia comprou a divisão de plásticos da líder Metalúrgica Barra do Piraí. Instalada no Parque Industrial da Bayer, em Belford Roxo, a planta produz mil toneladas/mês de embalagens plásticas.

Outro importante negócio foi realizado dois meses depois, com a aquisição de participação majoritária (51%) da Tankpool do Brasil.

Líder no ramo de coleta e reciclagem de embalagens usadas, a Tankpool atua também no segmento de contêineres especiais para armazenamento de grandes volumes líquidos, conhecidos como intermediate bulk container (IBC).

A empresa chama a atenção para o fato de todos os seus IBCs reciclados terem certificação.

A decisão estratégica da companhia objetivava a entrada no País por intermédio de líderes de mercado. Por isso, a escolha dessas empresas.

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Mauser Packaging Solutions a Mauser do Brasil investe em Embalagens co-extrudadas têm recheio de reciclado

A Metalúrgica Barra de Piraí era licenciada da Mauser, que vendia equipamentos, tecnologia e moldes para esse transformador.

A intenção era fazer associações com os licenciados para expandir o negócio.

No caso da América Latina, o Brasil foi o país escolhido.

Essa postura da Mauser possibilitou que, em cinco anos, o seu faturamento saltasse de 200 milhões de euros para 1 bilhão de euros (em 2006).

A planta da Metalúrgica do Piraí também possui outro ponto a favor: fica perto do pólo petrolífero, ou seja, entre grande parte dos clientes da companhia.

Os incentivos fiscais do governo no Rio de Janeiro contribuíram para aumentar o interesse, porém um dos principais atrativos foi a infra-estrutura do parque industrial da Bayer. “O local é muito grande e conta com rígidas regras com o meio ambiente, por isso nos interessou”, completa Parelli.

O investimento inicial foi da ordem de R$ 50 milhões.

Reciclagem

Desse total, cerca de 30% se destinou à compra de uma sopradora, adquirida pela então Metalúrgica Barra do Piraí.

O equipamento produz o dobro de um modelo convencional e opera segundo o conceito de multicamadas para a fabricação de embalagens de grandes volumes. “Só existem cinco máquinas no mundo que têm esse desenho”, orgulha-se Parelli. O modelo faz cem tambores de 200 litros, por hora.

A empresa propõe a fabricação de embalagens de três camadas, das quais a estrutura do meio se faz com material reciclado. “Com essa iniciativa, se estabelece uma cadeia de valor, na qual a embalagem já utilizada volta”, explica Parelli.

Em geral, a estrutura do enchimento da peça é de polietileno de alta densidade (PEAD) reciclado.

A maior parte desse material advém de rebarbas do próprio processo de fabricação da peça.

A utilização do reciclado passa por duas questões: o reaproveitamento da geração interna da resina moída (rebarba) e o benefício ambiental. Em geral, a rebarba chega a 25% do processo. “Em vez de descartar para o meio ambiente, você reutiliza o material”, diz Parelli.

Antes se usava o aço, no entanto, com essa tecnologia pode-se substituir esse material pelo plástico com barreira.

A Master do Brasil (Mauser Packaging Solutions) busca atender à demanda de embalagens co-extrudadas para volumes acima de 20 litros. “O mercado da co-extrusão para peças desse porte está em desenvolvimento no mundo. No Brasil, somos pioneiros”, ressalta Parelli.

O principal consumidor da embalagem co-extrudada é a indústria agroquímica.

Parelli, no entanto, tem consciência de algumas limitações.

Para ele, a resina reciclada perde algumas de suas características, por isso, tem de ser utilizada de forma restrita, como estrutura mecânica, ou seja, somente como o recheio da embalagem.

Além disso, o País ainda não se rendeu à tecnologia da co-extrusão. “O mercado brasileiro é da monocamada”, argumenta.

O negócio de embalagens da Mauser Packaging Solutions compreende três unidades.

Uma em Suzano, onde faz peças de 20 l a 50 l, e a outra, localizada em Belford Roxo (ex-Metalúrgica do Piraí), dedicada a tambores grandes e embalagens médias, além das peças para o mercado petrolífero e, por fim, há uma planta em Barra do Piraí-RJ, onde fabrica embalagens menores e atua com injeção.

O grupo alemão está presente em mais de 30 países e emprega cerca de 5 mil funcionários.

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