Corte e Gravação a Laser: Tecnologia Laser mira Embalagens Plásticas de Bebidas

Marcações a Laser: Revista Plástico Moderno

As tecnologias de corte e gravação a laser estão mais acessíveis às aplicações plásticas. Assim, com o auxílio desses sistemas, ficou mais simples, preciso e sofisticado decorar, datar, codificar, personalizar, ou apenas cortar.

Fabricantes de componentes plásticos eletrônicos e automotivos constituem segmentos que há um bom tempo se beneficiam das marcações a laser.

Transformadores de chapas acrílicas e outras peças de policarbonato e de polipropileno também podem ser considerados habituais usuários desses sistemas, que conquistam a cada dia novos mercados.

Um dos atuais alvos são os fabricantes de embalagens para bebidas produzidas em grandes escalas, e que começaram a recorrer ao laser para gravar registros referentes a lotes, datas de fabricação, prazos de validade, entre outras informações, e caracteres obrigatórios em produtos de alto consumo, substituindo as marcações e impressões antes feitas por meio de tintas.

Embora o mercado brasileiro ainda careça de maior oferta de canhões, como são chamados os tubos nos quais a energia é gerada, vários fabricantes de equipamentos estão mais atentos às oportunidades abertas principalmente no setor de embalagens de produtos alimentícios, cosméticos e farmacêuticos, e passaram a prover as máquinas de maiores recursos para cortar e gravar substratos plásticos, tornando-as economicamente mais viáveis aos compradores e confiáveis sob o ponto de vista técnico.

Equipamentos para Corte e Gravação a Laser

Solução Composta: Em busca de oportunidades nos mercados interno e externo, a Automatisa, de Florianópolis-SC, fabricou mais de 180 equipamentos para corte e gravação a laser para suprir as demandas de vários setores.

A empresa desenvolve soluções originais, compondo máquinas com itens nacionais e importados de parceiros asiáticos.

Um equipamento de corte e gravação a laser concebido com soluções compostas é a Assia.

Trata-se de versão brasileira aprimorada de tecnologia chinesa, principalmente utilizada para corte, e provida de canhão em vidro ou metal, com potências desde 60 W até 100 W.

Tomando-se por referência o acrílico (PMMA), essas máquinas chegam a cortar peças e chapas com até 8 mm de espessura e alcançam produtividade de até 9 metros/minuto, contando também com sistema plotter e área útil de trabalho de 1.000 mm (largura) x 600 mm (comprimento).

Segundo Marcos Lichtblau, diretor da Automatisa, vários componentes instalados na versão brasileira da Assia deixaram a máquina mais robusta e versátil. “Acrescentamos nessa máquina um dispositivo especial para preparação de ar comprimido, composto de filtro, regulador, separador de água e óleo, e substituímos vários componentes mecânicos por outros, visando a oferecer maior robustez ao equipamento”, informou.

Apesar de importar fontes de vários fornecedores internacionais, a Automatisa desenvolve toda a engenharia mecânica, eletrônica e os softwares de controle dos equipamentos para corte e gravação a laser.

Outra máquina fabricada pela Automatisa com sucesso de vendas é a Futura.

Exposta ao público da Serigrafia Sign 2007, feira que reuniu mais de uma centena de fornecedores para as áreas de sinalização, comunicação visual e serigrafia, realizada de 11 a 14 de julho, em São Paulo, pelo grupo Sertec, no Expo Center Norte, essa máquina foi conferida por centenas de profissionais que visitaram o estande desse fabricante.

Considerada uma solução versátil para a gravação de substratos plásticos, a Futura opera à velocidade de marcação de 1.000 mm por segundo, contando com tecnologia de CO2 para gerar a fonte de laser, e dois softwares, um deles para controle do equipamento e outro para permitir contornos com maior precisão.

Pode, ainda, ser montada com várias opções de potência, desde 30 Watts, 60 Watts e 80 Watts, e com diferentes lentes focais, para ficar mais de acordo com as necessidades de cada tipo de aplicação.

Além de oferecer várias opções aos usuários quanto às áreas de trabalho, delimitadas às dimensões de 70 mm x 70 mm, 100 mm x 100 mm, 190 mm x 190 mm ou 290 mm x 290 mm, outra preocupação do fabricante, de cunho ambiental e de preservação da saúde no trabalho, foi acrescentar ao projeto tubos de exaustão para aspirar os gases gerados pela gravação dos substratos plásticos.

“A Futura propicia qualquer tipo de marcação em materiais plásticos, como desenhos, letras, textos, logomarcas, códigos de barra, de forma muito rápida e precisa e incorpora lentes em dimensões até 300 mm x 300 mm”, acrescentou Lichtblau.

Especialmente para cortar a laser, outra máquina que vem sendo muito requisitada pelo setor para processar chapas acrílicas é a Brasa, segundo Lichtblau.

O equipamento dispõe de potências mais elevadas, desde 60 W até 400 W, e permite cortar peças com comprimentos de até 2 m, larguras de até 1,20 m e espessuras até 30 mm, e com alta precisão, decorrente do comando por servomotores.

As máquinas para gravação a laser também podem ser montadas com dispositivos mais sofisticados de visão artificial, para ler e identificar, entre outros, contornos de desenhos para gravação por meio de scanners.

Entre as novidades com visão artificial da Automatisa se destacam as máquinas da linha Acrila com sistema óptico especial, abrangendo conjunto de espelhos, lentes e profundidade de foco, que permitem realizar cortes com maior qualidade em chapas mais espessas.

Fabricadas em dois modelos, ambos acionados por servomotores e fusos, essas máquinas podem cortar acrílico de até 30 mm de espessura, tomando-se por referência os equipamentos que operam à potência de 100 W.

A Automatisa colocou em teste novo projeto de máquina com capacidade para corte de materiais plásticos com espessuras até 40 mm.

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Ciola sugere a linha Sculptor 707 para efetuar gravações em moldes pequenos

CO2 e Radiofrequência

Com filial brasileira instalada em São Paulo, desde 2003, para realizar operações de vendas e prestar serviços de assistência técnica, a italiana Sei Laser, uma das líderes mundiais em tecnologias para corte, fresagem e gravação a laser, com mais de 3.500 sistemas instalados no mundo, trinta deles no mercado brasileiro, anuncia o lançamento da H-Type CO2, máquina para corte e gravação com tecnologia de CO2.

Segundo Axel Previtali, gerente da filial brasileira, a H-Type CO2 conta com vários diferenciais tecnológicos importantes para os usuários. Um deles consiste na movimentação do bico de corte, realizada por quatro servomotores interpolados (sincronizados).

De acordo com Previtali, outros avanços estão presentes no laser de CO2 por radiofreqüência, que opera por impulsos e na capacidade de corte de substratos com até 25 mm de espessura, à velocidade de três até quatro metros por segundo, em modelos de 100 Watts, 200 Watts e 300 Watts.

Com sistema de controle realizado por software capaz de monitorar todos os parâmetros durante a operação da máquina, como existência de furos, nível de aceleração e efeitos de preenchimento, a H-Type CO2 conta com mesas para corte de três dimensões, podendo operar com chapas acrílicas com larguras até 2 metros e comprimentos até 3 metros.Outra máquina fabricada pela Sei é a Dragon, recém-lançada na Itália.

Com potências menores, de 30 Watts, 60 Watts e 100 Watts, esse sistema opera por corrente contínua. Destacam-se, ainda, os sistemas Personal Laser (PL) e o Personal Bravo (PB).

O primeiro é um sistema de corte a laser compacto e flexível, concebido para chapas ou bobinas, tendo por fonte de laser selado o CO2.

O Personal Bravo foi projetado com alta velocidade de corte e gravação com cabeçote galvanométrico de três eixos, permitindo maior versatilidade nas gravações.

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Sequetin assegura solução completa para impressão em 3D, vista no copo em detalhe

Gravação tem maior alcance: Fabricante de Máquinas para Gravações a Laser

A representante da austríaca Trotec, fabricante de máquinas para gravações a laser, destacou a Speedy 100. Trata-se de equipamento com tecnologia de CO2 apto a gravar até 180 cm por segundo, em vários tipos de substrato, como plástico, borracha, acrílico e alumínio anodizado. Várias outras soluções para gravação também foram destacadas pela MF Flues além da aquisição de máquinas, como apenas contratar serviços.

“Nosso objetivo é atender os clientes que necessitam de gravações em seus produtos em volumes ou quantidades que não justifiquem investimentos maiores na compra das máquinas”, afirmou Ari Ricardo, técnico da MF Flues, responsável por essa área.

Entre os processos atuais e mais difundidos de gravação de substratos plásticos estão aqueles realizados por meio de laser de CO2 e laser Yag.

Segundo explica Ricardo, os processos se diferenciam na fonte geradora do laser e nas aplicações. No caso do CO2, a fonte geradora é um gás (argon, monóxido ou dióxido de carbono), com indicação para materiais como madeira, plásticos, acrílicos, couros, papéis, vidros e cerâmicas.

O Yag, no caso da MF Flues, realizado com tecnologia da americana Telesis, tem um sólido por fonte geradora do laser, podendo ser cristal, vidro ou semicondutor Yag, e cuja funcionalidade é recomendada para aços, alumínios, latões, cobres, metais duros ou, ainda, plásticos como policarbonato e poliestireno, entre outros que apresentem o elemento carbono em sua composição.

Concorrente ao laser, as gravações por fresagem com sistema CNC

Concorrente ao laser, as gravações por fresagem com sistema CNC (Comando Numérico Computadorizado) digital e servomotores também se destacaram na Serigrafia Sign 2007, como a linha Sculptor, de Vitor Ciola, sistema que dispõe de um quarto eixo rotativo para gravação de peças cilíndricas em acrílico, entre outros plásticos.

“A linha de fresadoras Sculptor 707 é caracterizada por máquinas com precisão de centésimos de milímetros para gravações de pequenos moldes em náilon, poliestireno ou acrílico, à velocidade de corte de 100 mm por segundo”, informou o diretor-presidente da empresa, José Vitório Ciola.

Para agilizar ainda mais as operações de gravação, corte e recorte realizadas por meio de fresas, esse tipo de equipamento também pode contar com opcionais, como sistema de troca automática de ferramentas, refrigeração de ferramenta por névoa úmida, cabeçote de gravação sensitivo, sistema de afiação especial, sistema de mesa de vácuo, software para 3D e rotações até 50 mil r.p.m.

Outra novidade da Vitor Ciola consiste no sistema Opticam de visão por câmara que, ao ser acoplado à fresadora, permite reconhecer os pontos de registro das imagens para recorte.

PET G lenticular – A Day Brasil oferece solução completa para compor peças de comunicação visual e propaganda, composta de software especial para tratamento de imagens e chapas de PET G lenticular para impressões em 3D.

De acordo com informações do gerente Silas Adams Sequetin, as chapas de PET G lenticular, ou de acrílico, concebidas em linhas paralelas e desenvolvidas especificamente para o mercado de impressão, permitindo a criação de imagens em três dimensões, estavam disponíveis há algum tempo.

“Agora resolvemos oferecer a solução completa para facilitar o trabalho de criação de inúmeras peças, como cartazes, capas de CDs e DVDs, copos e brinquedos”, disse.

Outros lançamentos do setor de chapas envolveram materiais produzidos pela GE Plastics, nos Estados Unidos.

Trata-se de chapas de policarbonato com tratamento especial Easy Clean e Infra-Red, para cobertura de edificações e ambientes dentro dos quais o conforto térmico e a luminosidade são muito valorizados.

A chapa com tratamento Easy Clean, como a própria designação informa, é autolimpante, e a com tratamento Infra-Red filtra as radiações infravermelhas, transmitindo, porém, boa parte da luminosidade.

Para a criação de peças com o uso de acrílicos, área na qual a Day Brasil disponibiliza ao mercado ampla variedade de produtos nacionais e importados, as novidades se referem aos tarugos e tubos, produzidos pela Plastfab, nos Estados Unidos, em espessuras, formatos e tamanhos diferenciados, a partir de 4 mm e até cinco polegadas, para a fabricação de peças técnicas, mobiliários e brindes, entre outras.

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