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Notícias – Taiwan promove feira para vender máquinas econômicas

Marcelo Furtado
24 de janeiro de 2010
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    Plástico Moderno, Notícias - Taiwan promove feira para vender máquinas econômicas

    Hsieh vendeu injetora de duas placas para a Fiat do Brasil

    A Fu Chun Shin já utiliza o servomotor da Teco na sua injetora elétrica HE-50, de 50 toneladas, apresentada na edição de 2008 da Taipei Plas, e que conta com motores separados: um para plastificação e dois para injeção. A máquina ainda conta com motor elétrico para movimentação de peças e sua velocidade de injeção é de 300 mm/segundo, operando com rosca de 22 mm de diâmetro.

    De acordo com o coordenador de planejamento da FCS, John Hsieh, além das injetoras elétricas, a empresa tem se empenhado nas versões híbridas, que contam com acionamento de bombas por servomotores japoneses com capacidade de reduzir o consumo de energia em até 40%, em comparação com acionamentos convencionais de bombas, e em alguns casos até 80% mais econômico em comparação com máquinas hidráulicas. Outra nova vertente da empresa são sistemas turn-key de IML (in-mold-labelling) para embalagens de água mineral e laticínios, tecnologia lançada há dois anos e que será mostrada em nova versão na Taipei Plas 2010. Trata-se de solução integrada, denominada A-Pack, que inclui a moldagem, selagem, alimentação e robotização, com ciclos de cinco segundos e capacidade perto das 2 milhões de peças por mês. A nova versão inclui um novo sistema de alimentação de selagem com a capacidade de produzir copos com paredes finas. A máquina possui sistema híbrido de injeção de alta velocidade close loop e molde de câmara quente de quatro cavidades.

    Para Hsieh, Taiwan, no caso de injetoras elétricas, já pode ser considerada a terceira melhor solução mundial, atrás das máquinas alemãs e das japonesas. Segundo ele, a reputação da empresa a faz estar presente em plantas em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde possui muitas máquinas vendidas. Recentemente, cita o coordenador, foram comercializadas injetoras de duas placas (série LM) para a montadora Fiat, para a produção de peças grandes, como para-choques.

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    Pátio de fabricação da Jon Wai em Taipel está lotado

    Em termos de volume de vendas, Taiwan é considerada a quinta maior produtora mundial de máquinas para plástico e borracha. O faturamento total dessa indústria foi em 2008 de US$ 1,4 bilhão, o que significou um crescimento de 7% em comparação ao ano anterior. Para se ter uma ideia da importância do mercado exterior para esse país com 23 milhões de habitantes e apenas 32 mil quilômetros quadrados, a exportação nesse período foi de US$ 1 bilhão.

    Outra fabricante de injetoras, a Jon Wai, embora também foque sua ação no mercado externo e em soluções turn-key, por enquanto não tem muita pretensão de entrar no mercado de máquinas elétricas. “Preferimos concentrar nossas forças nas hidráulicas, porque é difícil competir com o Japão nessa área”, afirmou o assistente de diretoria Eric Chang. Nesse sentido, continua, a empresa consegue ser muito competitiva porque também utiliza um servomotor hidráulico taiwanês muito eficiente, que reduz até 50% o consumo de energia em comparação com os convencionais.

    A competitividade da Jon Wai é inegável quando se vê seu pátio de fabricação em Taipei totalmente lotado em pleno dezembro de 2009. “Estamos com a carteira de pedidos lotada e 99% da produção é para o exterior”, afirmou Chang. Fabricante de máquinas com força de fechamento de 60 t a 4 mil toneladas, para qualquer tipo de aplicação, desde as mais simples até as assistidas a gás ou com IML, a Jon Wai produz cerca de 700 máquinas por ano e fatura em média US$ 20 milhões. Os países clientes mais comuns são: Turquia, Síria, Israel, Líbano, Egito, África do Sul e também América Latina. Neste último caso, o Brasil também faz parte. Há pouco tempo, aliás, Chang afirma ter vendido injetora para cliente brasileiro em Curitiba-PR, cuja esposa pediu para que a máquina fosse pintada de rosa, o que foi atendido prontamente pela Jon Wai.

    Braskem leva Quattor e põe fim à consolidaçãoda petroquímica

    A consolidação da indústria petroquímica brasileira, iniciada com o leilão da antiga Copene, a central de matérias-primas petroquímicas de Camaçari-BA, em 2001, chegou a seu ato final. Por cerca de R$ 700 milhões, a Braskem concluiu a negociação para a aquisição da rival Quattor, tornando-se a única produtora nacional de commodities petroquímicas, com ativos avaliados em R$ 33,5 bilhões e uma capacidade de processamento de 5,5 milhões de toneladas anuais de resinas termoplásticas.

    O movimento, reputado como importante na consolidação da indústria petroquímica no Brasil por Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, reafirma a estratégia da estatal de reunir suas participações no setor em uma única empresa. Esse negócio, segundo o presidente, buscou a criação de uma empresa global, com porte adequado a tal, e com escala suficiente para brigar no mercado internacional com maior capacidade de investimento. Ao final da operação, a Petrobras deterá cerca de 40% do capital votante da Braskem.

    O temor inevitável com a concentração e um possível monopólio, no entanto, foi rechaçado pelo presidente da Braskem, Bernardo Gradin, pois ele crê que o mercado petroquímico é globalizado, e os consumidores de resinas locais teriam a opção de importar suas matérias-primas caso desejassem. Gradin lembrou que uma das grandes produtoras mundiais, a Dow, produz resinas em Bahía Blanca, Argentina, que entram no mercado brasileiro sem impostos adicionais, por conta do Mercosul, e mesmo no caso de importações de outras áreas, a alíquota efetiva de importação seria menor que a nominal (uma diferença de cerca de 14% para 6,5%). Gradin também afirmou que a nova empresa criada pela aquisição, apesar da dívida alta, terá elevada liquidez.

    O negócio ainda engloba a aquisição da Polibutenos e da Unipar Comercial. As obrigações da Unipar com o BNDESPar também serão assumidas pela Braskem. O acordo prevê o direito preferencial da nova empresa de participar como sócia nos projetos do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e do Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco. A negociação deve ser sacramentada em 120 dias. Apesar do esforço intenso para concluí-la, o presidente da Braskem confirmou que a empresa não encerrou seu ciclo de aquisições, e ainda mantém interesse em adquirir ativos no exterior, em particular nos EUA, que teriam se tornado um país interessante em virtude da crise financeira no último ano. O preço da nafta petroquímica fornecida pela Petrobras, um ponto bastante sensível na relação entre as empresas, porém, não foi discutido no acordo de compra da Quattor.

     

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