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Notícias – Reciclagem de PET é analisada em fórum

Marcio Azevedo
12 de fevereiro de 2007
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    A saída receitada por Lechner para evitar defeitos no produto final resultantes de degradação é a degasagem com vácuo durante a extrusão, sem pré-secagem. Assim são equipadas as extrusoras dupla-rosca co-rotantes da Coperion, que também sugere posicionar o sistema de vácuo instalado lateralmente em relação ao eixo das roscas, a fim de evitar contaminações com depósitos eventuais no equipamento de baixa pressão. A empresa informa que flocos extrudados em determinados modelos de suas máquinas, após a passagem por bomba, filtro e um processo convencional de pelletização, foram aprovados pelo FDA para aplicações em contato com alimentos, sem a necessidade de reator de pós-condensação em estado sólido.

    Espuma reciclada – O fórum se encerrou com comentários de Martin Mack, colaborador da germânica Berstorff, acerca do emprego de flocos de garrafas PET na produção de filmes, pellets e espumas. De início, ele ressaltou que o consumo de PET é um dos maiores na indústria do plástico, tendo dobrado entre 1998 e 2004. O ritmo previsto de crescimento até 2010 é de dois dígitos ao ano, e a proximidade da extinção das garrafas de PVC, dando lugar ao poliéster reciclado, impulsiona a viabilidade econômica da reciclagem.

    A Berstorff fabrica extrusoras dupla-rosca e também oferece soluções combinadas para a produção de chapas, espumas e fibras. Em particular, as espumas de PET possuem melhores propriedades que concorrentes poliolefínicos ou poliestirênicos, como melhor resistência à temperatura, até 200º C, além de maior estabilidade química ao ataque de ácidos, solventes, óleos e graxas. Mack afirmou que as espumas de poliéster completamente reciclado não são reticuladas, e as emissões de voláteis são baixas, pois o dióxido de carbono ou nitrogênio são os tradicionais agentes expansores.

    O controle de viscosidade intrínseca na produção de espumas precisa ser mantido entre 1,1 dl/g e 1,3 dl/g, muito acima do típico para flocos de garrafas de PET, perto de 0,75 dl/g. Valores muito baixos causam o colapso das células antes do resfriamento da espuma; inversamente, viscosidades muito altas impedem a formação de células. Os primeiros esforços para alterar a viscosidade dos flakes se concentraram em modificações reativas na extrusora de dupla-rosca, mas o estado-da-arte para esse tipo de aplicação utiliza PET grau reator com viscosidade intrínseca de 1,3, alimentado em extrusora dupla-rosca, onde também é injetado o expansor. O processo deve transcorrer em baixo cisalhamento, para obter boa mistura do fundido, que é descarregado em uma extrusora monorrosca para resfriamento e pressurização.

    A chapa de espuma é conformada por cabeçotes adequados, seguidos por uma unidade de calibração, resultando em produtos com espessura entre 50 mm e 80 mm e densidade de 100 g/l. As principais aplicações se concentram em espumas estruturais para lâminas de rotores em plantas de energia eólica, embarcações e no setor automotivo.

     

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