DVD e CD Produtor Asiático Instala Fábrica na Bahia: Parceria entre Videolar e Infosmart (Hong Kong)

O propalado e até denunciado baixo custo de produção na China não exclui a viabilidade de empresas chinesas se instalarem no Brasil, como está provando a Infosmart, de Hong Kong, que acaba de pôr em produção, em Camaçari-BA, sua fábrica de DVD e CD – investimento de 25 milhões de dólares e capacidade de produção de 6 milhões de unidades/mês nos três turnos, volume que será progressivamente alcançado até o fim deste ano.

Plástico Moderno, Sebastian Tseng, Notícias - Produtor asiático instala fábrica de DVDs na Bahia
Tseng: incentivos do governo influenciaram a decisão

“Chegamos dispostos a cobrir 50% da demanda interna”, anuncia o diretor geral Cheng Yutseng. A intenção é destinar 60% da produção ao mercado nordestino e 40% para o restante do país. No Brasil, o mercado de CD e DVD cresce a 20% ao ano, revela.

Dona de três fábricas de CD e DVD na China, a Infosmart encontrou no Brasil apenas uma concorrente:

a Videolar, instalada em Manaus. A empresa decidiu reiniciar no Brasil a expansão além-China depois de vender a fábrica que tinha na Indonésia, onde produzia apenas CDs.

A Discobras é apenas o primeiro de uma série de empreendimentos que o grupo chinês pretende levar para a Bahia, onde deverá investir mais de150 milhões de dólares, até o fim de 2008.

Outro executivo, Sebastian Tseng, ressalta que a vantagem logística de produzir no próprio mercado local, e os incentivos do governo baiano, foram decisivos para a Infosmat interessar-se pelo Brasil.

A empresa constatou que entre a produção do DVD ou CD na China e a chegada nas mãos do consumidor brasileiro transcorrem aproximadamente seis meses, vantagem logística que mesmo confrontada com o menor custo de mão-de-obra da China, segundo ele correspondente a dois terços da brasileira, soma favoravelmente. A empresa considerou principalmente o melhor posicionamento em relação à produção contrabandeada da Ásia, avaliada como “muito alta”.

Os 6 milhões de unidades/mês, correspondentes à capacidade de produção das 20 injetoras importadas da Alemanha, demandam a importação de 150 toneladas de policarbonato (PC) grau ótico, neste começo, de Taiwan e da Alemanha.

Tseng explica que não são só os DVDs e CDs que demoram a chegar.

Na fase pré-operacional, a fábrica parou cinco vezes, por causa de atraso na chegada do policarbonato, situação que é inversa à da China. “Lá produzimos cinco anos continuamente, sem parar uma só vez.” Ele aguarda que a Policarbonato do Brasil (grupo Unigel) inicie a produção do grau ótico, prevista para a segunda fábrica da resina, a ser construída em Camaçari.

As extrusoras são acopladas a unidades de acabamento, onde DVDs e CDs são revestidos duas vezes – galvanizados com tinta reflexiva de prata e na seqüência submetidos a uma camada protetora de verniz laca.

“Os DVDs são compostos por duas camadas superpostas de PC, ambas de 0,60 mm e o CD de uma única camada, de 1,2 mm”, explica Tseng. Ele ressalta que o controle de qualidade, feito por raio laser, também é integrado à produção.

Com Sebastian Tseng vieram da China nove empregados, e mais 90 foram contratados na Bahia.

A Discobras precisou superar uma controvérsia com as autoridades fazendárias para assegurar plenamente o benefício da isenção de ICMS, pois o projeto foi enquadrado no ramo da transformação de plástico, e não da informática, como ficou acertado com o governo passado.

Como conseqüência, chegou a pagar R$ 1,27 de ICMS por quilo de PC que importa da Alemanha e ficou sem ter como compensar o crédito – pagou R$ 5,26 FOB (2,70 dólares) e recebeu CIF a R$ 8,20, incluindo o ICMS. Sem o incentivo fiscal, inicialmente não haveria lucro, o custo de produção e a receita ficariam empatados, relata Tseng.

Vinte Injetoras alemãs produzem 6 milhões de unidades mensais Plástico Moderno, Notícias - Produtor asiático instala fábrica de DVDs na Bahia
Vinte Injetoras alemãs produzem 6 milhões de unidades mensais

Outros Investimentos

 Até o fim deste ano, o Infosmart espera inaugurar outros empreendimentos na Grande Salvador: uma fábrica de divisórias, uma de cartões de memória (para armazenamento de conteúdos em câmeras digitais e computadores de bolso), e uma de discos regraváveis (CDRs e DVDRs).

Em 2008, o grupo chinês pretende implantar mais duas indústrias, no ramo da informática. “Só depende de encontrarmos um terreno de cerca de cem mil metros quadrados, que abrigue todas as unidades, inclusive a Discobras, para iniciarmos as obras”, garante Cheng Yutseng.

Recentemente, a empresa foi visitada pelo embaixador Chinês, Chen Duqing:

“O sucesso da Discobras atrairá mais investimentos, encorajará a vinda de mais empresas da China”, previu.

 

Notícias sobre o Pólo Petroquímica da Bahia e outras que podem te interessar:

  1. Pólo da Bahia : Maior complexo petroquímico do País amarga o desinteresse em sua modernização
  2. Pólo da Bahia : Exportar o excedente poderá ser uma saída
  3. Fórum de Processamento de Polímeros debate novas tecnologias na Bahia: Polymer Processing Society
  4. Pólo da Bahia : Até a Ford ficou sem resina
  5. Faturamento de Máquinas para Processamento de Resinas Plásticas Sobe Pouco, um Aumentou de 4% no primeiro trimestre
  6. Resinas Chapas ecológicas ganham espaço
  7. Moldes importados já detém 70% da demanda
  8. Pólo Camaçari 30 anos Universidade traça perfil do Pólo
  9. Braskem obtém bons resultados em 2018, mas prevê problemas
  10. Pólo Camaçari 30 anos Infra-estrutura e logística
  11. Braskem mantém abertas vagas de estágio
  12. Reciclagem de PET Revalorização do PET pós-uso em grau alimento promete revolucionar o mercado da resina

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios