Produção de fibra de vidro no país sobe para 60 mil T

A CPIC Brasil Fibras de Vidro, unidade brasileira da chinesa Chongqing Polycomp International Corporation (CPIC), anunciou investimentos de 30 milhões de dólares na modernização da sua fábrica localizada em Capivari-SP.

O montante visa à instalação de uma linha de produção, que incluiu a compra de equipamentos, reformas estruturais e capacitação técnica.

“Hoje marcamos um novo capítulo da história da CPIC”, celebra Adriana Nobre Rubo, gerente geral para a América Latina.

A previsão é encerrar este ano com faturamento 35% superior ao registrado no ano passado, atingindo 75 milhões de dólares.

A produção, por sua vez, terá incremento da ordem de 60%, segundo expectativa dos executivos da empresa.

A sua capacidade produtiva passará das atuais 35 mil toneladas de fibra de vidro por ano para cerca de 60 mil toneladas/ano.

“Essa modernização ampliará o mercado de compósitos como um todo”, comenta Adriana.

O aumento está diretamente ligado à reforma do forno de fusão de vidro.

O equipamento foi totalmente reconstruído, após dez anos de uso.

“Do antigo, só ficou a estrutura metálica. Essa renovação o tornou mais eficiente”, atesta Marino Baldocchi, vice-gerente geral de vendas e marketing para a América Latina.

O portfólio ganhará dez novos produtos, voltados para a divisão de rovings e fios picados.

De acordo com Baldocchi, a proposta é atender alguns segmentos especializados, como tubulações de alta pressão, tanques de armazenamento de líquidos corrosivos e o crescente setor de energia eólica, no caso dos rovings; além dos reforços das resinas termoplásticas/termofixas, empregadas, sobretudo, na fabricação de componentes automotivos, com o uso de fios picados.

Aliás, não por acaso, a companhia vislumbra um forte aquecimento da demanda das indústrias de pás eólicas, construção civil e de transporte.

Instalada em um terreno de 200 mil m² e com 30 mil m² de área construída, a CPIC Brasil Fibras de Vidro conta com 350 funcionários – antes da expansão eram 300. Vice-líder do mercado nacional – atrás da Owens Corning –, a companhia responde por 40% da produção do mercado interno e América do Sul.

Sua produção é dedicada às linhas de rovings, fibras picadas e mantas, contando ainda com especialidades importadas da CPIC na China.

Plástico Moderno, Forno de fusão de vidro foi totalmente reconstruído
Forno de fusão de vidro foi totalmente reconstruído

Em sua história, vale uma ressalva. A fábrica existe desde a década de 90. Ela pertenceu à Cia. Vidraria Santa Marina – Divisão Vetrotex – até 2008, quando foi adquirida pela Owens Corning.

No entanto, três anos depois, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, vetou a transação, autorizando a venda para a chinesa CPIC, em maio de 2011. Essa negociação envolveu a cifra de 60 milhões de dólares.

Internacionalização − A companhia é a primeira do setor de fibras de vidro a produzir fora da China. Não por acaso.

A CPIC tem uma forte estratégia voltada para a globalização da marca. A aquisição da unidade de Capivari foi o primeiro passo. A ideia é avançar para outras regiões como a América do Norte. A CPIC produz 550 mil toneladas de fibra de vidro por ano e seu patrimônio é estimado em US$ 1,14 bilhão.

Trata-se de uma joint venture formada pelo grupo chinês Yuntianhua, pelo árabe Amiantit e pelo fundo de investimento americano Carlyle.

A matriz foi pioneira na produção de fibra de vidro do tipo E pelo processo de fusão direta na China, em 1986.

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