Presidente da Abief e Presidente da Afipol renovam o mandato para mais 2 anos

Plástico Moderno

Reconduzidos à presidência de duas das mais importantes entidades representativas das indústrias da terceira geração, os empresários Rogério Mani e Eli Kattan continuarão à frente, respectivamente, da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) e da Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol) por mais um mandato de dois anos.

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Presidente da Abief e Presidente da Afipol

Em cerimônia de posse conjunta, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em abril último, prestigiada pelo veterano Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), os dois empresários deram posse às novas diretorias das entidades e reiteraram compromissos em defesa da maior competitividade nacional e internacional da terceira geração.

Ao completar 34 anos de fundação, a Afipol reúne hoje 40 empresas associadas e responde por mais de 80% da produção de ráfia transformada em sacarias, contentores flexíveis, telas, cordas, redes de pesca e de proteção e fibras.

Entre as prioridades para o segundo mandato, o empresário Eli Kattan (Presidente da Afipol) pretende trabalhar pelo aumento das exportações e pela maior competitividade do setor perante as cotações internacionais.

Presidente da Afipol: Em 2006, as exportações de sacarias de ráfia cresceram 29% em relação ao ano anterior.

No mercado interno, Kattan acredita que 2007 representará um ano de retomada de crescimento de negócios no setor agrícola. “O aumento de áreas plantadas deverá contribuir também para o maior consumo de sacarias de ráfia e acreditamos que poderemos crescer 10% em produção e volume de negócios efetivados”, afirmou.

As perspectivas de crescimento dos negócios em 2007 se baseiam no desempenho das sacarias de ráfia para acondicionar açúcar.

“A previsão é de que haja um aumento significativo na safra de cana-de-açúcar, e que novas usinas sejam instaladas no País. Além disso, também estamos prevendo aumento nas vendas para o setor de fertilizantes, diretamente influenciado pelo aumento da safra de grãos”, considerou Kattan.

Outra missão a ser encampada nesse segundo mandato será a busca por inovações.

“A inovação é a grande mola propulsora dos negócios e pretendemos aproximar nosso setor de tecnologias e ferramentas inovadoras que possam gerar oportunidades para a expansão do mercado de fibras poliolefínicas no Brasil”, citando recentes tecnologias de solda, em substituição às costuras convencionais.

Presidente da Abief: Considerada uma das entidades mais sólidas da indústria do plástico, a Abief hoje reúne 200 empresas em todo o País.

Segundo estimativas, esse setor deverá responder, em 2006, por faturamento superior a US$ 3 bilhões.

A produção de flexíveis, ao redor de 678 mil toneladas, atende principalmente as indústrias de biscoitos (29,6 mil toneladas), fumo (14,9 mil toneladas), café (14,7 mil toneladas), balas e doces (13,2 mil toneladas), rações (12,5 mil toneladas), higiene pessoal (10,3 mil toneladas), chocolate (8,2 mil toneladas), massas alimentícias (7,9 mil toneladas), carnes processadas (7,6 mil toneladas) e snacks (7 mil toneladas).

No entender do empresário Rogério Mani, a transformação nacional precisa criar uma agenda positiva comum em defesa de uma política interna mais equânime e sustentável ao desenvolvimento dos negócios.

“Precisamos compartilhar com a Abiplast e demais entidades da terceira geração todas as nossas demandas porque não conseguiremos crescer sem inovação e sem uma permanente atualização tecnológica”, considerou.

“Se não fizermos um esforço conjunto, promovendo a maior integração e o fortalecimento de nossas entidades, todos os nossos investimentos vão se voltar para as exportações porque é preocupante a quantidade de embalagens flexíveis importadas da China, Chile, Argentina e do México, desde filmes stretch até laminados, nos últimos dezoito meses”, ponderou o empresário.

Outro ponto a atacar, segundo Mani, são as exportações de transformados flexíveis.

As indústrias de embalagens flexíveis hoje exportam sacolas plásticas, bobinas de filmes stretch e shrink e flexíveis diferenciados, como bags valvulados, em volume correspondente a cerca de 12% da produção.

Na opinião do presidente da Abief, contudo, o desempenho das exportações do setor está bem aquém das expectativas setoriais. “Pretendemos que 30% da produção possa ser destinada às exportações”, afirmou.

Mas esses percentuais somente deverão ser alcançados com a desoneração das exportações, questão também inclusa entre os pleitos do setor, mas dependente, segundo Mani, da maior integração da terceira geração com toda a cadeia petroquímica.

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