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8 de Maio de 2012

Notícias – Pesquisa alemã prova sacos biodegradáveis e descarte correto de orgânicos

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Um projeto piloto empreendido pela Basf, envolvendo o uso de sacos de lixo produzidos com o plástico biodegradável e compostável de sua fabricação, da marca Ecovio FS, foi concluído com sucesso. O teste revelou que cerca de 80% dos moradores da região estudada ficaram satisfeitos com os resultados do projeto de promover um aumento na coleta de resíduos orgânicos, bem como o seu descarte correto, além de elevada qualidade no composto gerado pela biodegradação.

    O projeto contou com a parceria da empresa municipal de gestão de resíduos Berliner Stadtreinigung (BSR). Em setembro de 2011, mais de 21 mil famílias dos distritos alemães de Prenzlauer Berg e Hellersdorf receberam cada uma dez sacos para descarte de resíduos orgânicos. Além disso, 3.700 famílias daquele segundo local foram contempladas com um recipiente de pré-triagem para a cozinha, destinado a facilitar o recolhimento de resíduos orgânicos.

    Cada família participante recebeu gratuitamente os sacos biodegradáveis para descarte de resíduos orgânicos, acompanhados de um material informativo. Os moradores foram convidados a utilizar os sacos para recolher o lixo orgânico durante os três meses seguintes.

    O projeto demonstrou que, durante o seu decorrer, a incidência de descartes em embalagens não biodegradáveis depositadas em lixos orgânicos caiu drasticamente. Em Prenzlauer Berg caiu 37%, enquanto em Hellersdorf despencou até 67%. A quantidade de lixo orgânico coletado durante a iniciativa aumentou cerca de 10% no quarto trimestre de 2011, contrariando a tendência sazonal normal: durante o mesmo período, a quantidade de resíduos orgânicos em outros bairros de Berlim diminuiu 20%.

    Segundo um estudo realizado pela Universidade de Mannheim, que já havia feito a análise de um projeto anterior, quase 80% dos residentes em ambos os distritos de Berlim estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com os novos sacos biodegradáveis. Antes do projeto, quase 30% dos entrevistados não promoviam a separação regular do lixo orgânico por causa dos contentores sujos de coleta, enquanto 23% não a realizavam por causa do odor desagradável.

    A mudança de hábito pode ser creditada às características dos sacos feitos com a resina biodegradável, que tornam o descarte de lixo orgânico mais simples e higiênico. Além de inibir odores, impedem a entrada de insetos e ainda dispensam a tarefa de lavar e limpar o recipiente no qual o lixo orgânico é recolhido. Isso porque os sacos produzidos com o polímero Ecovio permitem a entrada do ar e contribuem para que os resíduos orgânicos exalem menos odores, na comparação com os sacos convencionais. Os sacos fabricados com a matéria-prima da Basf demonstraram ser mais fáceis de manusear, pois não precisam ser levados para fora da cozinha todos os dias. Predominantemente de base biológica, cumprem a norma europeia EN 13432 para plásticos compostáveis.

    O escritório de engenharia Kanthak & Adam, empresa de consultoria para projetos envolvendo a gestão de resíduos em Berlim, também divulgou um balanço positivo para a qualidade do lixo orgânico e do adubo gerado com o produto da Basf. Segundo a consultoria, os sacos feitos de Ecovio FS tinham se degradado na unidade de compostagem após dois terços do tempo usual de compostagem, sem afetar a qualidade do composto.

    Desenvolvido pela Basf, o Ecovio FS resulta da mistura de uma resina parcialmente bio-base (poliéster), a Ecoflex FS, também criada pela empresa, com PLA (ácido poliláctico), este último obtido com amido de milho por meio de fermentação. Por conta dessa combinação, os sacos usados no projeto piloto de Berlim são predominantemente constituídos por matérias-primas renováveis. Assim como os resíduos biodegradáveis, o Ecovio é decomposto por micro-organismos com o auxílio de enzimas. Este processo de degradação depende apenas da estrutura das moléculas, e não da origem das matérias-primas. No final do processo de compostagem, os micro-organismos transformam os sacos em água, biomassa e dióxido de carbono.



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