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Notícias: Oferta global cai e epóxi recupera rentabilidade

Marcelo Fairbanks
12 de novembro de 2018
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    Plástico Moderno, Oferta global cai e epóxi recupera rentabilidade

    Guindada ao topo do ranking mundial dos produtores de cloro/soda e resinas epóxi mediante a aquisição, em 2015, dessas áreas de negócios da Dow Chemical, a Olin anunciou recente investimento de US$ 1 milhão para montar laboratórios de controle de qualidade e de controle e tratamento de efluentes líquidos no sítio produtivo de Guarujá-SP. Com isso, esses serviços laboratoriais deixam de ser efetuados por terceiros, sendo realizados com mais rapidez, com reflexos na produção.

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    Pìmentel: energia eólica amplia potencial de mercado no Brasil

    “Com laboratório próprio, efetuaremos o controle de qualidade de matérias-primas e produtos finais com mais agilidade, além de podermos atender necessidades específicas de alguns clientes”, comentou Luís Pimentel, diretor geral para América Latina. Por sua vez, o laboratório voltado ao controle ambiental é fundamental para funcionamento de todo o conjunto químico instalado no local. A área, que já pertenceu à Dow, hoje abriga um condomínio químico, com várias empresas operando. “Somos os responsáveis, contratualmente, pelo monitoramento ambiental de todo o site, é uma responsabilidade grande que assumimos”, explicou.

    Pimentel explicou que a Olin é uma empresa mais do que centenária, fundada em 1892. Ao longo de sua história, dedicou-se a produzir itens variados, desde pólvora até produtos farmacêuticos. Depois dos anos 1970, a companhia concentrou seu foco em cloro, álcalis e derivados, com ênfase nos Estados Unidos. No século XXI, houve a decisão de atuar globalmente e a compra dos negócios mundiais de cloro/soda e epóxi da Dow contribuiu muito para a transformação do seu perfil. “Hoje atuamos com 19 derivados de cloro/soda, incluindo poliuretano, agroquímicos e outros, isso reduziu a dependência de poucos setores de mercado”, considerou.

    No ramo dos epóxis, a Olin lidera o ranking global com suas fábricas dos Estados Unidos, Europa, América Latina e Pacífico, sendo também líder na produção de epicloridrina. “Fazemos bisfenol-A na Europa, mas a operação brasileira se abastece do fornecedor local”, informou.

    Pimentel explica que o mercado mundial de epóxi está em fase de transformação. Há alguns anos, havia uma superoferta de resinas, especialmente as fabricadas na China, que estrangulavam a rentabilidade dos fabricantes. “A China está adotando critérios ambientais mais restritos e exigindo padrões de qualidade compatíveis com os mercados mais avançados; essa mudança eliminou os excedentes baratos e devolveu a atratividade ao negócio, por permitir competição em bases iguais”, explicou. Como reflexo, ele citou os preços da epicloridrina na região do Pacífico que voltaram a subir, refletindo a oferta curta na região.

    No Brasil, essa mudança se refletiu imediatamente na ocupação da capacidade produtiva da planta do Guarujá. “Tínhamos um índice de ociosidade muito alto que preocupava a administração por ser insustentável; nas atuais conndições, posso dizer que voltamos a ser sustentáveis, retomamos o volume que estava sendo suprido pelos importadores”.

    O mercado brasileiro é interessante para a resina epóxi, contando com robusto segmento de atividade voltado à manutenção industrial, grande consumidora de tintas e adesivos. Pimentel aponta duas vertentes de demanda por epóxis no país. A primeira está nas tintas, usadas em segmentos diversos, desde o automotivo, naval, industrial e outros, aproveitando as características de não emissão de VOC e de alta resistência química e mecânica do material.

    A outra vertente está ligada aos plásticos reforçados. No caso brasileiro, a produção de pás para geradores eólicos despontou como grande mercado. “Houve uma retração entre 2014 e 2017, mas os investimentos em energia eólica estão voltando, é uma fonte limpa fundamental para o desenvolvimento do país”, comentou. No exterior, crescem as aplicações nos compósitos estruturais (para construção civil e automotiva) e em eletroeletrônicos.

    Embora aponte grande potencial de crescimento de mercado no Brasil, Pimentel informou que a Olin não tem planos para aumentar a capacidade instalada local. “Leva algum tempo para estudar o mercado e amadurecer a decisão de investir, com o tempo é possível que saia alguma coisa”, afirmou.



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