Compósitos

Notícias – Nanopartículas avançam no mundo dos compósitos

Jose Paulo Sant Anna
17 de janeiro de 2008
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    Plástico Moderno, Paulo Rodi, gerente do centro tecnológico da Mueller, Notícias - Nanopartículas avançam no mundo dos compósitos

    Rodi: nanotecnologia permite substituir metal por plástico

    Compósitos à venda – A ex-Suzano e agora Nova Petroquímica é uma das mais respeitáveis produtoras mundiais de polipropileno, com capacidade instalada prevista para alcançar a casa das 900 mil toneladas em 2008. O seu representante na Nanotec, o diretor Cláudio Marcondes, explicou que na condição de fornecedora de uma matéria-prima considerada commodity, a empresa tem no investimento em pesquisa e desenvolvimento de nanocompósitos uma chance de agregar valor aos produtos que oferece. Dentro desse espírito, foram adotadas algumas linhas de estudo. Entre essas linhas, encontram-se avaliações de adição de nanopartículas de sais inorgânicos, de óxidos metálicos e de materiais retardantes de chamas, as três já com produtos disponíveis. Os primeiros a serem lançados pela empresa foram os compósitos enriquecidos com óxidos metálicos, mais especificamente a prata, que apresentam resistência às bactérias. O produto já conta com aplicações industriais, como a cuba de plástico presente na máquina da Suggar, que durante as operações de lavagem das roupas atua com poder esterilizante. As formulações enriquecidas com sais inorgânicos apresentam resistência ao impacto bastante superior à das linhas normais do polipropileno. E os compostos resistentes às chamas, projeto que a empresa desenvolveu em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, acabam de chegar ao mercado. A empresa também desenvolve pesquisas baseadas no enriquecimento do polipropileno com a adição de nanopartículas de argilas e de materiais não-metálicos. Nesses dois últimos casos, a empresa ainda não conta com produtos disponíveis para os clientes.

    Planta piloto – Outro nome de grande destaque entre os fornecedores nacionais de matérias-primas plásticas, a Braskem também marcou presença na Nanotec. Seu diretor, Manoel Lisboa Netto, valorizou a atual necessidade das empresas de investir em inovação tecnológica. Para ele, a nanotecnologia surge como uma revolução que não pode ser desprezada pelas indústrias químicas, sob o risco destas perderem fatias de mercado muito interessantes. A Braskem tem investido de forma consistente no desenvolvimento de nanocompósitos desde o início do século. Em seu departamento de pesquisa e desenvolvimento, conta com quatro doutores e quatro técnicos que se dedicam exclusivamente ao tema. Outros 16 doutores, estabelecidos em universidades e em empresas fornecedoras de matérias-primas, também fazem parte da rede de pesquisa patrocinada pela empresa. Os materiais avaliados são o polipropileno, o polietileno e o PVC. As nanopartículas pesquisadas, por sua vez, são argilas, prata, nanotubos de carbono, nanofibras vegetais e grafite. “Todo esse trabalho tem apresentado resultados muito interessantes. Estamos registrando nossa sexta patente”, contou Lisboa. A Braskem está avaliando desenvolver compósitos preparados em reatores, em vez dos produzidos em equipamentos pelo processo de extrusão, mais comuns no mercado. Na opinião do executivo, os materiais produzidos com essa técnica apresentam desempenho superior. Por outro lado, a escolha exige tecnologia mais sofisticada, o que retarda um pouco o lançamento de produtos. “Já contamos com uma planta piloto que está sendo usada para desenvolver os processos de produção”, revelou.

     

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