Móveis Plásticos ganham Polipropileno Superior e Ecoeficiente: Cadeira Plástica de PP

A Braskem programou um evento para lançar com pompa e circunstância uma evolução da sua resina de polipropileno empregada particularmente na produção de cadeiras plásticas do tipo monobloco (feitas em uma única etapa pelo processo de injeção e sem partes móveis).

O encontro, realizado em São Paulo, para apresentar o novo produto aos clientes e à imprensa também contou com palestras de duas parceiras da empresa: a Evonik, que falou sobre aditivos dióxidos de titânio; e a Romi, que discorreu sobre o processo de injeção e a importância da escolha da máquina correta em acordo com a resina a ser utilizada e as especificações do produto final.

Plástico Moderno, Além de mais leves, as cadeiras ficam ainda mais resistentes
Além de mais leves, as cadeiras ficam ainda mais resistentes

Agregada à família Maxio, composta por polímeros de ecoeficiência superior, a nova resina, um polipropileno homopolímero denominado KM 6150HC, demandou um ano de pesquisa. O destino para o novo produto são os móveis plásticos de alto padrão, com o objetivo particular de oferecer um material de última geração e capaz de conferir propriedades superlativas às exigências de segurança requeridas pela normatização brasileira na produção das cadeiras do tipo monobloco.

Segundo explicou o executivo da Braskem, Jefferson Bravo, o desenvolvimento tinha por proposta desenhar um produto com maior rigidez, associada a uma resistência mecânica superior e, ainda, assegurar um índice de fluidez idêntico ao do grade antecessor, e alta repetibilidade. Segundo testemunhou Bravo, foi um trabalho árduo, mas com resultados surpreendentes. A nova resina permite incorporar menor teor de carga, sinônimo de peças mais leves e menores temperaturas de processo, que se traduzem em menos consumo energético e ciclos produtivos mais rápidos – ou seja, maior produtividade e alta repetibilidade.

Com respeito às propriedades, em relação a sua antecedente (KM 6150), a nova KM 6150HC oferece 25% mais resistência ao impacto (Izod 40 J/m), aumento de 6% na rigidez (módulo de flexão de 1700 MPa) e uma elevação de 14% na temperatura de deflexão térmica (HDT de 122oC). Toda essa melhoria sem redução no índice de fluidez, mantido em 4,0 g/10 min.

Na produção de cadeiras, os benefícios com o uso da nova resina se refletem em diminuição de até 12% em peso, com ganho de qualidade e desempenho; e redução do tempo de produção, por conta da maior eficiência no processo de injeção. Os testes elaborados pela petroquímica, segundo explicou Bravo, demonstraram que uma cadeira moldada com a nova resina supera em até 50% a altura exigida pelo Inmetro, após 10 quedas. O que possibilita a moldagem de peças dentro das especificações legais e com menos resina. Resultado: cadeiras mais leves, menos consumo energético, mais produtividade.

Técnico de vendas da Evonik, representante no país da fabricante alemã e grande player global de dióxido de titânio (TiO2) Kronos, Felipe Rocha palestrou sobre as variedades do aditivo e os principais grades destinados à indústria do plástico. Ressaltou que além da pigmentação, o dióxido de titânio atribui ao plástico importantes propriedades físicas e químicas, como resistência aos raios ultravioleta e manutenção das propriedades mecânicas da sua matriz polimérica.

Os grades específicos para o mercado de plástico, segundo ele, correspondem a um volume entre 30% e 40% da produção e o mais indicado para a aplicação em móveis destinados a uso externo, como as cadeiras, é o Kronos 2225, desenvolvido para uso nas poliolefinas. Entre os grades mais demandados, ele mencionou os 2220 e 2222, para PVC; e 2230 e 2233, para plásticos de engenharia, como policarbonato e blendas. Os mercados de masterbatches e compostos dispõem de um amplo elenco de grades.

O engenheiro de vendas de máquinas para plástico da Romi, Fábio Muzzi, explicou detalhadamente o processo de injeção, expondo os pontos críticos do processo, a importância de o transformador empregar roscas com desenhos apropriados à resina processada, com uma unidade de injeção configurada de acordo com a aplicação. “Espessura de parede é crítica no cálculo da força de fechamento da injetora; e quanto mais fina, maior a exigência de pressão, portanto, de força de fechamento”, ressaltou.

Plástico Moderno, Novo polietileno confere a tubos de pressão até 100 anos de vida
Novo polietileno confere a tubos de pressão até 100 anos de vida

Tubos de pressão

De olho no planejamento e execução das grandes obras de infraestrutura vinculadas ao PAC2 – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, a Braskem desenvolveu, no seu Centro de Tecnologia e Inovação, em Triunfo-RS, uma nova resina de polietileno endereçada ao mercado de tubos e adutoras, empreendimento que absorveu um total de R$ 16 milhões, distribuídos nos ensaios, nas plantas-piloto da empresa e na adequação da planta industrial para o início da produção.

A petroquímica informa que utilizou um novo sistema em seu processo, que resultou em um polímero com uma performance superior. Como resultado, a fabricante estima uma durabilidade dobrada para as peças moldadas com a nova resina: de 100 anos em tubos de pressão, contra 50 anos da resina utilizada anteriormente.

As melhorias das propriedades mecânicas – creep (deformação a frio sobre tensão), resistência ao impacto e à propagação rápida de rasgo – garantem ao novo grade de polietileno o atendimento de todas as normas vigentes utilizadas no segmento (ISO, DIN, EN e NBR).

Além do PAC2, a empresa também visa a atender à crescente solicitação por esse tipo específico de resina, demandada pelo programa do governo federal Saneamento para Todos, planejado para melhorar as condições de saúde da população, reduzindo os déficits nos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

A resina se destina principalmente para a fabricação de tubos para redes de distribuição de água e de gás natural, de transporte de polpa de minério, de petróleo, redes de esgoto e adutoras.

Além das companhias de saneamento e abastecimento de água (Sabesp, em SP, DMAE, no RS, e Copasa, em MG), empresas como Vale, Petrobras e Odebrecht estão entre os usuários finais dos materiais. Os principais clientes da Braskem que utilizam a resina para fabricação dos tubos são Tigre, FGS, Kanaflex, Majestic e Polierg.

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