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Notícias: Lanxess converte produção para suprir demanda de pneu verde

Maria Aparecida de Sino Reto
5 de julho de 2013
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    O discurso de Breuers reforçou a confiança no potencial de crescimento dos negócios da empresa no país. Segundo informou, os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) contabilizam 25% das vendas da Lanxess − o Brasil, que representava menos de 1% das vendas globais da companhia em 2005, já equivalia a 10% do total, em 2011. Os dados do ano passado ainda não foram finalizados. “Nossa decisão de investir no Brasil tem sido recompensada com grande sucesso”, declarou.

    As iniciativas envolvendo o conceito de mobilidade verde, informou, equivalem a 17% das vendas do grupo. Nesse contexto, os pneus de alto desempenho tendem a uma forte expansão. Breuers projeta crescimento de 77% entre 2010 e 2015. “Há claramente uma tendência global e entre os fatores dessa tendência estão os requisitos governamentais por melhor eficiência de combustível e emissões, incluindo a rotulagem obrigatória de pneus. Isso indica que os pneus de melhor eficiência de combustível com baixa resistência de rolagem substituirão os pneus regulares e devem se tornar padrão”, aposta Breuers.

    O presidente da Lanxess no Brasil destacou os pontos positivos do país que sustentam a confiança da empresa e apontou a evolução da companhia nos últimos anos no mercado nacional. Reforçou o avanço conquistado pela filial brasileira, atualmente representada por cinco unidades produtivas, distribuídas em Cabo de Santo Agostinho-PE, Porto Feliz-SP, Duque de Caxias-RJ e Triunfo-RS (duas), que juntas somam uma capacidade de 450 mil toneladas anuais, além de dois laboratórios de pesquisa e desenvolvimento.

    “A Lanxess já investiu um bilhão de dólares no Brasil até hoje”, ressaltou Lacerda. Esse montante inclui a aquisição da Petroflex, em 2008, e da DSM Elastômeros, em 2011; aportes para a produção de EPDM com eteno baseado em fonte renovável; expansão de capacidade produtiva de borrachas de alto desempenho na unidade de Cabo, duas novas plantas em Porto Feliz (plásticos de alta tecnologia e bladders) e ainda uma usina de cogeração de energia (movida a bagaço de cana) na unidade de Porto Feliz. “A Petroflex representa a maior aquisição da organização mundialmente até hoje”, enfatizou Lacerda, que ainda apontou o novo investimento programado para converter a produção de E-SBR para S-SBR em Triunfo como – compromisso claro com o futuro das nossas plantas e nossos colaboradores no Brasil”.

    A expansão de capacidade produtiva das borrachas de alto desempenho S-SBR e Nd-PBR levada a cabo nos últimos anos em âmbito global dá o tom da importância dos pneus verdes para a empresa. Além de investimentos em desgargalamentos nas unidades alemã (Dormagen), americana (Orange) e brasileira (Cabo de Santo Agostinho), que resultaram em aumento de 70 mil toneladas anuais nas capacidades produtivas dessas borrachas de alto desempenho, no ano passado a empresa iniciou a construção de uma nova fábrica de 140 mil toneladas anuais de Nd-PBR em Cingapura, que deve atender em especial à demanda crescente da indústria asiática de pneus, com início de operações previsto para o primeiro semestre de 2015.



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