Borracha

Notícias: Lanxess converte produção para suprir demanda de pneu verde

Maria Aparecida de Sino Reto
5 de julho de 2013
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    A crença no forte potencial de demanda para os pneus “verdes” no país, sinônimo de menos emissões de CO2 no meio ambiente, por maior eficiência de combustível, conduziu a Lanxess à decisão de investir 80 milhões de euros (R$ 208 milhões) para converter a atual produção de borracha de estireno butadieno em emulsão (E-SBR), em Triunfo-RS, utilizada em pneus padrão, para borracha de estireno butadieno em solução (S-SBR), empregada na moldagem daqueles que aliam melhor desempenho no uso e no cuidado com o planeta. A comunicação do aporte foi feita em evento que contou com a presença do presidente da Lanxess no Brasil, Marcelo Lacerda; do líder global da unidade Performance Butadiene Rubbers, Joachim Grub; e do membro do conselho administrativo, Werner Breuers. A conversão é inédita, segundo informaram os executivos.

    Plástico Moderno, Pneus verdes economizam combustível e emitem menos CO2

    Pneus verdes economizam combustível e emitem menos CO2

    De acordo com o cronograma da empresa, a atual capacidade instalada de E-SBR, de 110 mil toneladas anuais, será totalmente convertida para a produção da borracha em solução até o final de 2014. A emulsão continuará sendo produzida na unidade de Duque de Caxias-RJ, onde a empresa assegura dispor de capacidade suficiente para suprir toda a demanda nacional, preferindo, no entanto, resguardar-se de informar volumes. Uma das maiores fabricantes mundiais de borrachas de alto desempenho, com capacidade de mais de 900 mil toneladas anuais de borrachas de butadieno e de estireno butadieno, a empresa aposta alto no conceito de mobilidade verde (transporte sustentável) e pretende liderar o fornecimento de matérias-primas para a produção de pneus em acordo com os parâmetros exigidos pelo novo sistema de rotulagem (Tire Labeling) adotado pela comunidade europeia, desde novembro do ano passado, e modelo a ser seguido pela indústria brasileira.

    A etiquetagem de pneus, um selo de eficiência com o objetivo de ranquear o desempenho do produto em diversos itens, como eficiência de combustível (medida pela resistência ao rolamento), aderência à pista molhada (sinônimo de segurança), emissão de ruídos e outros, deve ser posta em prática no país no segundo semestre de 2016.

    Por seu elevado desempenho, os pneus “verdes” recebem as melhores classificações (A e duplo A). Um pneu dessa categoria precisa cumprir requisitos imprescindíveis, uma combinação de propriedades-chaves batizada de “triângulo mágico”: resistência à abrasão, à pista molhada e resistência ao rolamento – características conferidas pelas borrachas de alto desempenho.

    O duplo A se refere à classificação conquistada por um pneu conceito, desenvolvido pela Lanxess, na Alemanha, no ano passado, e testado pela TÜD SÜD, uma das principais organizações independentes de serviços técnicos do mundo. Esse pneu resulta de tecnologia de borrachas de última geração, com aditivos para atingir uma classificação A tanto para resistência à rolagem quanto para aderência em piso molhado, em acordo com as regras de rotulagem europeias. Segundo informa a empresa, esse é um dos primeiros pneus do mundo a alcançar uma classificação AA.

    Embora os pneus “verdes” sejam produzidos com insumos derivados do petróleo, o ganho ambiental é gerado pela economia no consumo de combustível, sinônimo de menos emissões de gases poluentes. As principais matérias-primas para fabricação desses pneumáticos são a S-SBR e a Nd-PBR (borracha de polibutadieno de alto cis com catalisador neodímio), classificadas por Grub como “nossas joias da coroa.” Os preciosos insumos, em suas estimativas, devem crescer, em termos globais, à ordem de 10% ao ano até 2017.

    As borrachas de Nd-PBR possuem propriedades diferenciadas: altíssimo peso molecular, nível de resiliência em torno de 67%, baixa dissipação de energia e excelente resistência à abrasão. Segundo a fabricante, o produto confere vantagens na resistência ao rolamento e na fricção. Além disso, a modificação química na cadeia do PBR alia excelentes propriedades e ótima processabilidade.

    As borrachas S-SBR de alto desempenho, garantido por funcionalização contínua em final de cadeia, oferecem resistência expressiva ao rolamento e são compatíveis com reforços. A acoplagem de Nd-PBR aos S-SBR confere todos os requisitos exigidos pelas normas estabelecidas na etiquetagem. Grub ressaltou que, juntos, esses dois tipos de borracha premium possibilitam a fabricação de pneus com melhor eficiência de combustível sem sacrificar segurança e durabilidade.

    A S-SBR entra principalmente na composição da banda de rodagem dos pneus verdes, enquanto a Nd-PBR se aplica à banda de rodagem e laterais. Ambas contribuem para elevar a eficácia de combustível do pneumático, reduzindo a resistência à rolagem. Particularmente, a S-SBR melhora a aderência em pisos molhados; e a Nd-PBR contribui com resistência à abrasão, elevando a durabilidade do pneu. “Quando o sistema de rotulagem entrar em vigor no Brasil, em 2016, nossa experiência neste campo nos possibilitará oferecer excepcional suporte técnico aos nossos clientes”, disse Grub, justificando a decisão de investir na conversão tecnológica.


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