Importações em alta dificultam maior avanço da transformação

O último levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), divulgado no seu boletim econômico Econoplast, dá conta de que a produção do setor de transformados plásticos cresceu 2,6% de janeiro a agosto de 2013, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo a Abiplast, a recuperação no mercado de laminados (+6,57%) e o bom desempenho de artefatos diversos (+3,76%), fornecidos principalmente para a indústria automotiva, sustentaram o resultado positivo.

O setor de embalagens oscilou pouquíssimo, subiu apenas 0,21%.

A produção de agosto praticamente manteve o patamar de julho, com crescimento de 0,39%, neste caso favorecido pelo desempenho dos “artefatos diversos”, já que os segmentos de laminados e embalagens encolheram no período.

Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, a produção cresceu 2,42%.

O setor de transformados plásticos gerou 7,3 mil novos empregos nos primeiros oito meses do ano, totalizando, até agosto, 355,1 mil trabalhadores.

De acordo com a Abiplast, o nível de emprego no setor vem se recuperando ao longo do ano e já ultrapassou o número registrado em 2012.

Com desempenho inferior ao conquistado pela indústria de transformação brasileira, a de transformação de plástico conseguiu aumentar sua produtividade em apenas 0,64%.

O consumo aparente brasileiro de transformados plásticos atingiu R$ 41,9 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, valor 11,2% superior ao realizado em 2012.

Considerando só agosto deste ano, o valor alcançado foi de R$ 5,4 bilhões, montante 1,5% acima de agosto de 2012.

Velho fantasma do setor, o déficit na balança comercial não para de evoluir.

O acumulado no período cresceu 13,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, totalizando US$ 1,6 bilhão.

Enquanto as exportações registraram meros 0,08% a mais, totalizando US$ 914 milhões, as importações tiveram alta de 8,2%, atingindo US$ 2,5 bilhões.

O coeficiente de importação foi de 14,5%, enquanto as exportações representaram 6,2% do volume produzido.

Em volume, a balança mostra um déficit de 320 mil toneladas, quantidade 7,25% superior ao do período anterior.

As importações chegaram a 484 mil toneladas (alta de 5,7%), enquanto as vendas ao mercado externo ficaram em 163,9 mil toneladas, equivalentes a apenas 2,9% a mais.

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