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Notícias – Husky estuda fábrica na América Latina

Simone Ferro
29 de setembro de 2007
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    Definir a localização e a viabilidade de instalar uma fábrica na América Latina estão entre os projetos da Husky Injection Molding Systems, um dos maiores players mundiais de máquinas injetoras e moldes para a indústria plástica. Até 2008, esse e outros projetos, alguns não divulgados, deverão ser concluídos. Dividida em quatro segmentos – PET, embalagens, automotivo e câmara quente –, a Husky quer ampliar sua participação no mercado latino-americano.

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    Seabra será articulador da América Latina

    Parte dessa estratégia será conduzida pelo executivo Fábio Seabra. A caminho de Miami, nos Estados Unidos, sua base a partir de novembro, Seabra se prepara para assumir novos desafios como diretor da Unidade de Negócios de Packaging na América Latina. Nos últimos sete anos, respondeu pela direção geral da Husky do Brasil, sediada em Jundiaí-SP.

    A mudança de Jundiaí para Miami e sua nomeação para o cargo recém-criado fazem parte da nova estratégia de atuação da companhia. “Há muitos projetos em análise, mas tudo vai depender do desempenho do mercado nos próximos meses.” Seabra preferiu não comentar sobre as chances de o Brasil receber os investimentos programados e deu indícios de que o México também é forte candidato.

    Os dois países abrigam centros técnicos, além de escritórios de vendas. A Husky possui 19 centros técnicos e 40 escritórios comerciais que negociam com mais de cem países. Na América Latina, além de México e Brasil, a empresa tem escritórios na Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela. O centro de fabricação avançada de máquinas, moldes, robótica e componentes fica no Canadá. As demais fábricas estão nos Estados Unidos, Luxemburgo e China.

    As mudanças anunciadas pela Husky incluíram ainda a extinção do cargo de diretor-geral da Husky do Brasil. A partir de agora, as funções ocupadas por Seabra serão incorporadas pelo gerente regional do Cone Sul, Pablo Almazan, que já atende a Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia, e está sediado em Buenos Aires.
    A principal função de Seabra será a de estruturar os negócios de embalagens, tampas, baldes, caixas, entre outros, com o objetivo de apresentar soluções integradas a fim de facilitar a comunicação entre as diversas unidades da companhia na América Latina.
    Com isso, projetos e experiências bem sucedidos serão compartilhados de forma ágil e rápida. “Muitas vezes a solução encontrada para um cliente no México atende às necessidades de outro na Argentina e essa interligação não está tão fluída como deveria. Sempre que possível, vamos alinhar o mercado latino-americano”, explica Seabra.

    Estratégias diferenciadas – Embora a engenharia Husky seja igual no mundo todo e muitos projetos possam ser alinhados e compartilhados, Seabra vai lidar com as especificidades de cada mercado. No México, em torno de 70% das garrafas PET são de 500 ml e 600 ml, e há estudos para o uso de roscas menores. No Brasil, os vasilhames de 2 litros representam o maior volume. “Existe a necessidade de adaptações visando suprir as características de cada país.”

    Na avaliação de Seabra, Brasil e México demandarão mais atenção, seguidos pela Venezuela e Colômbia. “O Brasil tem grande potencial de crescimento e muitas tecnologias para serem implantadas. Recursos já empregados em outros mercados e que aqui ainda não emplacaram.”

    Seabra será responsável também pela introdução de novas tecnologias no segmento de injeção plástica. “O principal desafio, no entanto, é aumentar a participação da companhia no mercado latino-americano e conduzir de forma consistente essa evolução.”A América Latina responde por cerca de 15% do faturamento mundial da Husky, que, em 2006, alcançou US$ 1 bilhão. O Brasil representa 20% do total faturado na região. O segmento de câmaras quentes, importante braço de atuação da Husky no País, participa com algo entre 20% e 25% das vendas brasileiras. “A nacionalização desse item chega a 80%, permitindo o Finame.”

    O segmento de câmaras quentes está tão aquecido no Brasil que a expectativa é de dobrar o faturamento em 2007, enquanto a unidade brasileira de forma geral deve registrar crescimento em torno de 15%. “A Husky vai manter o crescimento no setor de fabricação de câmaras quentes, que começou em 2004 e vem dobrando a cada ano. Além disso, pretendemos aumentar a participação no mercado automotivo e packaging, e consolidar a liderança nos sistemas de pré-formas PET”, afirma.Seabra tem catorze anos de experiência no setor. Formado em engenharia de produção, possui especializações nas Universidades de Mi­­­chi­gan, Wharton e Ivey School of Business e, desde 2005, é presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

     

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