Notícias

31 de agosto de 2007

Notícias – Fibra de curauá substitui a de vidro

Mais artigos por »
Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A GE Plastics South America, subsidiária brasileira da GE Plastics, divisão da General Electric recentemente adquirida pelo grupo saudita Saudi Basic Industries Corporation (Sabic), entrou com pedido de depósito de patente internacional para um composto termoplástico de poliamida 6 com fibra natural de curauá, originário da região amazônica, em substituição à fibra de vidro. O desenvolvimento resulta de estudo feito em conjunto com o grupo de pesquisas do prof. dr. Marco-Aurélio De Paoli, do Instituto de Química da Unicamp, que compartilha em partes iguais com a GE Plastics os direitos da patente.

    Segundo explicações de Edson R. Simielli, diretor de marketing para a América Latina, a fibra de vidro deixa de ser utilizada e a de curauá substitui, ainda, de 20% a 30% da resina, como um todo. Com propriedades mecânicas e térmicas semelhantes às da PA 6 reforçada com fibra de vidro, o novo composto oferece como vantagem adicional menor densidade (ao redor de 15%), diferencial que a indústria automotiva deverá apreciar bastante.

    Plástico Moderno, Notícias - Fibra de curauá substitui a de vidro

    Planta possui elevada resistência mecânica

    Outro benefício é de ordem ecológica, aspecto muito valorizado nos tempos atuais: quando incinerado, o produto não deixa resíduos posto que o curauá é um material orgânico, ao contrário da fibra de vidro, uma substância inorgânica. A planta curauá é comum na região amazônica, em especial no estado do Pará, onde tem largo uso na fabricação de cordas e redes, por sua elevada resistência mecânica.

    Outro ponto a favor do novo composto fica por conta dos recursos economizados no processo de moldagem, pois, enquanto a fibra de vidro confere aos compostos abrasividade e, por conseqüência, provoca maior desgaste dos moldes e roscas, o novo produto à base de fibra de curauá preserva mais essas ferramentas e, portanto, reduz custos.

    O projeto começou em meados de 2004 e constitui o primeiro depósito de uma patente em nível mundial do Centro de Tecnologia da GE Plastics de Campinas, em São Paulo, onde a empresa tem seu parque industrial.

    O novo produto tem amplo potencial de aplicação: todas as que atualmente empregam o composto de PA convencionalmente reforçado com fibra de vidro, como peças e componentes das indústrias automobilística e eletroeletrônica, entre outras. “No futuro e com o suporte da LNP, dos Estados Unidos, outras resinas poderão ser utilizadas”, conclui Simielli.

    Consumo aparente de resinas cresce 2,15%

    Durante o primeiro semestre deste ano, o total da produção e importação de resinas termoplásticas no País aumentou 2,15% em relação ao mesmo período em 2006, o que significa que o chamado consumo aparente das resinas termoplásticas – resultado do total da produção mais a importação, menos a exportação – atingiu volume superior a 2,1 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2007, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

    Esse desempenho positivo deverá se manter durante o segundo semestre, prevê o coordenador da comissão setorial de resinas termoplásticas da Abiquim, José Ricardo Roriz Coelho, independentemente da elevação nos custos das matérias-primas petroquímicas. Roriz arrisca antecipar que o segmento de resinas termoplásticas feche o ano com crescimento entre 8% e 10%, graças ao aumento que está se verificando no consumo de produtos da linha branca, materiais usados na construção civil, carros e embalagens.

    O levantamento completo da Comissão Termoplástica da Abiquim reúne o polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), polietileno de alta densidade (PEAD), polipropileno (PP), poliestireno (PS), cloretos de polivinila (PVC) e copolímero de etileno e acetato de vinila (EVA). Entre janeiro e junho de 2007 foram produzidas mais de 2,4 milhões de toneladas de resinas termoplásticas – 5,69% a mais em relação ao mesmo espaço de tempo em 2006. No mesmo período comparativo, as vendas do mercado interno superaram 1,7 milhão de toneladas, ou seja, aumentaram 3,78%, enquanto as exportações cresceram 26,82% (626,5 mil toneladas) e as importações tiveram o volume 17,03% maior (324,4 mil toneladas).                  Hilton Libos

    Empresa italiana lança novos compostos no País

    Subsidiária da tradicional fabricante européia de compostos termoplásticos especiais, sediada na Itália, a Lati Termoplásticos do Brasil Ltda. anuncia o lançamento no mercado sul-americano do Latigray, um composto com barreira aos raios X, e do Latigloss, com alto teor de fibra de vidro e bom acabamento superficial. O primeiro beneficia em particular a área médica, por sua proteção às ondas deletérias. O outro atende aplicações que querem a associação de alto desempenho mecânico e superfícies bem-acabadas. Os compostos Latigray são produzidos com fibras capazes de conferir excelente barreira à radiação e se destinam ao processo de injeção de peças de proteção. Chamados de radiopacos, esses produtos têm por resinas bases o polipropileno, a poliamida e outros polímeros de alto desempenho, como o polissulfeto de fenileno e o poliéter-éter-cetona. A barreira aos raios nocivos é obtida com a incorporação de fibras de cerâmica, óxidos de metal, filtros minerais e metais ecoeficientes como tungstênio. A opacidade aos raios X assegura efeito de blindagem comparável ao chumbo e a outros metais, informa o fabricante.

    Por seu domínio técnico no processo por injeção, a Lati oferece esses compostos para moldagem de peças com geometrias especiais. Segundo o fabricante, as características de proteção do composto podem ter os efeitos de blindagem otimizados de acordo com as necessidades por meio de seleção do tipo e concentração de reforço adicionada à matriz termoplástica. Desse modo, a empresa pode produzir compostos opacos de raios X com cargas minerais especiais e cerâmicas, até grades com fibras de aço ou tungstênio, de barreira total. De acordo com o tipo de reforço, os compostos podem ser coloridos e otimizados em suas propriedades mecânicas e térmicas. Conforme informações da Lati, é possível atingir a mesma eficiência e contraste em espessuras similares àquela da mesma peça fabricada em metal, sem a necessidade de su-
    perdimensionamento ou grandes modificações de design e engenharia. O processo de injeção é o mesmo das resinas reforçadas convencionais e não requer ferramentais diferenciados.

    A família Latigloss, com bases de poliamida 6 e 6.6, chega ao mercado com a proposta de assegurar excelentes propriedades mecânicas aliadas a resultados estéticos que outros compostos disponíveis no mercado são incapazes de oferecer. Segundo o fabricante, a superfície das peças injetadas com o composto é polida, brilhante e homogênea, sem qualquer resquício dos reforços de fibra. A novidade proporciona redução de custos com processos de acabamento como pintura e abre campo para novas aplicações.                                                                  M. A. S. R.  

    Dow promete TPUs com melhor desempenho

    Dow promete lançar no mercado, ainda neste ano, nova família de elastômeros termoplásticos de poliuretano (TPUs) com menor índice de amarelamento, que será comercializada sob a marca Pellethane. Além de melhor desempenho de cor entre os produtos da categoria, a linha deverá proporcionar ainda vantagens estéticas, melhor resistência às intempéries e melhor processamento.

    De acordo com o fabricante, os novos grades combinarão transparência e resistência à abrasão e à tração, além de maior resistência química. Outras propriedades ressaltadas ficam por conta da melhor homogeneidade de cor nos produtos acabados, redução de custos (menor necessidade de estabilizadores ultravioleta) e melhor estabilidade térmica para aplicações sob temperaturas mais elevadas. Entre as aplicações, o produto atende o setor automotivo, o de consumo, o de embalagens, o de calçados e o de fios e cabos, entre outros.

    Ionômeros – A família de poliolefinas funcionalizadas, comercializadas sob a marca Amplify, também foi contemplada com novidades. Trata-se da nova série Amplify IO, ionômeros que combinam alto desempenho, processabilidade (por injeção, extrusão de filmes e revestimentos) e custo atraente para aplicações em embalagens para alimentos, médicas, itens de varejo, bens duráveis e, ainda, como modificadores de impacto para o náilon.

    Entre as principais características, o fabricante destaca excepcionais propriedades ópticas, propiciando ao produto acabado ótima aparência; excelente termoformabilidade, graças à alta resistência de fundido; alta resistência ao impacto, abrasão e riscos; adesão ao polietileno, náilon, metais e vidro; e excepcional processabilidade na extrusão. A família Amplify dispõe também das séries EA (copolímeros de etileno-etil acrilato) e GR (poliolefinas grafitizadas com anidrido maléico).  M. A. S. R.

     

    Leia a reportagem principal:

    Saiba mais:



    Compartilhe esta página








      1. preciso de um conhecimento mais aprofundado, sobre todos os conhecimento dessa moderna amazônica… tenho um grande projeto a ser lançado no mercado, tenho certeza que vai ser um sucesso no brasil e no mundo… só preciso de um empresário…


        • Ápiode Aviz Sarmento

          projeto com um custo baixo, tem lucro alto, é essa minha dedicação, jogar produtos no mercado com alta evolução de aceitação, meu sonho um dia vai ser realizado…



      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *