Feira para setor de embalagens foca aumento de competitividade

A 3ª Semana Internacional de Máquinas e Equipamentos para Embalagem e Impressão, realizada de 12 a 16 de março, no Anhembi, em São Paulo, pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, exibiu aos convertedores de todo o país e do exterior as mais recentes novidades em máquinas e equipamentos, projetados para tornar mais produtiva e versátil a fabricação de embalagens plásticas.

Reconhecida por reunir três grandes eventos, a BrasilPack (8ª edição), a Expográfica e a Flexo Latino América (4ª edição), a semana recebeu visitantes procedentes das mais diversas localidades, e afoitos por inovações capazes de deixar suas empresas mais competitivas.

Em pleno funcionamento durante a exposição, a extrusora tubular de filmes em monocamada de polietileno da linha Compact, modelo 45 mm, da HGR, foi uma das grandes atrações dos eventos.

Configurada com acessório “bifluxo” e com bobinador automático, a máquina, exibida em feira pela primeira vez, surpreendeu pelos ganhos em produtividade, podendo alcançar até 55 kg/hora, em se tratando da produção de filmes de baixa densidade linear, e 35 kg/hora, quando da extrusão de filmes de alta densidade.

De acordo com Ricardo Rodrigues, diretor comercial da HGR, trata-se da única máquina da categoria que já sai de fábrica equipada com o acessório “bifluxo”. Graças ao licenciamento tecnológico feito pela HGR com a fabricante do Canadá, o acessório consta da máquina e já vem sendo produzido há pouco mais de um ano no Brasil.

Plástico, Ricardo Rodrigues, diretor comercial da HGR, Notícias - Feira para setor de embalagens foca aumento de competitividade
Ganhos com o acessório bifluxo na extrusora Compact (ao lado), que sai com ele de fábrica, compensa o pequeno custo adicional, na opinião de Rodrigues

“Na versão standard, o acessório bifluxo resulta em pequeno acréscimo, de apenas R$ 30 mil, em relação ao valor da máquina, um custo adicional praticamente irrisório, se considerarmos a produtividade imbatível oferecida por esse tipo de equipamento e a maior qualidade dos filmes fabricados com a sobreposição de duas camadas (A+A), o que eleva a resistência mecânica de todo o material produzido”, afirmou Rodrigues.

A capacidade da máquina para produzir filmes de polietileno para embalagens com fundo estrela, filmes termoencolhíveis e filmes para linhas de empacotamento automático, entre outros, torna-se ainda mais vantajosa pela presença de bobinador monoponto e de cabeçote em espiral, deixando-a mais funcional e versátil para atender a uma ampla gama de aplicações exigidas dos convertedores.

“A nossa intenção com a linha Compact é fidelizar de vez os nossos clientes”, afirmou o diretor da HGR.

A grande vantagem oferecida pela sobreposição de camadas dos filmes é que, a partir de uma extrusora monocamada, consegue-se produzir filmes com características semelhantes às daqueles produzidos por coextrusão, podendo-se sobrepor filmes com até seis mícrons de espessura de parede, o que irá resultar em filmes até 12 mícrons, em se tratando do uso das resinas de polietileno de alta densidade, bem como filmes com espessuras até 50 mícrons, formado pela sobreposição de duas camadas, cada qual com 25 mícrons, no caso do processamento de resinas de baixa densidade linear.

Sopro premium – Os visitantes da exposição deste ano também tiveram parada obrigatória no estande da Romi.

O tradicional fabricante nacional de injetoras e máquinas-ferramenta lançou na feira a sopradora Premium Full para frascos de polietileno e polipropileno com capacidade para até cinco litros, e cujo maior diferencial está no novo painel de comando.

De fabricação austríaca (B&R), o novo comando confere à máquina a capacidade de exercer maior controle sobre a espessura de parede dos frascos soprados.

Contando também com programador de parison, que permite até 512 pontos de programação, a nova máquina prima pela versatilidade e maior qualidade dos frascos soprados, oferecendo controle individual de temperatura e baixo consumo energético.

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Amorim: Série Premium (ao lado) atende produção de frascos menores

A Romi também levou para a exposição um modelo consagrado para sopro de PET. Trata-se da máquina PET 230 para sopro de garrafas PET até três litros, com molde para duas cavidades, e que alcança alta produtividade até 2.500 garrafas/hora de 500 ml.

Disponível ao mercado do sopro desde 2009, a PET 230, de acordo com Marcio Amorim, gerente comercial de sopradoras da Romi, oferece versatilidade, eficiência e alta produtividade.

A máquina é configurada com silo alimentador e com carregador automático de pré-formas, painel de comando B&R, e também com sistema de troca de moldes simplificado e rápido, apresenta ainda baixo consumo energético e baixo nível de ruído, atributos obrigatórios perante as atuais exigências de mercado.

As sopradoras para pré-formas da série Romi PET promovem as operações de estiramento e de fechamento contando com servomotor e redutor planetário e dispõem de controle de curso de abertura do molde via painel de comando/operação.

Já as sopradoras para termoplásticos da série Premium, destinadas à produção de embalagens menores, contam com extrusora e sistema hidráulico unificados, o que simplifica as adaptações às necessidades específicas de cada transformador.

Sem paradas – Um novo conceito em unidades de água gelada também pôde ser conhecido no estande da Refrisat.

Segundo o gerente de marketing da empresa, Ítalo Leme, trata-se da Sat-Eco, unidade de água gelada desenvolvida em sintonia com os princípios de maior responsabilidade ambiental, prevendo o uso de fluidos refrigerantes não-agressores à camada de ozônio e com componentes que favorecem o consumo energético reduzido, como em se tratando de compressores, condensadores, evaporadores, ventiladores e motores, e que propiciam reduzir o consumo de energia em até 30%.

Plástico, Ítalo Leme, gerente de marketing, Notícias - Feira para setor de embalagens foca aumento de competitividade
Leme exalta eficiência energética e uso de fluidos ambientalmente corretos na unidade de água gelada Sat-Eco (ao lado)

“A nossa prioridade é desenvolver equipamentos de alta eficiência energética, com controles e automações prevendo o uso de softwares desenvolvidos para CLP, e que proporcionam otimizar a programação horária e também o uso de fluidos refrigerantes ecológicos, além de sistemas de refrigeração compostos por compressores do tipo Scroll digital, que atuam em faixas controladas entre 10% e 100% e com componentes de condensação de gás, via condensador de alta eficiência”, explicou.

A empresa também desenvolveu controlador CLP que permite operações com circuitos de refrigeração independentes e o rodízio automático dos compressores.

“Também estamos oferecendo ao mercado uma solução inovadora denominada kit de revezamento automático, constituído por duas ou mais unidades de chiller que foram projetadas com sistema controlado via CLP para que uma unidade opere em reposição à outra”, acrescentou o gerente.

Útil para a realização de manutenções preventivas e corretivas, esse kit pode ser programado para operar manual e automaticamente, atuando por revezamento por horas produtivas ou por falhas, garantindo a continuidade do processo e a segurança em qualquer situação de emergência.

Compactos e funcionais– A Sunnyvale colocou em demonstração na feira vários equipamentos compactos e dedicados ao setor de embalagens plásticas.

Um deles é a embaladora/seladora automática LA 460 para filmes termoencolhíveis (shrink), com capacidade para embalar até 1,5 mil unidades/hora.

Na exposição, em conjunto com túnel de encolhimento, o equipamento embalou cadernos, mas o sistema, além de embalar livros, revistas, formulários etc., também permite embalar brinquedos, bebidas e até alimentos, desde que receba algumas adaptações, como lona sanitária e seja requisitado com estrutura de aço inoxidável.

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Sunnyvale mostrou seladora automática LA 460 para filmes termoencolhíveis

De várias representadas, como a Green Light, do Reino Unido, a empresa destacou a máquina que produz almofadas cheias de ar com o uso de filmes biodegradáveis e/ou compostáveis que, transformadas em embalagens secundárias, são utilizadas para proteger embalagens primárias.

Da Plast-Ties, outra representada, a Sunnyvale apresentou o aplicador de fitilhos semiautomático, capaz de fechar até 45 embalagens por minuto de produtos de panificação.

Entre as várias soluções próprias, a empresa também destacou a embaladora a vácuo compacta, de mesa, denominada Sunny 450. Construída com aço inoxidável e com bombas de vácuo Busch, essa embaladora visa a atender especialmente o setor de alimentos.

Como representante da Dr.Boy, da Alemanha, a empresa também divulgou as injetoras da série E. Equipadas com bombas acionadas por servomotor, que permitem controlar o fluxo hidráulico, reduzindo a necessidade de resfriamento do óleo e também o desgaste das bombas, essa tecnologia também propicia reduzir o nível de ruído, e ainda eleva a precisão da máquina e a sua velocidade, reduzindo o tempo de ciclo em aproximadamente 10%.

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Revisora israelense, exibida pela MegaSteel, detecta defeitos em bobinas

“As injetoras Dr.Boy são projetadas para trabalhos contínuos, durante 24 horas por dia, e podem ser equipadas com sistema de plastificação acionado por servomotor para reduzir os tempos de ciclo e fazer movimentos simultâneos”, destacou Valéria Mateus Fico, gerente de marketing da Sunnyvale.

Tais capacidades credenciam essas máquinas a operar em aplicações especiais, como em salas limpas nas indústrias farmacêuticas, eletrônicas e ópticas, e a processar elastômeros, LSR, pós metálicos e cerâmicos, entre outros.

Bobinas sem defeitos – O convertedor de embalagens que buscou um diferencial competitivo encontrou no estande da MegaStell uma solução mais do que bem-vinda para agilizar a produção. Ou seja, uma máquina que permite gerenciar a qualidade dos filmes impressos e laminados em bobinas.

Trata-se de revisora equipada com sistema de visão israelense que detecta defeitos de impressão e/ou de laminação nos filmes diretamente nas bobinas, como imperfeições em traços e tonalidades de cores impressas.

Lançada há pouco mais de seis meses, a máquina, exposta pela primeira vez, tornou-se alvo de interesse dos visitantes da feira, bem como de aquisição de muitos fabricantes e prestadores de serviços de impressão.

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A formadora VMSA, da Vacuum Machine, alcança 25 ciclos/min

“Já comercializamos 17 unidades de junho até agora para fabricantes de embalagens não só do Brasil, como também da Colômbia e do México, que ficaram muito bem impressionados com a agilidade e o controle de qualidade oferecidos por esse tipo de equipamento”, informou Alexandre Luis Messias, diretor da MegaStell, de Indaiatuba-SP.

Totalmente automática, a revisora alcança velocidades até 500 metros/minuto, acusa em laudo todas as falhas encontradas, garantindo bobinas com qualidade assegurada para a produção de embalagens.

Configurada com rebobinadeira e cortadeira, a máquina, ao detectar as falhas, faz com que o filme retroceda, emitindo sinal para o comando de operação de corte da parte com defeito, para posterior emenda com fitas adesivas, reiniciando, em seguida, o bobinamento do filme.

O visitante em busca de equipamentos para vacuum forming também encontrou no estande da Vacuum Machine, de Mairiporã-SP, uma máquina semiautomática cuja principal característica é poder trabalhar com chapas e bobinas e, a depender da configuração, termoformar embalagens com até 15 mm de espessura.

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Laminadora de mantas de polietileno expandido foi destaque da Pronatec

De acordo com Rui Katsuno, diretor da Vacuum Machine, a produção com o modelo VMSA, exposto na feira, pode alcançar até 25 ciclos por minuto, e permite utilizar diferentes materiais, como PET, PVC e PS.

A formadora VMSA, da Vacuum Machine, alcança 25 ciclos/min Várias outras linhas também foram divulgadas pela empresa, como equipamentos automáticos de vacuum forming para formação de blisters, estojos, bandejas etc., e máquinas que trabalham exclusivamente com bobinas, além de termoformadoras também automáticas que formam e cortam numa única estação, procedendo ao empilhamento em outra estação.

Outras novidades expostas neste ano foram observadas no estande da Pronatec. A empresa, sediada em Jaraguá-SP, apresentou uma laminadora de mantas de polietileno expandido com outros materiais metalizados e também com krafts para as mais variadas aplicações, como em lajes no segmento da construção civil e em sistemas de refrigeração.

Bem mais completa, a linha oferecida pela empresa também traz máquinas e equipamentos para aquecimento e extrusão de PEBD, formando mantas de polietileno expandido, tubos e perfis, máquinas para corte e solda de plástico bolha e de mantas de PE expandido, bem como máquinas para extrusão/laminação e formação de filmes bolhas, fornecidos em bobinas.

Laminação solventless – No setor de impressão e laminação, o maior destaque na feira coube à laminadora solventless Ecoflex.

Em lançamento pela Feva, de Cotia-SP, o equipamento alcança velocidade de 300 metros por minuto, e opera com PE, PP, BOPP, PVC, entre outros materiais, produzindo embalagens laminadas de forma otimizada e sem desperdício de matérias-primas e insumos, como adesivos.

Segundo Monica Vivian Vaders Mora, diretora comercial da empresa, a mescla do adesivo com o catalisador, que somente ocorre no momento da aplicação e em quantidades suficientes e dosadas corretamente, é um dos diferenciais do novo equipamento.

Plástico, Monica Vivian Vaders Mora, diretora comercial , Notícias - Feira para setor de embalagens foca aumento de competitividade
Monica lançou a laminadora sem solvente Ecoflex (alto) que alcança até 300 m/min.

A Feva também levou para a exposição a montadora de clichê Vision III, equipamento que opera com materiais em larguras desde 800 mm até 1.400 mm.

Outro lançamento, nesse caso apenas divulgado, ficou por conta da máquina para corte e vinco totalmente concebida de acordo com os requisitos de segurança.

“Trata-se de um sistema automático e com alimentação manual, capaz de produzir entre 1.200 e 1.400 pastas plásticas do tipo polionda por hora, ou seja, um sistema eficiente e de alta produtividade que também passamos a incluir em nossa linha de equipamentos”, finalizou a diretora.

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