Feira de Milão antecipa novidade europeias

Os eventos realizados na Plast '09 e Ipack-Ima mostraram como a indústria de plásticos de velho continente pretende enfrentar a crise

Em contradição com a expectativa de um cenário econômico mundial caracterizado por reduzidas taxas de crescimento, os grandes nomes internacionais presentes na feira industrial de matérias plásticas apostam tudo na inovação tecnológica.

Apesar da balança comercial italiana do setor de máquinas e moldes para a indústria de plásticos e borracha ter registrado um significativo déficit em 2008, seus dirigentes mostraram entusiasmo e não perderam a oportunidade para exibir novidades e discutir as perspectivas e desafios deste mercado durante a Plast’09.

A feira, realizada na capital lombarda entre 24 e 28 de março, reuniu mais de 1.200 expositores, servindo como um termômetro de observação para verificar como a Europa reagirá às pressões de um ano que se prevê como difícil.

Em fevereiro deste ano, a Assocomaplast (Associazione Nazionale Costruttori di Macchine e Stampi per Materie Plastiche e Gomma) divulgou os resultados do setor no ano anterior; apontando uma queda de 3,4% nas exportações e um aumento de 1,9% nas importações.

A francesa Michelin, por exemplo, anunciou recentemente o fechamento de sua fábrica em Stura, Turim.

Não foi a primeira vez que uma feira internacionalmente reconhecida como a Plast abriu seus portões em uma época de turbulência na economia mundial, marcada por dificuldades de acesso ao crédito no sistema bancário e pela queda no volume de vendas no segmento de bens de consumo semiduráveis.

No entanto, a peculiaridade do evento reside no fato de que, atualmente, a economia mundial enfrenta mudanças não somente de ordem financeira. Meio ambiente, saúde e segurança assumem grande relevância no mercado de plásticos e também foram temas debatidos durante a última edição da feira.

Em sua 15° edição, a Plast ocorreu em um clima de sobriedade, dedicando mais de 60 mil metros quadrados à exposição de novidades, principalmente no que se refere a maquinários.

Os expositores, oriundos de mais de 43 países, também participaram de uma série de seminários sobre diversos temas como futuro sustentável, engenharia de polímeros, design criativo de embalagens de poliestireno expandido (EPS) e processabilidade de filmes de PVC.

A lista de inovações da feira também não desapontou os visitantes do evento. Somente no que se refere ao setor de máquinas e equipamentos foram exibidos mais de 3 mil itens.

Plástico Moderno, Notícias - Feira de Milão antecipa novidade europeias - Os eventos realizados na Plast '09 e Ipack-Ima mostraram como a indústria de plásticos de velho continente pretende enfrentar a crise
Evento reuniu expositores de mais de 43 países

A Italtech, por exemplo, uma empresa italiana líder na produção de prensas injetoras para modelagem de termoplásticos, apresentou a Newton – a sua nova série de prensas compactas de dois andares.

Segundo os executivos da empresa da Bréscia, os equipamentos variam entre 180 e 1.000 toneladas e garantem uma economia de 30% no consumo energético, graças à menor quantidade de óleo em circulação no produto, além de apresentar ciclos em vazio inferiores a 2,3 segundos.

“Estamos orgulhosos deste lançamento porque além de compacta, a série Newton também reduz os custos de manutenção”, declara Mirco Pegoraro, presidente da empresa.

Ainda sobre máquinas, a empresa Crizaf exibiu ao público o chamado “soft drop”. Trata-se de um novo sistema de aterrissagem para pré-formas de garrafas PET.

Segundo a empresa, a novidade assegura o transporte delicado das pré-formas da unidade produtiva até o sistema de movimentação automático para paletes, tipo octabin.

O sistema reduz significativamente os riscos de deteriorar o produto porque o seu deslocamento para o depósito é controlado por um sistema pneumático.

No âmbito de produtos, demonstrando que o respeito ao meio ambiente será uma constante na política empresarial europeia, a Sirci Gresintex anunciou na feira o início da primeira linha de produção italiana de tubos de PVC de grande diâmetro sem o emprego de metais pesados.

Os tubos destinados à rede de esgotos, de diâmetro de 1.000 mm, foram desenvolvidos graças a uma parceria com a Reagens e estão em conformidade com uma exigência prevista pela Comunidade Europeia.

A partir de 2015, a instituição vetará a fabricação de produtos que contenham metais pesados no velho continente.

A crescente atenção que os dirigentes empresariais e políticos europeus têm dedicado à indústria química para o desenvolvimento sustentável também incentiva pesquisadores a projetar novas soluções para a indústria de plásticos.

No segmento da chamada “química verde”, um dos anúncios mais observados durante a Plast’ 09 foi a série de resultados obtidos pelo Parque Científico e Tecnológico da Sicília sobre a biodegradabilidade de filmes plásticos agrícolas para cultivo protegido.

Em parceria com o instituto de pesquisas chinês IBFC, Antonino Catara, presidente do parque siciliano, colocou em evidência as características do copolímero de poliidroxialcanoato (PHA) obtido de óleos alimentares exaustos.

Segundo Catara, o material permite a substituição dos tradicionais filmes plásticos por aqueles produzidos mediante a utilização de papel reciclado ou com um tecido de fibras vegetais totalmente biodegradável.

Testes realizados pela faculdade de agronomia de Catânia demonstraram que, após a utilização do produto desenvolvido pelo parque siciliano, uma produção de pimentões registrou um incremento de 25%, enquanto que o cultivo de repolho cresceu ainda mais; em média, 50%.

Além disso, os testes com o polímero biodegradável também confirmaram a sua resistência e versatilidade, iguais ou superiores àqueles tipicamente atribuídos aos filmes de origem petroquímica.

Quanto à utilização do laser, a empresa RadiciGroup apresentou durante a feira dois novos grades de polibutileno tereftalato (PBT) resistentes à hidrólise: o Raditer B RV300 KB e o B ERV300T KB.
Particularmente indicados para as indústrias automotiva e eletroeletrônica, os dois grades superaram rigorosos testes, confirmando a superioridade dos novos PBT estabilizados contra a hidrólise.

Os produtores da RadiciGroup sustentam que os produtos são 60% mais resistentes à tração e apresentam excelente tenacidade e resistência ao impacto.

O produtor austríaco Borealis Group, por sua vez, destacou durante a feira um novo copolímero random de polipropileno destinado a aplicações de extrusão e embalagens tipo blister para a indústria farmacêutica.

Produzido em Burghausen (Alemanha), graças à reduzida presença de substâncias voláteis, o Bormed RE806CF permite a obtenção de filmes que se destacam pela sua pureza, brilho e baixa opacidade.

O produto também apresenta uma apreciável estabilidade térmica, com um ponto de fusão de 143ºC, conseguindo manter a sua elevada transparência durante e depois dos processos de esterilização a vapor.

Já a suíça Sulzer destacou durante o evento a Sulzer Mix Tip, uma série de bicos homogeneizadores para evitar irregularidades durante o processo de moldagem por injeção em máquinas de até 150 toneladas, a um custo reduzido.

A italiana Torninova, por sua vez, apresentou o sistema Coex Bubble 10 para a coextrusão de plástico bolha com dez camadas (ABCBA + ABCBA) com um efeito barreira, graças à presença de uma camada interior de poliamida 6, com garantia de permanência do ar no interior das “bolhinhas” por um período mais longo.

Segundo a empresa, em termos de resistência, um plástico bolha de 35 g/m2 produzido com coextrusão pode ser comparado àquele de 55 g/m2 realizado com monoextrusão, além de apresentar uma economia de mais de 30% nos custos relativos à matéria-prima e ainda a possibilidade de ser reutilizado.

O grupo de extrusão da Torninova articula-se em três unidades, respectivamente, para a camada de PE, para aquela de PA6 e para o adesivo.

Os três extrusores alimentam um bloco de coextrusão (feed block) de última geração, com geometria variável e o painel de controle principal dotado de um software de supervisão controlado por meio de um touch screen para a gestão completa do sistema e do processo produtivo.

Outro sinal inegável do sucesso da Plast’09 é o fato do evento ter enfrentado a concorrência da Ipack-Ima, Grafitalia e Converflex, outra feira internacional de embalagens que, este ano, foi realizada simultaneamente à tradicional feira do plástico, e na mesma cidade de Milão.

Durante cinco dias, a Ipack-Ima reuniu 2.100 expositores e foi visitada por mais de 54 mil pessoas.

Entre as novidades apresentadas durante a feira, a empresa Manuli Stretch destacou filmes em PELBD e um novo filme extensível oxibiodegradável que em específicas condições ambientais se degrada em óxido de carbônio, água e biomassa.

A Sabalpack, por sua vez, apresentou a “Tray & Bag”, uma embalagem que permanece em pé nas gôndolas dos supermercados e nas prateleiras de casa e valoriza o conteúdo do produto vendido.

Dirigido para o setor de alimentos, a Tray & Bag é uma dupla embalagem composta por uma cesta e uma bolsa de mão plástica, que garante maior visibilidade e também o frescor do produto.

Outra novidade que atraiu o interesse dos visitantes da Ipack-Ima foi apresentada pela Easypack Solutions; empresa vencedora do prêmio Design Quality da edição 2008 do “oscar” italiano das embalagens.

Junto com as empresas Lameplast e BB Packaging, a Easypack desenvolveu uma embalagem monodose com um original sistema de abertura. Projetada para abrigar de 2 a 20 ml de líquido, a embalagem, chamada easysnap, é pré-cortada.

Basta dobrá-la ao meio para abrir a embalagem com facilidade, evitando o desperdício de líquido e sem sujar as mãos.

Já a Leuenberg+C ressaltou durante a feira adesivos de base caseínica, a preços altamente competitivos e uma nova série de adesivos ecocompatíveis isentos de plastificantes e que respeitam as normativas em matéria de embalagem alimentar.

A grande vantagem desta linha de produtos é a sua capacidade de evitar o risco de migração de aditivos para o produto.

Superada a prova italiana, os próximos desafios da indústria europeia de plásticos serão a Hispack 2009, em Barcelona, a partir de 11 de maio, e o FIP – Forum International de Plasturgie, programado entre 16 e 19 de junho na cidade de Lyon, na França.

Seminário traça panorama e tendências do compósito

A Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco) aposta na propagação de conhecimento para aprimorar esse setor. Prova dessa postura se concretizou em 18 de março com a realização, em São Paulo, do seminário Cenário Brasileiro: Desafio e Perspectivas sobre Gestão de Crise.

As palestras abordaram o desempenho da indústria de compósitos em 2008 e as tendências dos mercados nacional e mundial para este ano.

Na ocasião, foram discutidos ainda os segmentos de transportes e o da construção civil, além de temas econômicos, como métodos para obtenção de financiamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e na Financiadora de Estudo e Projetos (Finep) e formas de planejar a empresa para 2009 e 2010.

O seminário começou com o gerente-executivo da Abmaco, Paulo Camata. Ele ressaltou alguns feitos recentes do setor, como o avanço das aplicações do compósito na construção civil, citando a fabricação de casas populares e de postos policiais, instalados em Brasília.

A aprovação, em 2008, de três normas na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em tubulação também foi encarada como comprovação do crescimento do material.

Em relação às oportunidades de mercado, destacou a bioengenharia, a indústria naval e a energia eólica – no caso desta última, enfatizou que o Brasil é um dos maiores exportadores de pás eólicas.

O gerente falou ainda sobre o interesse da entidade em investir no conhecimento. Como exemplos, apontou a atuação do Centro Tecnológico de Compósitos (Cetecom), que promove aulas de capacitação profissional; os cursos de especialização em compósitos adotados por três faculdades brasileiras e o lançamento do livro “Compósitos 1 – Materiais, Processos, Aplicações, Desempenhos e Tendências”.

Sobre o último tema, aproveitou para divulgar que uma segunda obra está sendo preparada e terá como foco processos e cases de sucesso.

Ao vislumbrar o futuro, enfatizou os planos da associação de ter representatividade em nível nacional, e o lançamento do primeiro Programa Abmaco de Qualidade.

Camata entende que um dos principais objetivos para os próximos anos se dará quanto à reciclabilidade do compósito. “O projeto reciclagem é o grande desafio para nós”, comentou. Segundo ele, hoje o setor perde R$ 90 milhões por ano, por causa do desperdício do material.

Por enquanto, dezessete empresas já fazem parte do Programa Nacional de Reciclagem, que prevê investimento de R$ 2 milhões.

Outro destaque da palestra se referiu ao PAQ Telhas, programa responsável pela certificação das telhas, conforme a norma ABNT NBR 140115.

“Nosso objetivo é elevar a qualidade do produto, com a implantação de um selo”, disse. Ao todo, também são dezessete empresas participantes.

Representando a diretoria da Abmaco, Luiz Orro discorreu sobre o mercado de transporte. Ele se recusou a dar os números de 2009. “É difícil falar, é tudo observação e tendência, com a possibilidade de falhas”, afirmou.

No entanto, está certo de que os dois anos anteriores foram bons parâmetros para o setor, sobretudo por causa do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), responsável por 80% do crescimento de 2007 e 2008, e porque o crédito sustentou os investimentos.

“A população C/D teve acesso ao crédito e movimentou o consumo”, completou. Na visão de Orro, porém, o cenário econômico global não irá melhorar até 2010, haverá redução de linhas de crédito e desaceleração do mercado mundial.

No caso brasileiro, o PAC deverá continuar funcionando como mola propulsora. “O PAC é uma possibilidade de solução para os próximos anos”, anunciou.

De acordo com ele, há um cenário vasto de oportunidades de negócios para o mercado dos compósitos. O sistema metroviário de São Paulo, por exemplo, apresenta o maior nível de ocupação do mundo, com 10 milhões de passageiros por linha.

No caso dos ônibus, esse é o sistema de transporte mais utilizado nas cidades brasileiras de grande e médio porte. Para se ter uma ideia do potencial do mercado, em unidade de ônibus, entre 2007 e 2008 houve crescimento de 12%.

Waldomiro Moreira, coordenador de vendas e marketing da divisão de resinas da Elekeiroz, optou por trazer à tona os temas tecnologia e sustentabilidade.

Para tanto, escolheu um case vencedor: o do Cenpes Petrobras, na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro.

Trata-se do projeto de um pavilhão para laboratório de realidade virtual – CRV – prospecção, extração e logística de transporte de óleo e gás em plataformas petrolíferas de alta profundidade.

De acordo com ele, os compósitos se mostraram a melhor alternativa, no quesito eficiência ecológica, como o material de menor consumo de energia e reduzida emissão de poluentes ao ambiente. O projeto existe há mais de dez anos, no entanto, agora está em fase de execução.

Para falar de financiamentos, a Abmaco chamou Flávio Fachinelli, da Intelligenza – Consultores Associados. Segundo ele, independentemente de se tratar do BNDES ou da Finep, o projeto deve conter uma boa ideia, expressa de forma clara e adequada.

Os itens parecem óbvios, mas o consultor enfatizou que muitos se esquecem de detalhes fáceis de serem percebidos. Também explicou ser importante saber quem o analisará, pois de acordo com o profissional em questão a linguagem varia.

É importante voltar atenções especiais ao balanço e aos balancetes, explicar as contas que apresentarem números fora do padrão e registrar projeções baseadas em dados confiáveis.

Em sua palestra, ele ofereceu ao público o que denominou de “Big Dicas”, como: reunir o máximo de informações possíveis no momento de formatar o projeto; conversar com o gerente da conta e solicitar informações sobre os itens financiáveis, e pensar no financiamento como um projeto de longo prazo, entre outros.

O consultor Marcio Danielewicz, da Analystem – Gestão em Produtividade, proferiu a palestra: Repensando sua empresa para 2009/2010”, na qual refletiu sobre a postura das empresas dentro do cenário econômico mundial e nacional.

Ele discorreu acerca da necessidade de a indústria rever e implantar um modelo de gestão eficaz, direcionado a resultados. Como síntese, deixou a mensagem:

“Não podemos esquecer que, em toda crise, os vencedores serão aqueles empresários e executivos antenados, que aproveitarão as oportunidades que, mesmo sendo poucas, existirão.”

Mercado – Mesmo com a proposta da Abmaco de manter contínuo o programa de disseminação do conhecimento sobre o compósito, esse setor não passou incólume à crise.

Essa indústria iniciou o ano com produção 30% abaixo da média do ano passado, mas para o presidente da Abmaco, Gilmar Lima, o mercado irá crescer a partir do segundo trimestre e deverá chegar a 190 mil toneladas até dezembro.

Segundo dados da associação, o segmento de materiais compósitos, no entanto, encerrou 2008 com crescimento de 13,3% em relação a 2007.

O faturamento do setor foi de R$ 2,22 bilhões perante R$ 1,96 bilhão no ano anterior, e a produção atingiu 184 mil toneladas, contra 158 mil toneladas.

De acordo com o gerente- executivo Camata, a previsão era de avançar 18%, porém a estimativa foi afetada pela crise.

Para encerrar 2009, ele é um pouco mais conservador, pois estima aumento de 4,8% em faturamento.

Até porque o desempenho do setor no primeiro trimestre de 2009 será 25,9% menor em relação a igual período do ano passado.

Ele previu que o setor de transporte pouco empolgará neste ano, com queda de 8%. A construção civil e a energia eólica, segundo projeção, tendem a manter os mesmos níveis.

O setor de transporte (automotivo, aéreo, marítimo e ferroviário) liderou a aplicação de compósitos, com 30%, em 2008.

Em segundo lugar, figurou a construção civil, com 26%, que usa o compósito na produção de coberturas, perfis, tanques, piscinas, caixas-d’água, banheiras e telhas, seguido por energia eólica (18%), náutico (9%), corrosão (8%), lazer (5%), elétrico (2%) e outros com 2%, de acordo com dados da Abmaco.

Texto: Renata Pachione

Abief elege nova diretoria e estabelece prioridades

A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) apresentou sua nova diretoria, no dia 7 de abril, em São Paulo. Sob a presidência de Alfredo Schmitt, o conselho de administração estará em exercício até 2011.

O empresário pretende dar continuidade às atividades executadas por Rogério Mani, presidente da entidade nas duas gestões anteriores: 2005/2007 e 2007/2009.

No discurso de posse, Schmitt, também diretor da FFS Filmes, do Rio Grande do Sul, ressaltou quatro questões principais de seu mandato.

Conquistar a isonomia do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria de transformação é uma delas. A entidade pleiteia isso há cerca de dois anos, pois enquanto as petroquímicas vendem as resinas com 5% de IPI, as empresas de embalagens flexíveis são tributadas em 15% sobre o valor de suas mercadorias.

As outras propostas estão relacionadas com a criação de uma plataforma de exportação para os produtos flexíveis e a tentativa de elevar o reconhecimento da cadeia petroquímica pela sociedade e pelo governo.

“Diversos setores da economia são chamados pelo governo para discutir soluções para seus problemas. Para nós, não oferecem nem cafezinho”, argumentou Schmitt.

O outro pilar de sua gestão será a defesa do plástico. De acordo com o novo presidente da Abief, a segunda e a terceira geração precisam mostrar as vantagens dos flexíveis e não apenas se defender dos ataques, sobretudo no aspecto ambiental.

Schmitt se diz confiante no futuro da indústria. Os segmentos dos supermercados e hipermercados devem crescer mais de 5%, neste ano, e a venda de embalagens, segundo sua previsão, acompanhará esse ritmo.

Em 2008, o setor registrou faturamento quase igual ao do ano anterior, de US$ 3 bilhões, e o volume de produção estima-se que tenha sido de 680 mil toneladas.

Texto: Renata Pachione

Leia Mais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios