Notícias – Expansão do setor de alimentos impulsiona negócios na Fispal

Maior exposição de embalagens, processos e sistemas logísticos para as indústrias de alimentos e de bebidas da América Latina, a 28ª Fispal Tecnologia reuniu neste ano mais de duas mil marcas apresentadas por centenas de expositores nacionais e internacionais, de 12 a 15 de junho, no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo. Organizada pela BTS Informa, essa edição contou com o prestígio de milhares de visitantes.

Vários resultados positivos confirmam que o setor de alimentos no Brasil vive um dos seus melhores momentos. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), o setor teve um acréscimo de 5% no faturamento em 2011, saltando de R$ 330,6 bilhões para R$ 383,3 bilhões, e as perspectivas de geração de novos negócios não ficam para trás, perante a estimativa de fechamento de R$ 4 milhões em novos contratos durante vários meses subsequentes à feira.

Outro bom indicador está na presença estrangeira. A ocupação dos pavilhões internacionais foi bem maior em 2012, em relação à última feira, com 35% de crescimento, e a presença de 146 expositores procedentes de 15 diferentes países (Alemanha, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Índia, Itália, México, Taiwan e Turquia).

Nesta edição, a Fispal Tecnologia também contou com a presença de expositores da Interpack, a maior feira do setor de embalagens do mundo, realizada em Düsseldorf, na Alemanha, que elegeram a Fispal Tecnologia como o principal canal de negócios nos setores de alimentos e de bebidas no Brasil.

Refrigeração mais potente – As expansões na produção e os altos níveis de refrigeração exigidos pelas indústrias não constituem um problema a solucionar para quem busca tecnologias mais potentes e eficientes para aplicação nesses setores. Isso porque a Piovan acaba de lançar uma nova linha de chillers de alta capacidade, para refrigerar processos em faixas desde 240 mil kcal/hora até 440 mil kcal/hora.

Em comparação com a linha antecessora, a empresa praticamente dobrou a capacidade de refrigeração e compactou mais os equipamentos, o que proporcionou reduzir o volume de gases ambientalmente amigáveis utilizados, como o R-407C, diminuindo em até 40% o seu consumo.

A eficiência energética também foi alvo de aprimoramento tecnológico. “Para oferecer maior sustentabilidade à produção, os novos chillers oferecem 20% de economia no consumo de energia em comparação com os sistemas convencionais”, informou Ricardo Prado Santos, vice-presidente para a América Latina da Piovan do Brasil.

Configurados em seis versões básicas, cada uma delas podendo receber adequações específicas a depender do tipo de aplicação, e analisados pela empresa caso a caso quanto à sua adequação, recomenda-se às indústrias que fabricam pré-formas de PET o emprego de sistemas condensados a água, uma vez que se torna mais vantajoso instalar chillers individuais como a forma mais eficiente de reduzir o consumo energético. Já os modelos condensados a ar costumam ser indicados para todos os casos de expansão na produção, e nos quais, porém, não se pretende fazer investimentos adicionais em torres, bombas e tubulações.

Além de chillers muito mais potentes, a Piovan também redesenhou a linha de dry-coolers para as aplicações que exigem maior rendimento. “Com isso, estamos podendo atender todos os setores da indústria do plástico, como também indústrias alimentícias, farmacêuticas, químicas, cosméticas, entre outras”, destacou o vice-presidente.

A grande procura industrial por equipamentos como dry-coolers, que proporcionam economia no consumo de água, podendo chegar, nos casos de substituição de torres de refrigeração, até a 90% de economia, motivou os últimos investimentos da Piovan na reengenharia de produto.

“Redimensionamos as máquinas, os trocadores e melhoramos a performance dos ventiladores, oferecendo às indústrias o maior número possível de opções para as aplicações em razão do crescimento da demanda”, comentou Santos.

Os dry-coolers, sob o ponto de vista de sustentabilidade e de evitar desperdícios nos processos de resfriamento, exercem uma função muito importante, mas que nem sempre é observada pelas empresas. O vice-presidente da Piovan explica: “Durante a utilização de uma torre de refrigeração, podemos mensurar uma evaporação entre 2% e 3% de água por hora em relação ao volume de água circulante, enquanto que, com o uso de dry-coolers, isso não ocorre. Se tomarmos como exemplo uma torre cuja vazão de água está em torno de 40 mil m 3 /hora, teremos 0,8 m 3 /hora sendo evaporado para a atmosfera, o equivalente a 800 litros/hora, o que, ao ano, eleva o desperdício para 7 mil m 3 /hora, o que equivale a 7 milhões de litros de água desperdiçados anualmente por esse sistema de refrigeração”, calculou Santos.

PET tem sopro mais veloz – Com molde de uma só cavidade, a nova sopradora de pré-formas de PET fabricada pela Romi, a PET 160, causou grande sensação entre os visitantes, pela sua robustez e alta produtividade, ao produzir pré-formas de 85 gramas para o sopro de 850 galões por hora de 5 litros para o acondicionamento de água mineral.

A gama de aplicações do modelo em exposição, porém, que pode chegar a galões até 6 litros, é bem mais ampla, e atende os fabricantes de pré-formas para garrafas ou frascos de PET para refrigerantes, óleos comestíveis, molhos, condimentos e produtos de higiene pessoal, cosméticos e higiene e limpeza, entre outros.

Dotada de comandos eletrônicos e softwares de última geração, a linha Romi PET, de acordo com Walder J. F. Alves, da área de vendas técnicas, conta com recursos avançados para programação, navegação e gerenciamento nos quatro modelos disponíveis (PET 130, PET 160, PET 230 e PET 425, sendo neste último com adicionais de transporte acionados por servomotor, placa expansora, sistema de extração e aquecimento por lâmpadas de infravermelho).

Produção de zíper também no Brasil – Com sete unidades industriais instaladas no mundo, nos Estados Unidos, Europa e Ásia, a Zip-Pak, empresa do grupo americano ITW (Illinois Tool Works), controlador de 700 unidades de negócios e com presença em 48 países, anunciou a construção da primeira fábrica em território brasileiro, em Cabreúva-SP.

De acordo com Daniel Richena, diretor comercial, o montante do investimento está sendo avaliado em US$ 12 milhões

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Sistema de fechamento zíper agrega valos às flexíveis

em maquinários e instalações para fornecer a solução de resselagem, ou sistema de fechamento zíper, também conhecido como zipado, para todos os convertedores de embalagens flexíveis do mercado brasileiro.

“A inauguração está prevista para outubro, mas as operações deverão ter início em janeiro de 2013”, antecipou Richena. A construção ocupará 5 mil m 2 e a partida da produção que será comercializada em bobinas terá início com duas linhas.

Funcionais, fáceis de abrir e fechar depois de abertas, as embalagens resseláveis permitem consumir os alimentos em vários momentos e quantidades, conservando sua qualidade mesmo depois de abrir as embalagens. São oferecidas em mais de 200 modelos patenteados com zíper, design e com sistemas integrados compatíveis com grande variedade de formatos, máquinas e aplicações.

“As tecnologias da ZipPak são recursos muito importantes para agregar valor às embalagens flexíveis e nossa divisão Zip-Pak Systems produz aplicadores de zíper especiais e tecnologias apropriadas aos fabricantes, convertedores e embaladores”, frisou Richena.

Um dos sistemas inovadores produzidos pela Zip-Pak é o Zipbox, um formato de embalagem que combina a estabilidade de um cartucho ou de uma stand-up-pouch com a conveniência de uma embalagem resselável, e que já se tornou conhecido no mercado brasileiro em embalagens para pet-foods e para arroz especiais.

Stand-up-pouch 100% PE – Na esteira da sustentabilidade, várias mudanças deverão ocorrer no cenário de embalagens flexíveis e uma delas aponta para a preferência pelo uso e consequente expansão de utilização das embalagens fill and seal (pré-formadas, prontas para envase e selagem), ainda mais quando se pode trabalhar com um único polímero, como o polietileno. Por isso, um dos grandes destaques apresentados na feira foram as embalagens stand-up-pouches feitas unicamente de PE. O desenvolvimento, realizado em conjunto com a Dow e a Tradbor, empresa especializada em stand-up-pouches, misturava-se às muitas dezenas de embalagens laminadas de poliéster e de PE, estrutura líder nesse setor de aplicações, e outras variedades.

“O mundo todo está buscando essa solução que representa uma grande inovação pela ótica da sustentabilidade, que é a stand-up-pouch de PE, que torna as embalagens flexíveis recicláveis, enquanto as demais somente podem ser reutilizáveis”, afirmou Ronie Baumgarten, diretor industrial da Tradbor.

Para comportar os mesmos volumes de uma embalagem convencional, uma embalagem stand-up-pouch já conta com forte apelo sustentável, porque, para cumprir a mesma finalidade de acondicionamento de produtos em geral, deixa de utilizar 83% de resinas, fazendo uso apenas de 17%.

“Muitas empresas que antes utilizavam bobinas para fabricar embalagens form-fill and seal estão migrando para o sistema fill and seal devido às dificuldades de formatação e transformação das bobinas em embalagens e também pelo fato de que toda a responsabilidade pela formatação e controle de qualidade da selagem ficará aos encargos do fabricante das embalagens e não da indústria de alimentos, cosméticos, entre outras que irão utilizar essas embalagens”, explicou Baumgarten.

Segundo o diretor, mais de 80% do mercado mundial optou desde o início da introdução das embalagens standup-pouches pelo sistema fill and seal e somente alguns poucos países, como o Brasil, adotaram por modelo o sistema form-fill and seal, que, agora, começa a ser substituído.

Inovações para PET – O processo de envase de bebidas em garrafas PET também pode estar conciliado com o novo sistema de dosagem prévia de sucos ou bebidas lácteas mescladas com pedaços de frutas lançado pela Krones. Trata-se de um sistema de pré-enchedora FlexiFruit, que exige a separação entre o suco ou a bebida láctea e os pedaços de fruta já durante os processos de tratamento térmico, sendo considerado um processo de dois fluxos separados do produto, que já está em operação em vários clientes da Krones.

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Tecnologia permite envase seguro de bebidas com pedaços de fruta

Além desse novo sistema, a empresa também destacou o processo asséptico para PET que se encontra disponível também para pequenas e médias empresas, com a oferta de máquinas PET-Asept D Compact, permitindo que linhas produtivas de menor rendimento também possam promover o envase asséptico de seus produtos.

Outro destaque promovido pela Krones foi direcionado à nova geração de sopradoras da linha Contiform 3, cujos aprimoramentos proporcionaram aumentar o rendimento por estação de sopro, reduzir os consumos de energia e de ar comprimido, diminuir os tempos de troca dos produtos e modernizar todo o sistema de controle. Como resultado, as máquinas da nova geração contam com estações de sopro capazes de alcançar níveis de rendimento mais elevados, de 2.250 embalagens plásticas/ hora por cavidade de sopro.

Novidades para sopro – A flexibilidade de poder aplicar rótulos tanto em frascos cilíndricos quanto em frascos em formatos irregulares é um dos pontos fortes da nova rotuladora automática Rollquattro, da Sidel. Em exposição na feira, essa máquina é capaz de aplicar rótulos completos do tipo sleeve de plástico ou de papel em recipientes plásticos, vidros e metálicos, trabalhando com materiais com as mais diferentes espessuras.

De acordo com Davide Marchini, gerente de negócios da Sidel da Itália, a nova rotuladora/etiquetadora tem capacidade para rotular 60 mil garrafas por hora desde ½ litro até 1 litro.

“O design funcional faz da Rollquattro um equipamento muito acessível e de fácil manutenção e com procedimentos de ajuste simples e rápidos para as mudanças de garrafas”, informou.

A empresa também aproveitou a oportunidade para divulgar a tecnologia de descontaminação seca de pré-formas Predis. Considerada a primeira empresa a lançar a tecnologia Combi Predis/Capdis FMa, especialmente projetada para o sopro, enchimento e tampamento assépticos de produtos sensíveis em garrafas PET, a Sidel já comercializou sessenta sistemas Combi Predis para o mundo todo, o que equivale a mais de cinco bilhões de garrafas produzidas com esse sistema.

No estande da Multipet, o público pôde conferir a nova sopradora elétrica e automática ESA2/10, apta a soprar embalagens até 10 litros e também préformas, e que oferece um projeto integrado de automação que possibilita que as movimentações de seus eixos trabalhem em altíssima precisão. Com duas cavidades, a máquina produz 1.000 garrafões/hora e é integrada por sistema de multireceitas, além de controle automático das variações de temperatura, entre outros recursos para facilitar os processos de sopro, o gerenciamento da máquina e a sua manutenção.

Para atender à crescente demanda do segmento de água mineral por embalagens mais diversificadas, a empresa também investiu no desenvolvimento da sopradora Multipet ESA2/10L, para a produção de garrafas comportando desde 3 litros até 10 litros.

Soluções agilizam produção – Uma máquina para arqueação de paletes que não exige esforços do operador também chamou a atenção do público. Trata-se da Ergopack, um sistema para arqueamento de paletes e materiais embaláveis de forma eficiente e que contribui para aumentar a segurança no transporte de cargas. Apresentado pela Strapack, o equipamento é fabricado na Alemanha e suporta até 1.000 kg de peso, utilizando cintas de PET com alta resistência à tração para amarrar e arquear as cargas.

No estande da Strapack também foi exibido um sistema modular para paletização de cargas em caixas, operando com robô ABB, mas que aceita qualquer manipulador robótico, e que representa uma solução ergonômica e prática que torna bem mais eficiente a paletização, apresentando capacidade de carga até 250 quilos.

O visitante em busca de soluções para agilizar processos e, consequentemente, a produção, teve parada obrigatória no estande da Sew Eurodrive. A empresa apresentou neste ano novos recursos para acionamentos, customizados de forma a atender às necessidades de cada indústria de forma personalizada e com aplicações em transportadores, máquinas de embalagens, rotuladoras, paletizadoras, dosadoras etc. Entre as novidades, destacam-se novos controladores para servomotores, um sistema descentralizado denominado Movifit Basic e um acionamento denominado Movigear.

O sistema descentralizado Movifit Basic é voltado para aplicações em transportadores, enquanto o Movigear é um acionamento mecatrônico composto de motor, redutor e controle eletrônico integrado, recursos que facilitam as tarefas de monitoração e manutenção.

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