Plástico

Notícias – Evento propõe fomento para a indústria gaúcha

Fernando C. de Castro
1 de julho de 2011
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    O cartão tem um limite máximo de R$ 1 milhão, definido pelo banco em que a empresa tem conta. As empresas poderão ter até um máximo de cinco cartões, um em cada agente financeiro que opera o Cartão BNDES. O valor mínimo de financiamento no BNDES para o Proplástico é de R$ 3 milhões, sendo que os principais segmentos a serem apoiados são: setor de transformados plásticos, distribuidores de resina, empresas de reciclagem, máquinas e equipamentos e moldes.

    A última palestra do seminário abordou o tema gestão empresarial, com ênfase nos setores de pessoas e da carteira de clientes. Ela foi feita pelo empresário da indústria e do comércio Eduardo Tevah, autor de seis livros na área de gestão de pessoas.

    Tevah manifestou sua confiança na economia no país, acreditando que o ciclo de prosperidade no Brasil deve prosseguir até 2020. Sobre os desafios da empresa no mundo, o conferencista disse que o segredo da organização é ter uma gestão eficiente, com a busca da rentabilidade, tendo o grande desafio de se transformar em um centro de excelência.

    Eduardo Tevah destacou que para ser vencedor em uma organização os empresários precisam deixar para trás velhas desculpas, como afirmações corriqueiras do tipo “no Brasil não dá para planejar”, “isso é para empresa grande”, “é complicado” e “não tenho tempo”. Ele recomendou aos empreendedores que procurem inovar o seu negócio em viagens, eventos/congressos, benchmarking e leitura de livros.

    A gestão de pessoas, na ótica de Tevah, depende da integração de todos os setores da organização. Ele lembrou que recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou, pela primeira vez, que o industrial brasileiro deixou a preocupação com a carga tributária para um segundo plano. Sua principal angústia é encontrar gente qualificada para trabalhar. Essa nova realidade, segundo Tevah, faz com que as organizações valorizem mais os seus talentos, pois os ciclos dos funcionários nas empresas estão mais curtos e se o empregado não perceber possibilidade de crescimento no ambiente de trabalho ele vai procurar outra oportunidade em uma nova indústria.

    Tevah aponta mudanças importantes no processo de seleção de funcionários. “Acabou a fase de contratar por habilidades e experiência para treinar as atitudes. Procura-se no mercado gente com atitude para que possamos desenvolver as habilidades”, ensina o empresário. Ele complementa afirmando que as modernas organizações precisam formar talentos, oferecer carreira, conhecimento e inspirar as pessoas.

    O palestrante citou ainda na sua manifestação dados de uma pesquisa do Instituto Gallup apontando que 79% dos brasileiros não dão o seu melhor no trabalho. As pessoas, por outro lado, segundo o palestrante, se dividem em comum (as que fazem o comum) e os diamantes (que fazem a diferença).

    Tevah pontificou o caminho para se obter o melhor das pessoas: a capacitação, a mobilização organizacional para que seus integrantes rendam o máximo possível em suas funções, com base em convicções relacionadas com os valores da empresa. Pesquisas de clima e avaliação de níveis de satisfação são recomendáveis a cada 60 dias.

    Empresa de compósito entra na energia eólica

    A MVC Soluções em Plásticos, empresa pertencente à Artecola e à Marcopolo, firmou parceria com a fabricante espanhola de sistemas para energia eólica Gamesa, atuante no mercado há 15 anos e com 30 fábricas espalhadas pelo mundo. A MVC fornecerá, em primeira etapa, o bico de aerogeradores (conversor de energia eólica em energia elétrica). Posteriormente, desenvolverá o corpo do gerador, parte integrada ao bico.

    Os bicos para aerogeradores demandaram três meses para serem desenvolvidos em compósitos e serão produzidos, na unidade de São José dos Pinhais-PR – onde a MVC está localizada –, pelo processo de infusão com moldes fechados, apropriado para peças grandes (cada bico possui 4,2 m de altura) e alto teor de fibra. A MVC assegura que seu processo de fabricação permite a obtenção de componentes com padrões de desempenho mais elevados, acabamento superficial, maior resistência a intempéries e melhores propriedades mecânicas (resistência e durabilidade).

    O diretor-geral da MVC, Gilmar Lima, acredita que essa parceria marcará a entrada da empresa em um novo segmento, e gerará uma receita de R$ 5 milhões em 2012.

    Curiosamente, o mercado de energia eólica vem sendo estudado pela MVC desde 1998, quando, com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Centro de Tecnologia francês Pôle de Plasturgie de I’Est, desenvolveu um novo conceito para a fabricação, em compósitos, das pás e dos demais componentes.

    Durante tanto tempo estudando a ideia para inovar, eis que surge uma solução. Lima comemora: “O que faltava para este projeto era o cliente; e agora, com a Gamesa, o encontramos.” A parceria da MVC com a Gamesa já vinha sendo estudada há cerca de seis anos. Segundo Lima, nesse período, ambas as empresas se prepararam para o início da produção no Brasil e investiram em treinamentos no exterior e em novas tecnologias. “O objetivo inicial do projeto é abastecer o mercado interno, principalmente os parques eólicos da Região Nordeste, com uma produção de 150 peças até março de 2012.”

    Gisele Soares

     

    Entidade busca tornar flexível mais competitivo

    Reeleito para o cargo de presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o empresário Alfredo Schmitt reafirmou recentemente disposição para buscar melhores condições de competitividade para o setor, cuja pujança pode ser avaliada pelo novo recorde de faturamento registrado em 2010, ao responder pelo montante de R$ 10,52 bilhões.

    O novo patamar de liquidez das indústrias, mensurado com base nas operações de 150 empresas associadas à entidade, enseja boas doses de otimismo e tranquilidade aos empresários, atuando como uma espécie de compensação pós-queda de 2009, quando o setor enfrentou um dos seus piores momentos, atribuídos à crise de 2008, ao responder por faturamento de R$ 8,79 bilhões.

    Apesar de muito positivo, o saldo do ano que passou continua exigindo posições de alerta, principalmente perante o preocupante déficit registrado na balança comercial do setor em 2010, que exportou 61 mil toneladas, auferindo US$ 192 milhões, mas importou 108 mil toneladas, correspondendo a US$ 467 milhões, solicitando gestões em prol do maior equilíbrio entre as importações e exportações nesse setor.

    O presidente da Abief acredita que o Brasil possa ampliar mais suas fronteiras agrícolas em 2011 e, com isso, contemplar maiores níveis de desempenho ao setor em virtude, principalmente, do aumento esperado no consumo de sacarias e big-bags para fertilizantes e para commodities como arroz, feijão, soja, milho etc. Deve, ainda, colher bons frutos na comercialização de filmes e de embalagens para os setores de alimentos, higiene pessoal e higiene e limpeza, entre outros.

    “Em 2011, vamos levar adiante nossas propostas a fim de criar melhores condições de câmbio, de infraestrutura e de preços de matérias-primas para o nosso setor, e daremos continuidade aos estudos que visam à criação de uma plataforma de exportação de filmes”, informou Schmitt.

    As discussões em torno da isonomia do Imposto sobre Produtos Industrializados em relação às petroquímicas também continuarão na pauta, bem como deverão ter andamento as reuniões realizadas com as autoridades do Ministério da Fazenda e nas quais estariam sendo analisadas possíveis alíquotas de equilíbrio para o setor de embalagens flexíveis.

    “Encerramos 2010 com saldo positivo, mas espero que, em 2011, possamos efetivamente encabeçar a integração de todos os elos da cadeia e, com isso, levantar de forma mais incisiva a nossa bandeira, ao defender o plástico e mostrar o seu real valor na sociedade”, finalizou o presidente da Abief.

    Rose de Moraes

     

    Fusão cria líder global no setor de estirênicos

    Dois gigantes da química no mundo, a Basf e a Ineos, deram um passo importante no mercado de estirênicos. As empresas, que assinaram o contrato de joint venture, trabalharão juntas, com partes iguais, na Styrolution, que será sediada em Frankfurt, na Alemanha. A fusão tem por objetivo combinar as atividades relacionadas aos monômeros de estireno (SM), poliestireno (PS), acrilonitrila butadieno estireno (ABS), estireno-butadieno copolímeros (SBC) e outros copolímeros e blendas com base em estireno.

    A Basf irá contribuir com os monômeros de estireno, poliestireno, acrilonitrila butadieno estireno, estireno-butadieno copolímeros e copolímeros à base de estireno, o que inclui unidades produtivas localizadas em diversas áreas como Alemanha, Bélgica, Coreia, Índia e México. A Ineos entrará com seus negócios de monômeros de estireno e poliestireno, e ainda com a sua produção de ABS nas unidades da Alemanha, Espanha, Índia e Tailândia. As atividades de poliestireno expansível não farão parte da transação, cada empresa continuará com seus respectivos negócios.

    A Styrolution surge como líder global no mercado de estirênicos, com unidades na Europa, Ásia e América do Norte. Sua criação foi aprovada pela Comissão Europeia, porém, com a imposição de vendas da unidade produtiva de ABS em Tarragona, na Espanha. A comissão dos EUA aprovou a união sem nenhuma condição. Basf e Ineos continuam como empresas independentes até o fim do processo. A conclusão do acordo está sujeita à aprovação das autoridades antitruste de outros países.

    Gisele Soares

     

    Assento automotivo ganha estrutura de resina especial

    O grupo francês Faurecia, de Paris, conhecido pelo fornecimento de componentes e soluções de engenharia automotiva, e a Rhodia, também francesa, forte na produção de especialidades químicas, anunciaram uma parceria para criar componentes estruturais para assentos automotivos feitos de plásticos de engenharia de alto desempenho baseados em poliamida.

    O acordo assinado prevê o desenvolvimento de vários componentes para assentos utilizando um composto de poliamida de superimpacto, de fórmula patenteada pela Rhodia: o Technyl SI, projetado para atender às necessidades de resistência a impacto em peças de utilização intensa.

    A redução de peso nos componentes automotivos, sinônimo de veículos mais leves, contribui para um menor consumo de combustíveis e ajuda a montadora a cumprir os regulamentos mundiais cada vez mais exigentes sobre emissões.

    A parceria une o avançado conhecimento em design de assentos da Faurecia com a tecnologia de plásticos de engenharia da Rhodia, como alternativa ao aço em aplicações estruturais para automóveis. As estruturas dos assentos atualmente se encontram em fase avançada de desenvolvimento e a produção em série está prevista para 2014.

    G.S.

     

    Fabricante do Sul instala centro de distribuição em São Paulo

    Com 42 anos de atuação na segunda geração petroquímica, principalmente operando com reações de adesivos aquosos, compostos termoplásticos poliuretanos e estirênicos, a FCC, de Campo Bom, na região do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, inaugurou, recentemente, um centro de distribuição com showroom para demonstração de seus produtos junto ao Rodoanel, em São Paulo. O escritório tem como objetivo atender mais rapidamente os clientes da Região Sudeste, onde estão localizados 60% dos negócios da FCC. A empresa já havia inaugurado fábricas na Bahia, no Ceará e no Uruguai. Além disso, irá erguer um parque industrial na Argentina.

    O diretor da área de termoplásticos da FCC, Luiz Fernando Schmitt, esclarece que o maior segmento comprador é a indústria automobilística, com 40% do total, pois todos os novos projetos de carros utilizam componentes feitos com matérias-primas da FCC. Também são importantes os mercados de medicina e higiene pessoal, que têm crescido muito com a incorporação de novos segmentos da população à classe média, em índices superiores ao do crescimento da economia do país.

    Com efeito, a FCC obteve um faturamento de R$ 330 milhões em 2010, um crescimento sustentado de 40% na comparação com 2009. Desse total, R$ 18 milhões foram alocados na expansão da capacidade de produção da empresa, a fim de suportar o crescimento das vendas, notadamente a unidade de processamento e reação para elastômeros e termoplásticos na matriz de Campo Bom, bem como a duplicação da capacidade de produção de adesivos da unidade de Conceição de Jacuípe, na Bahia.

    O volume de vendas em valores foi obtido por conta de um aumento de 10% nas vendas no mercado interno e de 100% nas exportações, apesar do câmbio desfavorável para o Brasil. A FCC concentra suas exportações, basicamente, nos países da América Latina, tendo como principais clientes a Argentina, o Peru, a Colômbia e o México. Para 2011, a previsão é de um crescimento no mercado interno de 10% e de 20% nas exportações.

    Schmitt considera a FCC uma das líderes globais em tecnologias para adesivos aquosos e síntese de poliuretanos, sendo a maior e mais diversificada fornecedora de elastômeros termoplásticos da América Latina. Ele ressalta que a FCC investe forte na certificação de seus processos, com o objetivo de aumentar a aceitação de seus produtos em todos os mercados globais.

    Fernando C. de Castro



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