Plástico

Notícias – Evento propõe fomento para a indústria gaúcha

Fernando C. de Castro
1 de julho de 2011
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    O engenheiro da Maxiquim ressaltou que os Estados Unidos voltaram ao mercado com o gás de xisto, com possibilidades de investimentos da própria Braskem em solo norte-americano, porque esse mercado exige empresas com “musculatura” e com capacidade de exportar excedentes, como é o caso do grupo petroquímico brasileiro. No atual momento das indústrias, Carvalho explicou que a petroquímica se movimenta em ciclos de alta e de baixa produção e que 2011 foi um ciclo pouco atrativo, devendo retornar a patamares interessantes em 2012 e 2013.

    Carvalho lembrou que a nova economia do país fez com que 45 milhões saíssem do estado de pobreza, 39 milhões ingressaram na classe média e 16 milhões de brasileiros atingiram as classes mais altas. A renda em todas as classes teve substancial incremento.

    Para o consultor, o Brasil suporta um crescimento de 4% a 5% da economia, sem inflação. Sobre a taxa de desemprego, ele afirmou que o país vive uma das mais baixas de sua história, enquanto o Rio Grande do Sul está no estágio de pleno emprego. O desafio, segundo ele, é encontrar mão de obra qualificada para ingressar no mercado de trabalho.

    Conforme Carvalho, as vendas no varejo têm crescido mais que a produção industrial, gerando mais importações e uma redução nas exportações para os mercados mais relevantes como Argentina, Estados Unidos, Holanda e Alemanha. Por outro lado, os mercados da Ásia puxados pela economia estilo trem-bala da China irão continuar em alta. O consultor da Maxiquim considerou que as condições de crescimento econômico do Brasil devem prosseguir até 2016 – quando da realização da Olimpíada do Rio de Janeiro –, observando que a partir daí provavelmente o país pagará as contas dos eventos Copa do Mundo e Olimpíada.

    Versando sobre o tema da segunda geração petroquímica, o engenheiro químico registrou que a capacidade brasileira de produção de PVC não atende à demanda, com um déficit de 40% devido, principalmente, ao grande aquecimento da indústria da construção civil. Apontou que a Colômbia tem colocado muito PVC no nosso mercado, pois por acordos comerciais essa matéria-prima ingressa no Brasil com alíquota zero de imposto de importação, enquanto a Argentina, por questões estruturais, tende a reduzir sua participação, mas não a empresa Dow, que poderá trazer o produto de plantas localizadas em outros países.

    Mais um dado se refere ao padrão de consumo. Carvalho informou que o consumo de plástico per capita no Brasil é de 30,4 quilos, índice inferior ao do Chile (37,3 quilos) e da Argentina (36,8 quilos). Com relação à concentração dos produtores de plásticos no Brasil, ele destacou que 85% das empresas e 80% do consumo de resinas plásticas ocorrem nos estados das regiões Sul e Sudeste, embora a Região Nordeste seja a que está crescendo mais e atraindo novos investimentos.

    Linhas de crédito – A oferta de crédito com juros e prazos mais atrativos foi outro tema debatido no seminário. Os especialistas em financiamento Martim Francisco e Davi Lucas divulgaram as linhas de financiamento e os programas específicos para a indústria do plástico. Francisco explicou que o BNDES conta com um programa específico para o setor. Trata-se do Proplástico, uma linha de financiamento de apoio ao desenvolvimento da cadeia produtiva, lançado no ano passado.

    O programa tem como objetivo a modernização e expansão da cadeia do setor, renovação do parque de máquinas, inovação, fortalecimento das empresas nacionais e o desenvolvimento de soluções ecologicamente corretas e socialmente disponíveis com taxa de juros definidas, maior prazo para pagamento até dez anos, com três anos de carência, além da classificação de risco diferenciada para empresas com faturamento inferior a R$ 300 milhões.

    Para obtenção dos créditos, os principais requisitos são a capacidade de pagamento, cumprimento das obrigações previdenciárias e tributárias e o cumprimento da legislação ambiental. Como garantia, o BNDES exige 130% do valor emprestado. A solicitação da linha de crédito pode ser direta, via site do banco, onde o empreendedor terá a opção de cinco subprogramas: produção e modernização, bens de capital, inovação, socioambiental, e fortalecimento das empresas.

    Davi Lucas falou sobre as taxas de juros das operações. Segundo ele, o custo para pequenas e microempresas, com faturamento de R$ 90 milhões, para investimentos em obras civis, chega a 90% por parte do BNDES, sendo os 10% restantes de responsabilidade da empresa tomadora do financiamento. As taxas de juros são compostas da seguinte forma: TJLP mais 0,9% de remuneração e 0,5% de spread de risco – estes valores são iguais para capital de giro.

    As taxas de juros para empresas de médio e grande porte, com faturamento de R$ 90 a R$ 300 milhões, têm um acréscimo: chegam a 1,3% ao mês + 0,9% de remuneração do banco e 0,5% de spread de risco.

    A tramitação dos projetos de financiamento do Proplástico no BNDES gira em torno de 180 dias, pois abrange uma série de etapas, a começar pela carta consulta, depois vem o enquadramento, a entrega do projeto, a análise do projeto, a aprovação, a contratação, o desembolso, o acompanhamento e a execução do projeto. O programa dispõe de um orçamento de R$ 700 milhões, dos quais R$ 270 milhões já estão em negociação, com R$ 122 milhões em período de consultas, mais R$ 42 milhões em análise de crédito e outros R$ 106 milhões já aprovados.

    Mais um mecanismo de financiamento do banco também explicado aos industriais do plástico gaúcho foi o Cartão BNDES. Com um funcionamento semelhante a um cartão de crédito, o sistema é operado no Brasil por cinco instituições financeiras: Banrisul, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú.



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