Notícias – Evento propõe fomento para a indústria gaúcha

Com a iniciativa pioneira, em termos de unidade sindical de empresários, as três entidades representativas da indústria do plástico do Rio Grande do Sul, o Sindicato da Indústria do Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), o Sindicato da Indústria do Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), com sede em Caxias do Sul, e o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Vale dos Vinhedos (Simplavi), com sede em Bento Gonçalves, realizaram o I Seminário da Indústria do Plástico no RS, em São Leopoldo, cidade próxima das sedes das três entidades gaúchas. Na abertura do evento, em 13 de junho último, os três presidentes das entidades, Alfredo Schmitt, do Sinplast, Orlando Marin, do Sinplás, e Emílio Ristow, do Simplavi, assinalaram necessidade de atuação conjunta do setor no estado para encaminhar melhor uma lista de reivindicações aos governos estadual e federal.

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O presidente do Sinplast, Alfredo Schmitt, assinalou necessidade de união no setor

Os sindicatos de transformadores de termoplásticos do sul do país lutam pelo reconhecimento político da importância econômica do segmento. Existe uma dificuldade do governo gaúcho, independentemente das cores partidárias, em entender o alcance econômico e a dimensão tecnológica da cadeia produtiva do plástico, ou por falta de visão, ou por falta de vontade política, ou por conta das duas coisas juntas.

Por meio do seminário, os empresários do setor esperam abrir um novo canal de comunicação em busca de formas de financiamento para as empresas, além de lutar pela isonomia tributária, uma vez que o Rio Grande do Sul é a unidade da federação que mais castiga os transformadores de termoplásticos, principalmente quanto à cobrança do ICMS, que conforme o tipo de atividade pode chegar a 17%, contra 12% de Santa Catarina, por exemplo, estado vizinho e que transforma mais resina do que Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais juntos.

A primeira palestrante do evento foi a consultora Solange Stumpf, da Maxiquim. Ela abordou o tema matérias-primas e inovação e destacou que as principais matérias-primas renováveis são o amido de mandioca, algas, beterraba, milho, resíduos e subprodutos industriais, como glicerina (indústria de biodiesel). Com relação ao etanol, Solange observou que o Brasil já está com um déficit de produção, sendo que o principal mercado do produto é o setor de combustíveis.

Mesmo assim, os biopolímeros estão fora da cadeia econômica porque não são produzidos em escala e as resinas tradicionais continuarão ditando as regras do mercado. Em relação aos biodegradáveis, a palestrante apontou os polímeros de amido (PA), os polilactatos (PLA) e os polihidroxialcanoatos (PHAs), observando que os biodegradáveis são aplicados em embalagens, na agricultura, fibras e tecidos, e nos segmentos médico-hospitalar.

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Orlando Marin, presidente do Sinplás, participou da abertura do seminário

Solange Stumpf afirmou ainda que o nível de oferta dos biopolímeros é restrito porque existe muita tecnologia para ser desenvolvida na matéria-prima. Atualmente, o abastecimento no Brasil é fornecido pela planta industrial da Braskem de Triunfo com 200 mil toneladas, porém a operação industrial da Dow Química, possivelmente no interior de Minas Gerais, deverá aumentar a oferta.

Sobre o cenário para os próximos anos, Solange acredita que ocorrerá um investimento na expansão da capacidade nacional, com a conclusão dos projetos em curso, além do início da implantação de algumas iniciativas em análises pelas principais empresas que atuam nesse restrito setor. A consultora da Maxiquim prevê que o mercado continuará dinâmico, com uma diversidade interessante de alternativas de novas matérias-primas, bem como uma intensificação do debate ambiental e a consequente produção maior de matérias-primas renováveis.

Também sócio da Maxiquim, o engenheiro químico Otávio Carvalho fez uma leitura do cenário da petroquímica no país, que permanecerá dependente do petróleo. Ele exemplificou que de 2009 para cá houve um descolamento dos preços do gás natural por conta da disparada do preço do petróleo, mas que o Brasil não participa ainda da rota de matéria-prima via gás de plataforma. Carvalho destacou que o shale gas (gás de xisto), cuja produção cresceu de 14% para 45%, foi o responsável pelo renascimento da indústria petroquímica norte-americana, que estava em crise, com unidades sendo transferidas para outros países em busca de matérias-primas mais abundantes.

No que toca os preços dos produtos petroquímicos no Brasil, Carvalho registrou que o butadieno teve grande crescimento porque só tem a nafta como fonte de produção, acrescentando que o estireno, o propeno e o benzeno registram variações de preços menores. Por outro lado, a circulação global de matérias-primas tornou o Oriente Médio a fonte principal de eteno a um custo de US$ 200,00 a tonelada, com fortes vendas nos países asiáticos.

O engenheiro da Maxiquim ressaltou que os Estados Unidos voltaram ao mercado com o gás de xisto, com possibilidades de investimentos da própria Braskem em solo norte-americano, porque esse mercado exige empresas com “musculatura” e com capacidade de exportar excedentes, como é o caso do grupo petroquímico brasileiro. No atual momento das indústrias, Carvalho explicou que a petroquímica se movimenta em ciclos de alta e de baixa produção e que 2011 foi um ciclo pouco atrativo, devendo retornar a patamares interessantes em 2012 e 2013.

Carvalho lembrou que a nova economia do país fez com que 45 milhões saíssem do estado de pobreza, 39 milhões ingressaram na classe média e 16 milhões de brasileiros atingiram as classes mais altas. A renda em todas as classes teve substancial incremento.

Para o consultor, o Brasil suporta um crescimento de 4% a 5% da economia, sem inflação. Sobre a taxa de desemprego, ele afirmou que o país vive uma das mais baixas de sua história, enquanto o Rio Grande do Sul está no estágio de pleno emprego. O desafio, segundo ele, é encontrar mão de obra qualificada para ingressar no mercado de trabalho.

Conforme Carvalho, as vendas no varejo têm crescido mais que a produção industrial, gerando mais importações e uma redução nas exportações para os mercados mais relevantes como Argentina, Estados Unidos, Holanda e Alemanha. Por outro lado, os mercados da Ásia puxados pela economia estilo trem-bala da China irão continuar em alta. O consultor da Maxiquim considerou que as condições de crescimento econômico do Brasil devem prosseguir até 2016 – quando da realização da Olimpíada do Rio de Janeiro –, observando que a partir daí provavelmente o país pagará as contas dos eventos Copa do Mundo e Olimpíada.

Versando sobre o tema da segunda geração petroquímica, o engenheiro químico registrou que a capacidade brasileira de produção de PVC não atende à demanda, com um déficit de 40% devido, principalmente, ao grande aquecimento da indústria da construção civil. Apontou que a Colômbia tem colocado muito PVC no nosso mercado, pois por acordos comerciais essa matéria-prima ingressa no Brasil com alíquota zero de imposto de importação, enquanto a Argentina, por questões estruturais, tende a reduzir sua participação, mas não a empresa Dow, que poderá trazer o produto de plantas localizadas em outros países.

Mais um dado se refere ao padrão de consumo. Carvalho informou que o consumo de plástico per capita no Brasil é de 30,4 quilos, índice inferior ao do Chile (37,3 quilos) e da Argentina (36,8 quilos). Com relação à concentração dos produtores de plásticos no Brasil, ele destacou que 85% das empresas e 80% do consumo de resinas plásticas ocorrem nos estados das regiões Sul e Sudeste, embora a Região Nordeste seja a que está crescendo mais e atraindo novos investimentos.

Linhas de crédito – A oferta de crédito com juros e prazos mais atrativos foi outro tema debatido no seminário. Os especialistas em financiamento Martim Francisco e Davi Lucas divulgaram as linhas de financiamento e os programas específicos para a indústria do plástico. Francisco explicou que o BNDES conta com um programa específico para o setor. Trata-se do Proplástico, uma linha de financiamento de apoio ao desenvolvimento da cadeia produtiva, lançado no ano passado.

O programa tem como objetivo a modernização e expansão da cadeia do setor, renovação do parque de máquinas, inovação, fortalecimento das empresas nacionais e o desenvolvimento de soluções ecologicamente corretas e socialmente disponíveis com taxa de juros definidas, maior prazo para pagamento até dez anos, com três anos de carência, além da classificação de risco diferenciada para empresas com faturamento inferior a R$ 300 milhões.

Para obtenção dos créditos, os principais requisitos são a capacidade de pagamento, cumprimento das obrigações previdenciárias e tributárias e o cumprimento da legislação ambiental. Como garantia, o BNDES exige 130% do valor emprestado. A solicitação da linha de crédito pode ser direta, via site do banco, onde o empreendedor terá a opção de cinco subprogramas: produção e modernização, bens de capital, inovação, socioambiental, e fortalecimento das empresas.

Davi Lucas falou sobre as taxas de juros das operações. Segundo ele, o custo para pequenas e microempresas, com faturamento de R$ 90 milhões, para investimentos em obras civis, chega a 90% por parte do BNDES, sendo os 10% restantes de responsabilidade da empresa tomadora do financiamento. As taxas de juros são compostas da seguinte forma: TJLP mais 0,9% de remuneração e 0,5% de spread de risco – estes valores são iguais para capital de giro.

As taxas de juros para empresas de médio e grande porte, com faturamento de R$ 90 a R$ 300 milhões, têm um acréscimo: chegam a 1,3% ao mês + 0,9% de remuneração do banco e 0,5% de spread de risco.

A tramitação dos projetos de financiamento do Proplástico no BNDES gira em torno de 180 dias, pois abrange uma série de etapas, a começar pela carta consulta, depois vem o enquadramento, a entrega do projeto, a análise do projeto, a aprovação, a contratação, o desembolso, o acompanhamento e a execução do projeto. O programa dispõe de um orçamento de R$ 700 milhões, dos quais R$ 270 milhões já estão em negociação, com R$ 122 milhões em período de consultas, mais R$ 42 milhões em análise de crédito e outros R$ 106 milhões já aprovados.

Mais um mecanismo de financiamento do banco também explicado aos industriais do plástico gaúcho foi o Cartão BNDES. Com um funcionamento semelhante a um cartão de crédito, o sistema é operado no Brasil por cinco instituições financeiras: Banrisul, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú.

O cartão tem um limite máximo de R$ 1 milhão, definido pelo banco em que a empresa tem conta. As empresas poderão ter até um máximo de cinco cartões, um em cada agente financeiro que opera o Cartão BNDES. O valor mínimo de financiamento no BNDES para o Proplástico é de R$ 3 milhões, sendo que os principais segmentos a serem apoiados são: setor de transformados plásticos, distribuidores de resina, empresas de reciclagem, máquinas e equipamentos e moldes.

A última palestra do seminário abordou o tema gestão empresarial, com ênfase nos setores de pessoas e da carteira de clientes. Ela foi feita pelo empresário da indústria e do comércio Eduardo Tevah, autor de seis livros na área de gestão de pessoas.

Tevah manifestou sua confiança na economia no país, acreditando que o ciclo de prosperidade no Brasil deve prosseguir até 2020. Sobre os desafios da empresa no mundo, o conferencista disse que o segredo da organização é ter uma gestão eficiente, com a busca da rentabilidade, tendo o grande desafio de se transformar em um centro de excelência.

Eduardo Tevah destacou que para ser vencedor em uma organização os empresários precisam deixar para trás velhas desculpas, como afirmações corriqueiras do tipo “no Brasil não dá para planejar”, “isso é para empresa grande”, “é complicado” e “não tenho tempo”. Ele recomendou aos empreendedores que procurem inovar o seu negócio em viagens, eventos/congressos, benchmarking e leitura de livros.

A gestão de pessoas, na ótica de Tevah, depende da integração de todos os setores da organização. Ele lembrou que recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou, pela primeira vez, que o industrial brasileiro deixou a preocupação com a carga tributária para um segundo plano. Sua principal angústia é encontrar gente qualificada para trabalhar. Essa nova realidade, segundo Tevah, faz com que as organizações valorizem mais os seus talentos, pois os ciclos dos funcionários nas empresas estão mais curtos e se o empregado não perceber possibilidade de crescimento no ambiente de trabalho ele vai procurar outra oportunidade em uma nova indústria.

Tevah aponta mudanças importantes no processo de seleção de funcionários. “Acabou a fase de contratar por habilidades e experiência para treinar as atitudes. Procura-se no mercado gente com atitude para que possamos desenvolver as habilidades”, ensina o empresário. Ele complementa afirmando que as modernas organizações precisam formar talentos, oferecer carreira, conhecimento e inspirar as pessoas.

O palestrante citou ainda na sua manifestação dados de uma pesquisa do Instituto Gallup apontando que 79% dos brasileiros não dão o seu melhor no trabalho. As pessoas, por outro lado, segundo o palestrante, se dividem em comum (as que fazem o comum) e os diamantes (que fazem a diferença).

Tevah pontificou o caminho para se obter o melhor das pessoas: a capacitação, a mobilização organizacional para que seus integrantes rendam o máximo possível em suas funções, com base em convicções relacionadas com os valores da empresa. Pesquisas de clima e avaliação de níveis de satisfação são recomendáveis a cada 60 dias.

[toggle_simple title=”Empresa de compósito entra na energia eólica” width=”Width of toggle box”]

A MVC Soluções em Plásticos, empresa pertencente à Artecola e à Marcopolo, firmou parceria com a fabricante espanhola de sistemas para energia eólica Gamesa, atuante no mercado há 15 anos e com 30 fábricas espalhadas pelo mundo. A MVC fornecerá, em primeira etapa, o bico de aerogeradores (conversor de energia eólica em energia elétrica). Posteriormente, desenvolverá o corpo do gerador, parte integrada ao bico.

Os bicos para aerogeradores demandaram três meses para serem desenvolvidos em compósitos e serão produzidos, na unidade de São José dos Pinhais-PR – onde a MVC está localizada –, pelo processo de infusão com moldes fechados, apropriado para peças grandes (cada bico possui 4,2 m de altura) e alto teor de fibra. A MVC assegura que seu processo de fabricação permite a obtenção de componentes com padrões de desempenho mais elevados, acabamento superficial, maior resistência a intempéries e melhores propriedades mecânicas (resistência e durabilidade).

O diretor-geral da MVC, Gilmar Lima, acredita que essa parceria marcará a entrada da empresa em um novo segmento, e gerará uma receita de R$ 5 milhões em 2012.

Curiosamente, o mercado de energia eólica vem sendo estudado pela MVC desde 1998, quando, com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Centro de Tecnologia francês Pôle de Plasturgie de I’Est, desenvolveu um novo conceito para a fabricação, em compósitos, das pás e dos demais componentes.

Durante tanto tempo estudando a ideia para inovar, eis que surge uma solução. Lima comemora: “O que faltava para este projeto era o cliente; e agora, com a Gamesa, o encontramos.” A parceria da MVC com a Gamesa já vinha sendo estudada há cerca de seis anos. Segundo Lima, nesse período, ambas as empresas se prepararam para o início da produção no Brasil e investiram em treinamentos no exterior e em novas tecnologias. “O objetivo inicial do projeto é abastecer o mercado interno, principalmente os parques eólicos da Região Nordeste, com uma produção de 150 peças até março de 2012.”

Gisele Soares

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[toggle_simple title=”Entidade busca tornar flexível mais competitivo” width=”Width of toggle box”]

Reeleito para o cargo de presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o empresário Alfredo Schmitt reafirmou recentemente disposição para buscar melhores condições de competitividade para o setor, cuja pujança pode ser avaliada pelo novo recorde de faturamento registrado em 2010, ao responder pelo montante de R$ 10,52 bilhões.

O novo patamar de liquidez das indústrias, mensurado com base nas operações de 150 empresas associadas à entidade, enseja boas doses de otimismo e tranquilidade aos empresários, atuando como uma espécie de compensação pós-queda de 2009, quando o setor enfrentou um dos seus piores momentos, atribuídos à crise de 2008, ao responder por faturamento de R$ 8,79 bilhões.

Apesar de muito positivo, o saldo do ano que passou continua exigindo posições de alerta, principalmente perante o preocupante déficit registrado na balança comercial do setor em 2010, que exportou 61 mil toneladas, auferindo US$ 192 milhões, mas importou 108 mil toneladas, correspondendo a US$ 467 milhões, solicitando gestões em prol do maior equilíbrio entre as importações e exportações nesse setor.

O presidente da Abief acredita que o Brasil possa ampliar mais suas fronteiras agrícolas em 2011 e, com isso, contemplar maiores níveis de desempenho ao setor em virtude, principalmente, do aumento esperado no consumo de sacarias e big-bags para fertilizantes e para commodities como arroz, feijão, soja, milho etc. Deve, ainda, colher bons frutos na comercialização de filmes e de embalagens para os setores de alimentos, higiene pessoal e higiene e limpeza, entre outros.

“Em 2011, vamos levar adiante nossas propostas a fim de criar melhores condições de câmbio, de infraestrutura e de preços de matérias-primas para o nosso setor, e daremos continuidade aos estudos que visam à criação de uma plataforma de exportação de filmes”, informou Schmitt.

As discussões em torno da isonomia do Imposto sobre Produtos Industrializados em relação às petroquímicas também continuarão na pauta, bem como deverão ter andamento as reuniões realizadas com as autoridades do Ministério da Fazenda e nas quais estariam sendo analisadas possíveis alíquotas de equilíbrio para o setor de embalagens flexíveis.

“Encerramos 2010 com saldo positivo, mas espero que, em 2011, possamos efetivamente encabeçar a integração de todos os elos da cadeia e, com isso, levantar de forma mais incisiva a nossa bandeira, ao defender o plástico e mostrar o seu real valor na sociedade”, finalizou o presidente da Abief.

Rose de Moraes

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[toggle_simple title=”Fusão cria líder global no setor de estirênicos” width=”Width of toggle box”]

Dois gigantes da química no mundo, a Basf e a Ineos, deram um passo importante no mercado de estirênicos. As empresas, que assinaram o contrato de joint venture, trabalharão juntas, com partes iguais, na Styrolution, que será sediada em Frankfurt, na Alemanha. A fusão tem por objetivo combinar as atividades relacionadas aos monômeros de estireno (SM), poliestireno (PS), acrilonitrila butadieno estireno (ABS), estireno-butadieno copolímeros (SBC) e outros copolímeros e blendas com base em estireno.

A Basf irá contribuir com os monômeros de estireno, poliestireno, acrilonitrila butadieno estireno, estireno-butadieno copolímeros e copolímeros à base de estireno, o que inclui unidades produtivas localizadas em diversas áreas como Alemanha, Bélgica, Coreia, Índia e México. A Ineos entrará com seus negócios de monômeros de estireno e poliestireno, e ainda com a sua produção de ABS nas unidades da Alemanha, Espanha, Índia e Tailândia. As atividades de poliestireno expansível não farão parte da transação, cada empresa continuará com seus respectivos negócios.

A Styrolution surge como líder global no mercado de estirênicos, com unidades na Europa, Ásia e América do Norte. Sua criação foi aprovada pela Comissão Europeia, porém, com a imposição de vendas da unidade produtiva de ABS em Tarragona, na Espanha. A comissão dos EUA aprovou a união sem nenhuma condição. Basf e Ineos continuam como empresas independentes até o fim do processo. A conclusão do acordo está sujeita à aprovação das autoridades antitruste de outros países.

Gisele Soares

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[toggle_simple title=”Assento automotivo ganha estrutura de resina especial” width=”Width of toggle box”]

O grupo francês Faurecia, de Paris, conhecido pelo fornecimento de componentes e soluções de engenharia automotiva, e a Rhodia, também francesa, forte na produção de especialidades químicas, anunciaram uma parceria para criar componentes estruturais para assentos automotivos feitos de plásticos de engenharia de alto desempenho baseados em poliamida.

O acordo assinado prevê o desenvolvimento de vários componentes para assentos utilizando um composto de poliamida de superimpacto, de fórmula patenteada pela Rhodia: o Technyl SI, projetado para atender às necessidades de resistência a impacto em peças de utilização intensa.

A redução de peso nos componentes automotivos, sinônimo de veículos mais leves, contribui para um menor consumo de combustíveis e ajuda a montadora a cumprir os regulamentos mundiais cada vez mais exigentes sobre emissões.

A parceria une o avançado conhecimento em design de assentos da Faurecia com a tecnologia de plásticos de engenharia da Rhodia, como alternativa ao aço em aplicações estruturais para automóveis. As estruturas dos assentos atualmente se encontram em fase avançada de desenvolvimento e a produção em série está prevista para 2014.

G.S.

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[toggle_simple title=”Fabricante do Sul instala centro de distribuição em São Paulo” width=”Width of toggle box”]

Com 42 anos de atuação na segunda geração petroquímica, principalmente operando com reações de adesivos aquosos, compostos termoplásticos poliuretanos e estirênicos, a FCC, de Campo Bom, na região do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, inaugurou, recentemente, um centro de distribuição com showroom para demonstração de seus produtos junto ao Rodoanel, em São Paulo. O escritório tem como objetivo atender mais rapidamente os clientes da Região Sudeste, onde estão localizados 60% dos negócios da FCC. A empresa já havia inaugurado fábricas na Bahia, no Ceará e no Uruguai. Além disso, irá erguer um parque industrial na Argentina.

O diretor da área de termoplásticos da FCC, Luiz Fernando Schmitt, esclarece que o maior segmento comprador é a indústria automobilística, com 40% do total, pois todos os novos projetos de carros utilizam componentes feitos com matérias-primas da FCC. Também são importantes os mercados de medicina e higiene pessoal, que têm crescido muito com a incorporação de novos segmentos da população à classe média, em índices superiores ao do crescimento da economia do país.

Com efeito, a FCC obteve um faturamento de R$ 330 milhões em 2010, um crescimento sustentado de 40% na comparação com 2009. Desse total, R$ 18 milhões foram alocados na expansão da capacidade de produção da empresa, a fim de suportar o crescimento das vendas, notadamente a unidade de processamento e reação para elastômeros e termoplásticos na matriz de Campo Bom, bem como a duplicação da capacidade de produção de adesivos da unidade de Conceição de Jacuípe, na Bahia.

O volume de vendas em valores foi obtido por conta de um aumento de 10% nas vendas no mercado interno e de 100% nas exportações, apesar do câmbio desfavorável para o Brasil. A FCC concentra suas exportações, basicamente, nos países da América Latina, tendo como principais clientes a Argentina, o Peru, a Colômbia e o México. Para 2011, a previsão é de um crescimento no mercado interno de 10% e de 20% nas exportações.

Schmitt considera a FCC uma das líderes globais em tecnologias para adesivos aquosos e síntese de poliuretanos, sendo a maior e mais diversificada fornecedora de elastômeros termoplásticos da América Latina. Ele ressalta que a FCC investe forte na certificação de seus processos, com o objetivo de aumentar a aceitação de seus produtos em todos os mercados globais.

Fernando C. de Castro

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