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Notícias – Evento foca polímero de alto desempenho

Marcio Azevedo
13 de janeiro de 2007
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    Entre as vantagens da PA em pó, o palestrante Heinrich ressaltou a boa estabilidade mecânica e a dureza, a resistência à abrasão e ao impacto, e a elasticidade, a boa adesão a metais, e as altas resistências ao calor e a ataques químicos. Além disso, são oferecidas em torno de 1.600 cores, a maior parte disponível para aplicações em leitos fluidizados.

    Nessa tecnologia, as peças a ser revestidas são imersas em um tanque no qual a passagem de ar aquecido e livre de óleo por placas porosas fluidiza o pó. O bom comportamento do material nessa situação se deve em parte ao formato arredondado das partículas. O processo é adequado a peças de grandes dimensões com necessidade por revestimentos de grande espessura (de 350 a 1.500 micrômetros), e, por esse mesmo motivo, muitas vezes é necessário um pré-aquecimento, pois a peça demora a atingir a temperatura desejada. Já o processo de minirrevestimento consiste de uma adaptação da tecnologia de leitos fluidizados para um equipamento fechado, adequado a peças de pequenas dimensões e coberturas com espessura entre 100 e 150 micra. A Degussa desenvolveu um novo grade branco com alta concentração pigmentária para esse tipo de aplicação. No entanto, ambos os métodos permitem a cobertura de um número limitado de formatos e, no caso dos minirrevestimentos, existe a necessidade de uma etapa adicional para colorir a peça e outra de pós-aquecimento, destinada a melhorar o acabamento superficial. A PA em pó também pode ser utilizada em revestimentos eletrostáticos, porém há apenas resinas transparentes e pretas disponíveis, e em aspersão por chama, com a ressalva de uso de cores fortes para prevenir o risco de amarelamento.

    O maior nicho de mercado para o polímero em pó da empresa tem sido o das grades internas de máquinas lava-louças – a Degussa detém 75% do mercado mundial. As peças são recobertas em leitos fluidizados principalmente com tons de prata. Essas cores são difíceis de ser obtidas nesse tipo de processamento, pois esses pigmentos, em particular aqueles à base de alumínio, são muito sensíveis ao calor. Mas a PA 12 obteve resultados expressivos nessa aplicação. O polímero também tem se mostrado muito adequado ao recobrimento de carrinhos de supermercado, graças à boa adesão a grades de aço aliada à ampla possibilidade de cores e personalização. Fechos de sutiãs e peças técnicas como anéis de selagem, além de peças automotivas, tubos, válvulas, e ferramentas cirúrgicas são outros campos de emprego.

    PAs transparentes – Dick Heinrich também foi o encarregado de apresentar à audiência os desenvolvimentos da Degussa para o mercado óptico. A fornecedora comercializa uma linha de poliamidas com duas estruturas químicas básicas: dois tipos polimerizados com base em diaminas cicloalifáticas e ácido dodecanóico, e um grau obtido de trimetil-hexa-diamina e ácido tereftálico. Esses plásticos de alto desempenho e suas misturas possuem características comuns a polímeros tanto amorfos quanto semicristalinos.

    Plástico Moderno, Fernando Jorge, da área de desenvolvimento de mercado da Degussa norte-americana, Notícias - Evento foca polímero de alto desempenho

    Jorge destacou as novas construções multicamadas para o setor automotivo

    Pela seleção de diferentes monômeros, é possível obter uma PA cristalizável e permanentemente transparente. Os cristais são tão diminutos que não espalham a luz visível, como em um material amorfo. A contração volumétrica é baixa, mas o material, denominado microcristalino, se comporta como semicristalino em termos da resistência química, ao impacto e a rupturas por fissuras (stress cracking).

    Uma idiossincrasia dessa família de resinas é a inerente resistência aos raios ultravioleta. Além disso, o polímero não assume tons amarelos de envelhecimento mesmo após longo tempo de exposição, problema comum entre polímeros amorfos. O produto ainda possui transmissão, índice de refração e outras características ópticas próximas às do polimetilmetacrilato (PMMA) e policarbonato (PC) – os principais concorrentes no mercado –, que sugerem o emprego na produção de lentes para óculos de sol, lentes corretivas e lentes fotográficas.

    O polímero pode ser esterilizado com radiação e testes realizados no renomado instituto de pesquisa alemão Fraunhofer revelaram que essa PA adere a camadas de dióxido de silício e alumínio (nesse caso após pré-tratamento com plasma) com desempenho igual ou superior aos concorrentes PMMA e PC. A soldagem pode ser feita com adesivos de PU, cianoacrilatos, epóxi e ultra-som, e tanto a soldagem quanto a marcação a laser são possíveis sem perda da transparência. A vantagem mais nítida ao consumidor final, entretanto, é a redução de peso, pois a resina é mais leve que o PMMA e o PC. Mas o plástico ainda pesa muito no bolso, pois pode ser até três vezes mais caro que os concorrentes.
    A injeção da resina também é um pouco mais complexa.

    A Degussa aconselha a evitar a presença de oxigênio na zona de alimentação da rosca, que deve ser pré-tratada superficialmente e possuir três zonas. A alimentação deve ser tão lenta quanto possível, e a contrapressão, a mais alta. Os pellets precisam ser pré-aquecidos por três a quatro horas a 90º C, e é preciso considerar o risco de formação de cargas estáticas na superfície da PA.
    A penetração do plástico está mais avançada no segmento das lentes de óculos e há outras oportunidades em surgimento na produção de lentes de sensores, dispositivos de reconhecimento de presença automático, mídias de armazenamento de dados (concorrendo com CDs de PC, por exemplo), coberturas para fotodiodos, placas de circuito e displays.



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