Notícias – Estudo afere expansão na reciclagem de PVC

O índice de reciclagem de PVC pós-consumo subiu de patamar, de 14,5% em 2009, para 15,1% em 2010. Também o volume total de PVC reciclado cresceu: 25.302 toneladas no ano passado, contra 20.693 toneladas no ano anterior. Uma expansão de 22,3%. Os dados, divulgados pelo Instituto do PVC, foram aferidos em uma pesquisa encomendada pelo Instituto à Maxiquim Assessoria de Mercado, consultoria com forte atuação nos segmentos das commodities petroquímicas e resinas termoplásticas, entre outros assuntos do gênero. O levantamento, em acordo com a metodologia do IBGE, envolveu empresas de todo o país com o objetivo de mapear a reciclagem de PVC.

A indústria brasileira de reciclagem de PVC emprega 1.339 pessoas e fatura R$ 133 milhões. Sua capacidade instalada chega a 73 mil toneladas, mas a ociosidade é alta: 59,1%. No entender do Instituto, esse quadro mostra o forte potencial de crescimento da atividade. Essa possibilidade de expansão, porém, está atrelada à intensificação de sistemas de coleta seletiva.

A pesquisa mostra também mudanças na procedência do PVC destinado à reciclagem, com um avanço na quantidade oriunda de pós-consumo. Este tipo de resíduo representava, em 2009, 72,9% do total reciclado, enquanto os industriais equivaliam a 27,1%. A pesquisa da Maxiquim mostrou que em 2010 a quantidade de resíduo pós-consumo reciclado chegou a 84,5%, enquanto o industrial respondeu por 15,5%.

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O PVC aparece muito pouco no lixo urbano. Isso porque 64% da resina segue para aplicações de longa duração – tubos e conexões, pisos, esquadrias, janelas, entre outros –, com vida útil superior a 15 anos, e algumas até para além dos 50 anos de uso. Apenas 12% da demanda de PVC é destinada para aplicações de curta vida útil, ou seja, de 0 a 2 anos. Os restantes 24% são aplicados em produtos de vida útil entre 2 e 15 anos. Segundo a pesquisa, em 2010 foram gerados 167 mil toneladas de resíduos de PVC pós-consumo, equivalentes a apenas 5% do total de resíduos plásticos gerados no Brasil.

Como o PVC pode ser rígido ou flexível, a pesquisa desmembrou a taxa de 15,1% do PVC (rígido + flexível). Para o PVC rígido a taxa aumentou, de 10,7%, em 2009, para 11,4%, em 2010. Já para o PVC flexível a variação foi ainda maior, de 17,6%, em 2009, para 18,7% em 2010.

A razão dessa diferença fica por conta do ciclo de vida útil do PVC. Como o material rígido está mais associado a aplicações da construção civil, ou seja, de longa vida útil, esses produtos demoram mais até chegar a uma empresa recicladora na forma de resíduos. Com o PVC flexível ocorre o contrário, já que as aplicações são mais associadas aos curtos e médios prazos de vida útil.

O levantamento da Maxiquim identificou a Região Sudeste como a maior recicladora de PVC: 48% do total em 2010. O Sul vem em seguida, com 41%. O Nordeste respondeu por 8% e o Norte, 3%. O Centro-Oeste não registrou a presença de recicladores.

 

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