Empresa eleva produção para atender o setor automotivo

Em processo acelerado de modernização, a Marfinite, precursora nacional de inúmeros manufaturados plásticos, com cerca de 800 itens em linha, prepara-se para alçar voos mais altos, ao implementar maior produtividade nas duas atuais fábricas, de Itaquaquecetuba-SP e de Mairinque-SP, e concretizar a compra de novas injetoras e sopradoras robotizadas, ingressando em outras áreas de negócios, especialmente no campo de OEM – Original Equipment Manufacturer, com o objetivo de tornar-se parceira de importantes projetos para o setor automotivo.

Prestes a completar seu primeiro cinquentenário, a ser comemorado no próximo ano, a empresa incrementa investimentos em várias frentes, a fim de tornar-se mais competitiva, sem descontinuar produções concebidas por seus antigos gestores Vital Raiola e Giulio Frascari, mas fazendo jus à experiência empresarial de seus atuais dirigentes, proprietários do grupo paulista A2DP.

“Concluímos em 2009 a incorporação ao grupo de fábrica de transformação de plástico anteriormente pertencente à Sedna, instalada em Mairinque, a 70 quilômetros de São Paulo, somando mais mil toneladas à nossa capacidade e estamos finalizando a preparação dessa unidade para atender aos padrões exigidos pela certificação ISO/TS, entre outras, para podermos ingressar em novos mercados”, informou Alexandre Pimentel, sócio-diretor do grupo A2DP, empresário egresso do grupo Delga, de Diadema-SP, reconhecido no ramo de autopeças metálicas.

Assim, definido o objetivo de imprimir maior produtividade às operações, pouco tempo depois de assumir a Marfinite, o grupo A2DP já dotaria seu parque industrial de catorze novas injetoras com forças de fechamento variando entre 600 toneladas e 2.700 toneladas, após a identificação de gargalos na área produtiva.

Plástico Moderno, Alexandre Pimentel, Sócio-diretor do grupo A2DP, Notícias - Empresa eleva produção para atender o setor automotivo
Pimentel: empresa vai comprar 25 injetoras até junho deste ano

“Assumimos o desafio de ampliar a capacidade produtiva da Marfinite e, por conta disso, deveremos adquirir outras 25 novas injetoras até junho de 2010”, informou o diretor.

O prazo é considerado limite para a aquisição de bens de capital novos, contando com financiamento a taxas de juros reduzidas, de acordo com programa de estímulo à competitividade do setor industrial em implementação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Inovações desde o passado – Com histórico de inovações desde a sua fundação, a Marfinite vem colocando em curso amplo programa de expansão, objetivando valorizar marcas e implementar modernizações.

“A Marfinite sempre foi reconhecida pelo desenvolvimento de móveis para áreas externas e por ter apresentado centenas de soluções inovadoras para a indústria, o comércio e para a área de serviços, mas passa atualmente por uma intensa reestruturação nas áreas administrativa e de negócios, seguindo os nossos métodos de trabalho”, acrescentou Pimentel.

Os destaques na produção surgem desde o ano de fundação da empresa, em 1961, quando lançaria com grande sucesso os primeiros artefatos plásticos voltados ao segmento de jogos e de lazer.

Na primeira fábrica, no bairro paulista do Ipiranga – onde se manteve até o ano de 1979, ano em que inaugurou a nova unidade de Itaquaquecetuba –, que abriga até hoje a sua única loja voltada ao comércio varejista, a empresa iniciou suas atividades com a produção de bolas de bilhar e de boliche feitas de poliéster, em substituição às importadas, produzidas em marfim, contribuindo para popularizar essas modalidades esportivas.

Seis anos após sua fundação, em 1967, a Marfinite conquistaria maior projeção no cenário industrial, ao lançar a primeira linha de contêineres plásticos de polipropileno – na época apenas produzidos em pequenos tamanhos –, compartilhada com suas primeiras cadeiras também de PP, produzidas já naquela época com design valorizando aspectos anatômicos para o maior conforto dos usuários.

A ideia de projetar os primeiros contêineres plásticos foi bem-sucedida ao longo de todas as décadas de atuação da empresa e sob vários aspectos. Sob o ponto de vista de inovação tecnológica, a criação desses artefatos ofereceu alternativa à utilização da madeira, bem como introduziu o conceito de uso de materiais duráveis e retornáveis.

O feito, entretanto, também rendeu à empresa benefícios financeiros, pois, até hoje, os contêineres integram área de negócios na qual está concentrada a maior fatia de faturamento (40%), somada à rentabilidade advinda da produção e comercialização de paletes e estrados, itens que integram a linha de produtos para armazenagem, transporte e distribuição logística de centenas de produtos desde alimentícios até industriais.

Um ano depois do lançamento dos contêineres, em 1968, outra especialidade se transformou em área de negócios bastante rentável, representando de certa forma a continuidade aos projetos de fabricação das primeiras bolas de bilhar e de boliche. Dessa vez, porém, a inovação se voltou à produção de esferas plásticas ocas para atender o setor de higiene pessoal (desodorantes roll-on), incluindo cosméticos (batons e sombras também em embalagens roll-on), tendo por primeira parceira uma das maiores indústrias globais do setor.

Como consequência do aquecimento nas vendas do setor de higiene pessoal e de cosméticos, a demanda por esferas se mantém em alta há vários anos, apresentando taxas de crescimento que oscilam entre 15% e 20% ao ano.

Com esse ritmo, as 18 milhões de esferas fabricadas atualmente com compostos de PP e em vários diâmetros – desde 3,96 mm até 35,56 mm – não estão sendo suficientes para atender aos pedidos e, por isso, o grupo já está alocando novos recursos para investir na reforma e ampliação de antiga unidade instalada no parque de Itaquaquecetuba, tornando-a mais bem equipada e exclusiva para produzir esferas plásticas injetadas e sopradas e com a meta de dobrar a produção atual, ou seja, passar a produzir 36 milhões de unidades/mês, ainda nesse ano, e também fazendo crescer a parcela de representatividade desse segmento no faturamento total atual, hoje em torno de 12%.

Desde o passado, o dinamismo empresarial vem caracterizando os passos da empresa. Dois anos após a inauguração da fábrica de Itaquaquecetuba (1981), que conta com 30 mil m2 de construções distribuídos em terreno de 236 mil m2, a Marfinite lançaria a linha Ekologika de móveis de PP para piscinas e jardins, conquistando mais uma vez grande aceitação entre os usuários.

O ano de 1984 é dedicado ao lançamento de outra linha inovadora de móveis: a Marmolínea, fabricada com resina de poliéster e com composto especial (pó de mármore), sendo composta de mesas e cadeiras altamente resistentes e duráveis, em vários formatos e tamanhos, tanto para uso em escritórios, como para residências.

Plástico Moderno, Emerson Amaral, Diretor de operações e de marketing da Marfinite, Notícias - Empresa eleva produção para atender o setor automotivo
Amaral: Marmolínea teve aceitação entre os consumidores residenciais

“A linha Marmolínea obteve grande aceitação entre os consumidores residenciais, sendo fabricada até os dias de hoje por processo considerado artesanal, em moldes abertos”, informou José Emerson Amaral, diretor de operações e de marketing da Marfinite.

Em 1991, a Marfinite dá início à produção de paletes de PP e polietileno, produtos que, rapidamente, cresceram em volumes comercializados em vários setores industriais, pela sua durabilidade e por suportar as mais adversas condições de refrigeração, como por exemplo em câmaras frigoríficas.

Seis anos depois, em 1997, a empresa mais uma vez se destacou na produção de nova linha de lixeiras de grande capacidade, para acondicionar 120 litros e 240 litros, incluindo modelos para uso doméstico, com capacidade para 6 litros e modelos denominados carros coletores para deslocamentos sob rodas, comportando 350 litros.

Terceirização é incrementada – Ampliada e revitalizada, a antiga Sedna, após ser adquirida pelo grupo A2DP, ganhou não só nova razão social em 2009, passando a denominar-se Pladip Plastic Engineering, como também a nova missão de produzir mediante contratos de terceirização, principalmente peças para o setor automotivo, mas também componentes para as linhas branca e marrom.

“Contamos na Pladip com injetoras para produzir desde pequenas peças com 280 gramas até componentes com 16 quilos, direcionando a produção para caixas para faróis, para-choques, aerofólios e peças para o interior dos veículos, como revestimentos para portas, porta-copos e suportes para câmbios”, informou o diretor Amaral.

Os setores de linha branca e linha marrom também deverão ser atendidos por essa unidade que incluirá em sua produção peças e componentes para refrigeradores e vários componentes para impressoras, como tampas e estruturas internas.

Apesar de concentrado em negócios nacionais, o grupo A2DP não descarta a intenção de incrementar as vendas externas, tentando viabilizar no futuro a instalação de nova unidade fabril em país da América Latina. Com mais de 250 distribuidores atuantes praticamente em todo o Brasil, a empresa também mantém presença na Argentina, Uruguai, Paraguai e México, contando com mais de 70 injetoras de 130 toneladas até 2.700 toneladas de força de fechamento, oito sopradoras, seis extrusoras e oito moinhos de alta capacidade somente no parque industrial de Itaquaquecetuba-SP.

Últimos lançamentos – Vários lançamentos ampliaram a produção nesse ano. Entre as novidades, estão assentos especiais para estádios esportivos, fabricados com poliolefinas e estabilizados contra as radiações UV, produzidos em várias cores e modelos.

A empresa também desenvolveu cadeiras feitas de náilon e PP, com resistência superior à temperatura, acima de 100ºC, para usuários da terceira idade e pessoas com deficiência física.

Os novos projetos também valorizam o design em cadeiras mais confortáveis e anatômicas, desenhadas com novos estilos e formatos, da linha Vivaldi, fabricadas com PP e estrutura de alumínio.

Plástico Moderno, Notícias - Empresa eleva produção para atender o setor automotivo
Cadeiras feitas de PP e estrutura de alumínio

Para os segmentos de móveis e utilidades domésticas, a empresa também está lançando estantes de PP e PE, comercializadas em kits com três, quatro e cinco prateleiras, bem como cestos expositores empilháveis em várias versões, carrinhos para compras, além de novas poltronas, bancos e espreguiçadeiras.

As inovações ainda incluem caixas térmicas de 30 litros e Ice Cooler, novidade para acondicionar e conservar bebidas geladas, com capacidade em volume para 50 litros, e que dispõem de tampas translúcidas e drenos para desaguar todo o gelo derretido, utilidade que vem obtendo grande aceitação de usuários para colocação em festas e reuniões tanto residenciais como comerciais.

Com exclusividade, a Marfinite também promoveu recentemente o lançamento de centrífuga manual de PP para uso industrial. Trata-se de item de grande dimensão, com altura total de 52,5 cm, e com 43 cm de diâmetro, e capacidade para 22 litros, concebido para secar saladas, verduras e legumes, após higienização e lavagem, livrando os alimentos in natura de umidade para posterior consumo.

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