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Notícias – Design por computador ganha versão mais veloz

Marcio Azevedo
23 de janeiro de 2009
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    A busca por produtos finais com melhor qualidade ainda se reflete na maior integração do programa de CAD com operações de simulação. A versão 2009 estabelece um novo conceito de estudos de simulação, por meio do novo consultor do SolidWorks Simulation. Este recurso funciona como um wizard clássico do Windows, que pede ao usuário informações sobre a estrutura em questão, como valores de tensão, deslocamento, peso ou deformação. O operador, então, fornece limites para esses parâmetros, que são armazenados em sensores virtuais que disparam se extrapolados os valores predefinidos.

    O ponto interessante reside no fato de o programa não ter, intrinsecamente, um valor máximo predeterminado para a precisão dessas simulações. Segundo o diretor de gestão de produto Fielder Hiss, o Simulation será tão mais fiel à realidade quanto maior for a quantidade de informações fornecidas ao consultor. Isso impede que o software se torne inadequado por excesso ou deficiência de precisão, uma vez que seu universo de aplicações abrange desde os mais simples artefatos, como uma embalagem plástica, até itens de extrema requisição técnica, como equipamentos para exploração de petróleo e gás ou componentes de trens de pouso de aeronaves.

    Para os clientes do segmento plástico, além da ferramenta de simulação, são especialmente importantes alguns dos novos recursos do SolidWorks 2009, como o PhotoView 360, que acelera a criação de imagens fotorrenderizadas, ou o 3DVIA, produto que facilita a construção de manuais de instrução de uso e montagem, catálogos, materiais de conteúdo e de marketing. “Na prática, a compilação desse tipo de manual leva muito tempo, e acreditamos que a nova ferramenta é muito interessante para essa tarefa”, afirma Müller.

    Mercado local – Já é uma tradição do SolidWorks adequar-se às necessidades específicas de seus clientes. No caso dos brasileiros, a maior evidência disso é a disponibilidade de uma versão do software no português falado por aqui, uma decisão importante da companhia tomada há cerca de quatro anos, em reconhecimento ao potencial do mercado nacional, e às sensíveis diferenças com o português falado em Portugal.

    Entre os grandes clientes locais, a DS SolidWorks computa empresas como Petrobras, Romi, Dedini, FMC, Marcopolo e WEG. Mas Fielder Hiss faz questão de ressaltar que, tanto no mercado brasileiro quanto nos mercados do exterior, são os pequenos e médios clientes os grandes responsáveis pelo sucesso da empresa.

    Companhias pequenas, no mundo globalizado, não são sinônimo de projetos pequenos ou simplórios. Elas podem ser a expressão de um empreendimento muito focado, como produtores de máquinas sob encomenda. Empresas da área médica, igualmente, tendem a ser pequenas, em seus primeiros passos, mas lidam com produtos bastante complexos.

    Esses fatos, no entanto, não devem ser encarados como uma proibição do desenho computadorizado tridimensional para projetos simples. “Muitos clientes potenciais ainda dizem que seus designs não são complicados o suficiente para usar 3D. Isso não é verdade, porque essa ferramenta torna mais rápido o processo de visualização de uma peça e a sua venda”, contesta Hiss.

    A explicação mais simples do diretor para arguições desse tipo é difícil de ser retrucada: “Por que usar programas em 3D? Pela certeza de que o projeto de um conjunto de peças funcionará perfeitamente na primeira tentativa, e isso gera um milhão de benefícios.”

    Esse apelo parece sensibilizar o mercado da América Latina, já que a DS SolidWorks previa, de janeiro a setembro de 2008, um crescimento de 30% na região, a despeito do preço de seus produtos, muitas vezes apontado como um investimento elevado para clientes de pequeno e médio porte. A comercialização de programas pirateados, no entanto, ainda é uma má notícia para os negócios da empresa. Na América Latina, a taxa de softwares utilizados sem o pagamento das devidas licenças (número relativo a todos os programas para computadores) ainda supera o patamar de 60%.

     

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