Balança Comercial do Setor Plástico: Desempenho Pífio Preocupa Moldador

A Terceira Geração da Indústria do Plástico fechou o Balanço de 2006 com Poucos Motivos para Comemorar.

Embora o consumo aparente de produtos transformados tenha alcançado a casa das 4,17 milhões de toneladas, aumento de 10,89% em relação ao ano anterior, o faturamento bruto (de 37,5 bilhões de reais) encolheu 3,17%, em relação a 2005.

A indústria brasileira de transformação até conseguiu aumentar o volume exportado de produtos transformados em 5,5%.

Mesmo assim, a balança comercial do setor ficou deficitária em volume e valor (respectivamente 78 mil toneladas, alta de 58,3%; e 345 milhões, acréscimo de 34%), visto que as importações de transformados subiram 13,6% em peso e 17,7% em valor.

“São dados preocupantes”, declarou Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Sua previsão para este ano é, ainda, de estagnação. “O setor deve manter o mesmo nível de 2006. Sem resultados bons, não há condições de investir”, disse.

Faturamento do setor de transformação de plásticos em dolar e real 2005 e 2006 Plástico Moderno, Notícias - Desempenho pífio preocupa moldador
Balança Comercial do Setor Plástico 2005 – 2006

Na opinião dele, os únicos segmentos da indústria que caminham para um bom desempenho são: a construção civil; o automobilístico, que segue bem graças às exportações; e a agricultura, que mostrou recuperação e promete bons negócios para o plástico. “Os outros setores não caminham tão bem”, avaliou Cachum.

8.400 empresas ativas do setor registraram uma produção total de transformados plásticos

Segundo levantamento da entidade, cerca de 8.400 empresas ativas do setor registraram uma produção total de transformados plásticos (exceto PET) da ordem de 4,09 milhões de toneladas em 2006 (alta de 10,25% sobre 2005), dados que resultam num consumo brasileiro per capita de plástico de 21,78 kg, volume mantido em patamares semelhantes desde 2000.

Gráfico com consumo aparente de artefatos plásticos Plástico Moderno, Notícias - Desempenho pífio preocupa moldador

Os principais motivos para essa estagnação e desempenho pífio são queixas antigas da indústria em geral: apreciação do real, que dificulta as exportações; elevada carga tributária; e as altas taxas de juros brasileiras, consideradas entre as maiores do Planeta. “Não é possível manter competitividade suficiente para concorrer com produtos de outros países arcando com os custos existentes no Brasil”, lamentou Cachum.

Para ele, uma solução para o setor ganhar competitividade seria a fusão entre empresas de pequeno porte, gerando companhias de médio porte, mais saudáveis do ponto de vista financeiro e com melhores condições de concorrer. “Temos de partir para outro conceito de empresários”, incentivou.

O evento da Brasilplast em maio deste ano, em São Paulo, promete impulsionar a indústria. “É uma excelente oportunidade para comprar novas máquinas e equipamentos e modernizar o parque industrial”, acredita Cachum, que promoveu a feira em uma série de visitas a tradicionais exposições internacionais, como:

  • Argenplas (Argentina),
  • Plastimagen (México),
  • NPE e
  • Pack Expo (Estados Unidos) e
  • Emballage (França),
  • entre outras.

Além de divulgar as feiras brasileiras, a rodada de visitações de Cachum ao exterior contribui ainda para promover as empresas e produtos brasileiros a fim de incrementar as vendas externas, reforçando o trabalho do programa Export Plastic, uma promoção conjunta da Abiplast, Instituto Nacional do Plástico (INP), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e Sindicato da Indústria de Resinas do Estado de São Paulo (Siresp).

A propósito, a Abiplast completará em abril de 2007 quarenta anos de atividade. A instituição estampa em seu currículo participação ativa entre os órgãos governamentais na reivindicação de medidas que atendam às necessidades do setor. A entidade também cumpre o papel de fomentar ações em prol das exportações de produtos transformados, bem como promover o aperfeiçoamento tecnológico das indústrias de transformação.

Para melhorar a Balança Comercial do Setor: Entre as medidas mais recentes de estímulo às Exportações:

  1. A Abiplast criou, em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)
  2. E a cadeia petroquímica, o programa Export Plastic, que, sob a tutela do Instituto Nacional do Plástico (INP), dá suporte às empresas de transformação no comércio exterior, além de prospectar mercados.
  3. Outra cria da Abiplast, o INP é responsável pelo desenvolvimento de atividades na área tecnológica. Cabe ao instituto desenvolver e realizar cursos, palestras e seminários que contribuam para fomentar e aperfeiçoar a modernização de toda a cadeia do plástico.
  4. Responsabilidade social e preservação do meio ambiente constituem outras preocupações da associação, que participa com outras entidades de programas voltados à gestão de resíduos sólidos, à reciclagem, e outros.
  5. A Abiplast também orienta e dá apoio nas áreas jurídicas, tributárias, trabalhistas e comerciais.

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