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Notícias – Desempenho pífio preocupa moldador

Maria Aparecida de Sino Reto
13 de fevereiro de 2007
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    A terceira geração da indústria do plástico fechou o balanço de 2006 com poucos motivos para comemorar. Embora o consumo aparente de produtos transformados tenha alcançado a casa das 4,17 milhões de toneladas, aumento de 10,89% em relação ao ano anterior, o faturamento bruto (de 37,5 bilhões de reais) encolheu 3,17%, em relação a 2005. A indústria brasileira de transformação até conseguiu aumentar o volume exportado de produtos transformados em 5,5%.

    Mesmo assim, a balança comercial do setor ficou deficitária em volume e valor (respectivamente 78 mil toneladas, alta de 58,3%; e 345 milhões, acréscimo de 34%), visto que as importações de transformados subiram 13,6% em peso e 17,7% em valor. “São dados preocupantes”, declarou Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Sua previsão para este ano é, ainda, de estagnação. “O setor deve manter o mesmo nível de 2006. Sem resultados bons, não há condições de investir”, disse.

    Na opinião dele, os únicos segmentos da indústria que caminham para um bom desempenho são: a construção civil; o automobilístico, que segue bem graças às exportações; e a agricultura, que mostrou recuperação e promete bons negócios para o plástico. “Os outros setores não caminham tão bem”, avaliou Cachum.

    Segundo levantamento da entidade, cerca de 8.400 empresas ativas do setor registraram uma produção total de transformados plásticos (exceto PET) da ordem de 4,09 milhões de toneladas em 2006 (alta de 10,25% sobre 2005), dados que resultam num consumo brasileiro per capita de plástico de 21,78 kg, volume mantido em patamares semelhantes desde 2000.

    Os principais motivos para essa estagnação e desempenho pífio são queixas antigas da indústria em geral: apreciação do real, que dificulta as exportações; elevada carga tributária; e as altas taxas de juros brasileiras, consideradas entre as maiores do Planeta. “Não é possível manter competitividade suficiente para concorrer com produtos de outros países arcando com os custos existentes no Brasil”, lamentou Cachum.

    Para ele, uma solução para o setor ganhar competitividade seria a fusão entre empresas de pequeno porte, gerando companhias de médio porte, mais saudáveis do ponto de vista financeiro e com melhores condições de concorrer. “Temos de partir para outro conceito de empresários”, incentivou.

    O evento da Brasilplast em maio deste ano, em São Paulo, promete impulsionar a indústria. “É uma excelente oportunidade para comprar novas máquinas e equipamentos e modernizar o parque industrial”, acredita Cachum, que promoveu a feira em uma série de visitas a tradicionais exposições internacionais, como Argenplas (Argentina), Plastimagen (México), NPE e Pack Expo (Estados Unidos) e Emballage (França), entre outras.

    Além de divulgar as feiras brasileiras, a rodada de visitações de Cachum ao exterior contribui ainda para promover as empresas e produtos brasileiros a fim de incrementar as vendas externas, reforçando o trabalho do programa Export Plastic, uma promoção conjunta da Abiplast, Instituto Nacional do Plástico (INP), Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e Sindicato da Indústria de Resinas do Estado de São Paulo (Siresp).

    A propósito, a Abiplast completará em abril de 2007 quarenta anos de atividade. A instituição estampa em seu currículo participação ativa entre os órgãos governamentais na reivindicação de medidas que atendam às necessidades do setor. A entidade também cumpre o papel de fomentar ações em prol das exportações de produtos transformados, bem como promover o aperfeiçoamento tecnológico das indústrias de transformação.

    Entre as medidas mais recentes de estímulo às exportações, a Abiplast criou, em parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a cadeia petroquímica, o programa Export Plastic, que, sob a tutela do Instituto Nacional do Plástico (INP), dá suporte às empresas de transformação no comércio exterior, além de prospectar mercados.

    Outra cria da Abiplast, o INP é responsável pelo desenvolvimento de atividades na área tecnológica. Cabe ao instituto desenvolver e realizar cursos, palestras e seminários que contribuam para fomentar e aperfeiçoar a modernização de toda a cadeia do plástico.

    Responsabilidade social e preservação do meio ambiente constituem outras preocupações da associação, que participa com outras entidades de programas voltados à gestão de resíduos sólidos, à reciclagem, e outros. A Abiplast também orienta e dá apoio nas áreas jurídicas, tributárias, trabalhistas e comerciais.

    Plástico Moderno, Notícias - Desempenho pífio preocupa moldador

    Plástico Moderno, Notícias - Desempenho pífio preocupa moldador

    Novos reforços visam aplicações técnicas

    A Owens Corning anuncia o lançamento de três novos produtos incorporados à família dos reforços termoplásticos de alto desempenho denominada PerforMax, com propriedades como baixa saída de gás, elevada resistência hidrolítica e à fadiga, e maior força, em comparação a produtos semelhantes. De acordo com o fabricante, os novos reforços abrem à transformação novas perspectivas de avanços tecnológicos em aplicações automotivas, eletrônicas e de aparelhos com soldas.

    A fibra picada PerforMax LG se destina em especial à produção de componentes elétricos e eletrônicos como conectores SMT, LED e compartimentos de relés, para reduzir a saída de gás. Segundo a Owens Corning, os principais atributos dessas fibras picadas consistem na saída de gás 25% inferior em relação aos reforços concorrentes em poliamidas dos tipos 6, 6.6 e 4.6, resultando em superfícies mais claras e de melhor acabamento. A nova fibra apresenta desempenho LOI de 0,17% (loss on ignition), contra 0,5% dos reforços padrão.

    Outra novidade, a fibra picada PerforMax HR tem uso indicado em peças que entram em contato com fluidos e expostas a altas temperaturas, como peças usadas para soldagem, aquecimento e ventilação e componentes automotivos sob o capô. Essa nova fibra assegura melhoria de 15% na força mecânica em comparação com produtos concorrentes de fibra picada resistentes à hidrólise; maior resistência à hidrólise, o que reduz o risco da quebra de polímeros por umidade, e produtos químicos em ambientes de alta temperatura; e resistência à fadiga de alta temperatura a longo prazo.

    A PerforMax HR dispõe de variedades compatíveis com poliamidas e com polissulfeto de fenileno (PPS) e as peças fabricadas com o produto exibem menos da metade dos valores de fadiga de longo prazo em relação às peças fabricadas com fibras similares disponíveis no mercado, dispensando o uso de aditivos para impedir a fadiga.

    A Owens Corning também apresenta a nova linha PerforMax SP desenhada em especial para reforçar os polímeros de alto desempenho, como a polieterimida (PEI), a polieterssulfona (PES), o poliéter-éter-cetona (PEEK) e os polímeros de cristal líquido (LCP), entre outros. Esses reforços fornecem saída de gás 40% menor, resultando em superfícies mais claras e também de melhor acabamento, com menos defeitos e retrabalho. O desempenho em temperatura supera 400ºC, enquanto mantém alta resistência à fadiga.

    De acordo com o fabricante, as equipes técnicas da Owens Corning e da Asahi (a divisão de compósitos da Asahi Fiber Glass Company, do Japão, foi adquirida pelo Owens Corning no início deste ano) resolveram o problema de saída de gás, o que envolveu alterações no nível molecular da fibra, a fim de fornecer saída de gás significativamente menor que os produtos concorrentes e ainda embutir outras vantagens tecnológicas.                                                                     M. A. S. R.

    Tecnologia insite gera novo grade de EPDM

    Chega ao mercado uma nova variedade de etileno-propileno-dieno (EPDM), lançamento da Dow, produzida com a tecnologia própria e exclusiva Insite, que emprega catalisadores metalocênicos, e um processo de produção em fase gasosa. O resultado é o Nordel MG NDR 46100.00, com excelente desempenho em baixas temperaturas e vantagens de processamento associadas à redução de custos.

    O novo grade de EPDM consiste em um produto com baixo conteúdo de etileno, médio dieno (etilideno-norboneno ENB) e alta viscosidade: 55% em peso de etileno, 4,5% em peso de ENB e viscosidade Mooney igual a 100 (ML 1+4 a 125 ºC, calculado). Por tais características, o produto é ideal para perfis curados com peróxido, mangueiras, câmaras de bicicletas, tiras de vedação automotivas e outros componentes de borracha que exigem desempenho superior sob baixas temperaturas.

    De acordo com o fabricante, a tecnologia Insite permite controle da arquitetura molecular com precisão e previsibilidade. O processo de reação em fase gasosa e a forma granular da linha Nordel asseguram a produção de grades com alta viscosidade Mooney (superior a 90 ML 1+4 a 125ºC), com vantagens no manuseio, produtividade e custos.

    O fabricante ressalta que o negro-de-fumo presente no produto e a forma granular dispensam necessidade de extensão a óleo para facilitar a fabricação. Os usuários podem adicionar seu próprio óleo para aprimorar as características de processamento e reduzir custos.

    Por apresentar densidade aparente mais baixa, comparada aos elastômeros fornecidos em fardos, os produtos da linha Nordel são compactados no início do ciclo de mistura em Banbury, o que garante melhor dispersão e permite um aumento de até 10% no fator de enchimento. Além disso, a consistência dos produtos aumenta o rendimento de processamento e reduz a quantidade de refugo.

    A forma granular contribui para melhorar a dispersão dos componentes, permitindo a mistura em uma única etapa, e ainda possibilita o manuseio automatizado e a implementação de mistura contínua, sinônimos de custos de produção menores e processos mais limpos, entre outros benefícios.                                                                        M. A. S. R.

    Plastech em julho substitui Tecnoplast

    Uma decisão política no âmbito do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) resultou em uma profunda modificação do sistema de feira setorial, o qual vinha acontecendo desde 2001, a cada dois anos na cidade de Caxias do Sul-RS, até então com o nome de Tecnoplast. A diretoria da entidade rompeu com a promotora de exposições e assumiu toda a responsabilidade pela organização de um novo evento denominado Plastech, com data marcada para acontecer de 24 a 27 de julho de 2007, nos pavilhões da Festa da Uva.

    “A Plastech contempla a união do setor plástico gaúcho, incluindo a primeira, a segunda e a terceira geração. Tudo novo, formatação nova” resumiu o presidente da entidade, Orlando Marin. Para concretizar o projeto, a entidade criou uma estrutura interna com a finalidade de fechar os contratos com os expositores e viabilizar a parte operacional, o que inclui a contratação de uma empresa especializada em geração de energia de alta tensão, a fim de permitir o pleno funcionamento de máquinas; praça de alimentação; recepção, por empresas terceirizadas, dos visitantes e expositores; e a montagem dos estandes, mas tendo o sindicato como promotor e coordenador de todo o processo.

    “É um desafio, porque a satisfação do expositor será de nossa responsabilidade. Mas há outros exemplos aqui na região como a Fima e a Movelsul [duas feiras realizadas em Bento Gonçalves]. São eventos produzidos pelos próprios empresários dos respectivos setores. A Fima conta hoje com mais de mil expositores”, contabilizou o presidente do Simplás.

    Para Marin, a credibilidade das ações do Simplás, hoje com dezessete anos, é um dos principais fatores para esse sucesso no início da comercialização da Plastech. “A realização e as negociações a cargo da equipe do Simplás têm sido um fator determinante para a rápida decisão dos expositores”, explicou Marin. A grande vantagem, conforme o presidente, é que a verticalização do evento reduziu em 30% as despesas com locação, montagem de estandes e com a hospedagem dos participantes da Plastech. “Sai o atravessador do esquema”, definiu Marin.

    Com as vantagens de uma feira vertical, nos primeiros 60 dias, após o lançamento oficial, oitenta empresas já haviam assinado contratos de adesão à Plastech, entre as quais os principais fabricantes de máquinas e equipamentos do País, de distribuição de resinas, firmas de moldes e matrizes, fabricantes e distribuidores de resinas, entre outras. Isso corresponde a 50% do espaço físico da exposição.

    “Queremos chegar a 280 expositores. Com a redução dos custos, firmas de menor porte devem participar”, acredita o presidente do Simplás. Segundo a diretoria da entidade, a presença da feira em Caxias do Sul se justifica pelo fato de a região da serra gaúcha se constituir em um pólo importante do setor, processando mais de 400 mil toneladas/ano de resinas plásticas. Além disso, a região representa 4 mil unidades industriais instaladas, sendo 2 mil voltadas aos processos de injeção e extrusão.

    Até o começo de julho de 2007, o Simplás receberá propostas de adesão à Plastech. O evento conta com o apoio dos outros dois sindicatos do Rio Grande do Sul, o Sinplast (Porto Alegre) e o Simplavi (Bento Gonçalves), além da Abief (Associação Brasileira de Embalagens Flexíveis), Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), Fiergs, Câmara da Indústria de Caxias do Sul (CIC) e do Siresp (Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas).
    Fernando C. de Castro

    Wittmann adquire a Regad, da França

    Tradicional fabricante austríaca de periféricos, em especial robôs, a Wittmann anuncia a compra da empresa francesa Regad, especializada na fabricação de moldes para injeção de peças com paredes finas. Com a aquisição, a Wittmann planeja direcionar investimentos à tecnologia de aplicação In Mold Labeling (IML – rotulagem ou decoração dentro do molde), ofertando sistemas completos com base no projeto do molde. A Regad fabrica moldes para injeção desde 1961 e, desde 1988, ferramentas para ciclo rápido.

    A Wittmann planeja agregar sua experiência no desenvolvimento de sistemas de automação para IML à estrutura da Regad e oferecer ao transformador de plástico um pacote mais completo de serviços. Assim, para aplicações mais simples de tempos de ciclo acima de 7 segundos, a Wittmann indica o uso do robô servo driver, mais econômico para moldes de 1 a 4 cavidades.

    No caso de processos de alto desempenho, a empresa oferece robôs de entrada laterais, com tempos de ciclo abaixo de 5 segundos. As unidades podem ser adquiridas com um eixo ou dois eixos de entrada lateral de alta velocidade. Em ambos os casos, as etiquetas são alimentadas automaticamente e colocadas nas cavidades dos moldes de forma precisa por sucção estática ou a vácuo e, no final do processo, removidas de maneira que se reduza o tempo de ciclo.  M. A. S. R.

    Gigante do Suape (PE)instala silos para PET

    A JMB Zeppelin forneceu para a nova fábrica de PET do grupo italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), em Pernambuco, um total de dez silos e quatro blenders (silos de homogeneização), dos quais três para 2.000 toneladas de PET cada um. Todos os silos foram equipados com sistema anti-honking com a finalidade de minimizar a emissão de ruído durante a descarga de produto.

    A fábrica da M&G, construída no complexo de Suape, será a maior produtora mundial de resina PET.

    Com inauguração agendada para 28 de fevereiro, a unidade, com área de 46 mil m², consumiu recursos da ordem de US$ 250 milhões e terá capacidade para produzir 450 mil toneladas anuais de resina, superando em 25% a capacidade instalada de sua fábrica em Altamira, no México.
    Matriz da JMB Zeppelin, a Zeppelin Silos & Systems GmbH ampliou recentemente sua linha de produtos com a incorporação da também alemã MHT Materials Handling Technologies, especializada no fornecimento de serviços de engenharia e equipamentos para plantas industriais, em especial indústrias que manuseiam plástico, oferecendo transporte a vácuo.

    Entre os principais produtos da empresa agregada se destacam silos e transporte pneumático, a vácuo ou pressão positiva; sistemas de dosagem, pesagem e mistura; manuseio de sacos e big bags; plantas completas para PVC em pellets ou pó; filtros e despoeiramento; sistemas de classificação e separação; e controle do processo, monitoramento e visualização.
     M. A. S. R.

    Poliamida 12 alemã recebe certificação

    A Degussa comemora a certificação da Lloyd’s Register concedida à sua poliamida 12 para a fabricação de tubulações flexíveis sem solda usadas no transporte de produção offshore e injeção de fluidos em conformidade com a norma API 17 J Tubos Verticais Flexíveis e a EN ISO 13628-2. Os testes consumiram dois anos e meio e foram realizados em conjunto com a Wellstream International Limited, da Grã-Bretanha, que processou o material de tubulação desenvolvido pela unidade de negócios de polímeros de alta performance da Degussa.

    Essas tubulações flexíveis sem soldas podem ser instaladas em uma única linha utilizando plataforma offshore até a boca de poços em água com profundidade de até 2 mil metros. Essas tubulações flexíveis sem solda constituem estruturas de múltiplas camadas de fios e cabos metálicos bobinados helicoidalmente e com termoplásticos extrudados.

    A PA 12 Vestamid LX9020 da Degussa entra no segmento para concorrer com o polietileno, o fluoreto de polivinilideno (PVDF) e a poliamida 11 na fabricação das tubulações de plataformas offshore. Do ponto de vista químico, o composto da Degussa resiste a fluidos em altas e em baixas temperaturas e, de acordo com o fabricante, propriedades de longo prazo, como a resistência à hidrólise e o comportamento à fluência, superam os materiais concorrentes.

    A maior vantagem do produto, porém, está no processamento: a resina pode ser processada diretamente da sua embalagem, sem necessidade de pré-secagem. Em razão da alta resistência à fusão, o produto apresenta comportamento consistente na extrusora.

    Além disso, a ausência de oscilações permite produzir grandes diâmetros de tubulações partindo de um diâmetro total constante.

    O composto da Degussa também está sendo testado em uma instalação de testes de gasodutos que sofre constante pressão de gás de 24 bar, monitorada on-line desde 2005. A empresa estuda a possibilidade de fabricação de tubulações de realinhamento.                         M. A. S. R.

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