Notícias – Demanda comedida deve conter os preços das resinas

As projeções de um crescimento morno no consumo mundial neste ano indicam também avanços pouco expressivos nos preços das resinas termoplásticas. Mesmo com a perspectiva de valores acima dos registrados no último mês de 2011, as cotações médias das principais commodities tendem a ficar abaixo das registradas no ano passado. Os apontamentos levantados pela Tendências Consultoria Integrada se baseiam em previsões de uma expansão moderada por conta do cenário de cautela envolvendo a economia global.

O estudo projeta para o PEAD o preço médio de US$ 1.399/t (+3,3%); para o PEBD, US$ 1.431/t (-8,9%); para o PEBDL, US$ 1.334/t (+0,7%); para o PP grade filmes, US$ 1.423/t (-7,9%); para o PP grade injeção, de US$ 1.420/t (-7,3%); para o PS grade geral, de US$ 1.486/t (-2,3%); e para o PS alto impacto, de US$ 1.631/t (-4,1%).

De acordo com a consultoria, o contexto que intensificou as quedas nos preços foi o pessimismo do mercado detonado pela preocupação com o desdobramento da crise europeia, mola propulsora de uma onda de restrição às compras na indústria e na oferta de crédito nos bancos. Empresas europeias enxugaram as encomendas de transformados plásticos fabricados na China e provocaram nesse país uma reação em cadeia: enfraquecimento ainda maior no mercado de resinas, já combalido pelas políticas internas de combate à inflação, e nas empresas de terceira geração, forçadas a reduzir estoques e limitar a compra de resinas, para reduzir custos e gerar caixa. Como o mercado chinês de resinas tem sido uma peça fundamental no jogo global, a sua debilidade repercutiu negativamente sobre os preços mundiais das commodities.

Segundo o levantamento da Tendências, o recuo dos preços das resinas a partir de setembro do ano passado só não foi maior por conta do comportamento dos custos, mantidos relativamente estáveis: contra um encolhimento de 3,3% na margem no quarto trimestre nas cotações do petróleo Brent, as resinas despencaram 8,8%, em média.

A trajetória de queda foi interrompida no início de 2012. Em janeiro os preços das resinas subiram, à exceção do polipropileno (-0,6%). Excluído o PP, as cotações das resinas se elevaram, em média, 2,0%, em relação a dezembro do ano anterior. PP incluso, o crescimento médio fica em 1,2%.

Além das margens deprimidas dos produtores de resinas, diversos fatores contribuíram para essa alta nos preços, como o aumento da demanda chinesa, por uma recomposição de estoques na sua indústria de transformação e dos tradings. A recuperação da economia americana e as medidas em prol do mercado europeu também contribuíram a favor do restabelecimento das margens de lucro das resinas.

As projeções da Tendências para 2012, contudo, assinalam um cenário de crescimento moderado na demanda global por resinas, e alertam para o quadro de excesso na oferta, derivado das expansões nas capacidades produtivas empreendidas nos últimos anos, em particular no Oriente Médio e na China.

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