Com FEIMEC, ABIMAQ entra nas feiras

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) investe pesado na realização de feiras de grande porte como forma de promover o trabalho gerado pelo setor.

Um dos eventos já confirmados será a Plástico Brasil – Feira Internacional do Plástico e da Borracha, a ser realizada entre os dias 20 e 24 de março de 2017, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, novas instalações construídas no local do ex-pavilhão de exposições Imigrantes, localizado em São Paulo-SP.

A primeira iniciativa do gênero da Abimaq será a realização da Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (Feimec), que se realiza de 3 a 7 de maio deste ano, no mesmo local.

A promoção e organização das feiras está a cargo da Informa Exhibitions, promotora internacional de feiras de negócios.

Chama a atenção um fato relacionado aos dois eventos.

Eles concorrem de forma direta com outros dois já tradicionais no cenário brasileiro, a Feiplastic e a Mecânica, realizados pela Reed Exhibitions Alcântara Machado.

Não bastasse os temas das exposições serem os mesmos, as datas também serão muito próximas.

A Feiplastic será realizada nos próximos dias 3 a 7 de abril de 2017 e a Mecânica nos próximos dias de 17 a 21 de maio. Ambas estão previstas para o Parque de Exposições do Anhembi, também na capital paulista.

A concorrência não é vista com preocupação por Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq.

“Nós estamos mudando o conceito de feiras no Brasil e a aceitação está sendo muito positiva”, garante.

Para ele, na Feimec, às vésperas de ser realizada, muitas empresas já estavam comprometidas com o evento da concorrente e não estarão presentes nesta edição.

“Nas próximas edições a adesão será maior”. Mesmo assim, os 50 mil m² disponíveis hoje no pavilhão de exposições já estão preenchidos.

“Com algumas adaptações de espaço podemos receber mais expositores”, ressalta. Já para a Feira do Plástico sua confiança no sucesso é total.

“Acredito que no próximo ano só haverá uma feira do plástico. Os empresários do setor visitarão a Feimec, verão a qualidade do evento que estamos organizando e vão aderir à nossa proposta”.

A Feira do Plástico nasce com o apoio da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

“A proposta da Plástico Brasil em um ambiente inovador vem ao encontro as necessidades do segmento”, diz Fernando Figueiredo, presidente-executivo da Abiquim.

A associação mexicana Anipac, e a europeia Euromap, entidades internacionais representativas da indústria do plástico, também já declararam apoio ao evento.

A Feimec também conta trunfos importantes.

“É uma feira que recebe o apoio das principais figuras governamentais ligadas à àrea. Na inauguração estão previstas as presenças dos titulares do Ministério da Indústria e Comércio, do Ministério da Ciência e Tecnologia e do BNDES”.

De quebra, a entidade conta com o apoio de 35 entidades representantes de vários setores da indústria.

“Estrela” – A resina epoxi terá papel de protagonista na Feimec. Com essa resina, será produzida na feira uma peça com função de porta-celular e porta-canetas.

O grande charme da atração se encontra no processo de fabricação, executado por uma célula de produção industrial com tecnologia 4.0.

O projeto, a ser montado em uma ilha de 300 m², envolve 22 empresas brasileiras e internacionais com fábricas no Brasil. Ele exigiu investimento de R$ 5 milhões.

“Nem em feiras dos Estados Unidos e da Alemanha foram apresentadas linhas de produção tão avançadas como essa”, orgulha-se Pastoriza.

Essas peças serão produzidas, cada uma, em um tempo de dez minutos.

Elas serão personalizadas e distribuídas para duzentos visitantes selecionados pelas expositoras.

Cada visitante, ao entrar no local, oferece seu celular para que as medidas do aparelho sejam dimensionadas.

No mesmo momento ele fornece seu nome e uma frase de sua preferência a serem gravados no objeto.

A peça, usinada a partir de uma sequência de operações sem qualquer interferência humana, fica pronta ao final da visita. Os convidados recebem várias informações técnicas enquanto percorrem o trajeto.

“O grande desafio é fazer com que os diversos equipamentos envolvidos ‘conversem’ entre si de modo a efetuar a operação com sucesso”.

Entre eles se encontram um centro de usinagem e vários robôs.

Além das empresas presentes no projeto, outras que produzem no Brasil equipamentos similares aos usados na operação e por acaso desejem divulgar seus produtos, terão à disposição um espaço a ser preparado ao lado da célula.

Existe a possibilidade dessa ilha de produção ser exposta em outro local após o final da Feimec.

“A chamada indústria 4.0 ainda é uma tecnologia adotada de forma incipiente mesmo nos países mais industrializados”.

Por isso, as empresas brasileiras que a adotarem terão a chance de contar com equipamentos do mesmo nível ou até superiores aos de muitas companhias internacionais de renome.

“Queremos mostrar aos empresários brasileiros que ela pode ser aproveitada com ótimos resultados em diferentes linhas de produção, mesmo de maneira parcial”, explica o presidente da Abimaq.

Voz ativa – Um dos grandes diferenciais das feiras da Abimaq, de acordo com os responsáveis pelas suas organizações, será o envolvimento dos expositores.

“Para a Feimec, formamos um comitê deliberativo de expositores. Os participantes têm voz ativa, não estão sujeitos às regras ditadas por empresas que só pensam em lucro”, alfineta Pastoriza.

Para ele, essa postura vai gerar uma série de facilidades inexistentes em outros eventos realizados no país.

No caso da Feimec, cuja organização já se encontra em estágio avançado, o principal aspecto a ser levado em conta será a necessidade dos expositores de incrementarem suas vendas.

Ele não arrisca um número na hora de prever o montante dos negócios a serem gerados durante o evento.

“Arrisco dizer que será um ponto de inflexão, um início da retomada dos negócios do setor”.

Como exemplo, o presidente da Abimaq cita a presença da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), cujos representantes intermediarão negociações entre empresas nacionais e estrangeiras interessadas em comprar produtos nacionais.

“Temos mais de 50 compradores internacionais com presença confirmada. Nossa ideia é colocar esses compradores cara a cara com os fabricantes brasileiros”.

Em paralelo, estão previstas facilidades em todas as etapas ligadas às operações periféricas do evento, casos da montagem de estandes, estrutura de alimentação, apoio na carga e descarga dos equipamentos e outras.

Serão oferecidas oportunidades de descontos em hotéis da região.

O dirigente ressalta a estrutura oferecida pelo pavilhão de exposições a ser inaugurado.

“Ele apresenta recursos incomparáveis em relação aos outros pavilhões brasileiros”, garante.

Na Feimec, a área total disponível para os expositores será de 50 mil m².

No próximo ano, quando as obras estarão concluídas, essa área será de 90 mil m².

Hoje o Anhembi, maior pavilhão do Brasil, conta com 80 mil m².

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O novo espaço é dotado com ar condicionado – os estandes não precisarão contratar esse conforto separadamente –, permite o uso de divulgação de marcas por meio de placas aéreas presas ao telhado, conta com até 23 salas para reuniões ou apresentações (com áreas modulares de 100 a 400 m²) e outras facilidades.

De quebra, oferece mais de 5 mil vagas de estacionamento (4,5 mil cobertas).

Está em localização estratégica, a 850 metros do metrô Jabaquara, dez minutos do aeroporto de Congonhas e fora do perímetro de restrição municipal (rodízio) de veículos de passeios e de carga.

Luta pelo expositor – A concorrência entre os dois grupos realizadores das feiras voltadas para os setores da indústria do plástico e de bens de capital pela conquista dos expositores promete ser acirrada.

Alexandre Telles, diretor da Feiplastic e da Mecânica, feiras da Reed Exhibition Alcantara Machado, revela suas armas.

“Realizamos as 16 edições da Brasilplast, agora Feiplastic, a mais completa feira da cadeia produtiva do plástico na América Latina, cobrindo todo o setor de manufatura”, diz.

Ele lembra que, o contrato feito entre a promotora do evento e a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) tem duração até 2030.

“Isso demonstra a confiança na feira como um importante vetor de negócios”.

Telles também cita outros parceiros de peso, como a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), o Sindicado das Indústrias de Resinas Plásticas (Siresp) e a Braskem, líder nacional e um dos principais nomes mundiais na fabricação de resinas.

A Mecânica também conta com seus trunfos.

“A feira tem se renovado ao longo de suas 31 edições, trazendo sempre novidades e conteúdo relevante para a indústria de bens de capital”, assegura Telles.

Ele informa que o credenciamento antecipado de visitantes está 13% acima da última edição, sendo que 81% dos pré-credenciados tem participação no processo de compra.

“Este ano, também teremos uma agenda de eventos simultâneos gratuitos voltados a todos os profissionais. Nossa expectativa é reunir 2.100 marcas e receber 90 mil visitantes/compradores”.

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