Plástico

Notícias – Chinês compra fábrica local da Owens Corning

Rose de Moraes
27 de setembro de 2011
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    Produzindo 40 mil toneladas de fibras de vidro do tipo ECR na China, a empresa atende às exigências mais rigorosas quanto à resistência química e para trabalhos em ambientes mais agressivos. A empresa também se destaca na produção de fibras de vidro livres de bório e de flúor, como o ECT e o TM, este último apresentando maior resistência à corrosão química e capaz de resistir a altas temperaturas, e cuja utilização ocorre em aplicações de pás eólicas e perfis pultrudados.

    Com a linha de fibras de vidro TM, a empresa atende também os setores que requerem alta resistência mecânica e alto módulo de elasticidade para as peças, tendo, ainda, cumprido grande papel, ao liderar projeto de desenvolvimento de fios para uso em eletrônicos e criar inovações muito importantes para aplicações em Ipads e celulares, nos quais lidera os fornecimentos mundiais para o beneficiamento de sílicas.

    No Brasil, a Cpic Brasil detém as certificações ISO 9002, ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001. Nas exportações, a empresa já se consagrou em mercados dos Estados Unidos, Europa, Ásia e países da América Latina, atendendo os vários segmentos de compósitos, como construção civil, bens de consumo, esporte e lazer, setor agrícola, eletroeletrônicos, infraestrutura, indústria química, entre outros.

    A relevância das fibras de vidro em sua participação em compósitos é observada em vários setores. Os capôs de carrocerias de automóveis se tornam mais leves e permitem moldagens mais versáteis em formas aerodinâmicas. Os feixes de fibras ópticas reforçados com revestimentos em fibras de vidro mantêm a integridade do material. Os laminados utilizados em circuitos impressos também alcançam alto desempenho graças às propriedades dielétricas e mecânicas das composições com fibras de vidro. Os perfis para distribuição de energia fabricados com compósitos de resinas com fibras de vidro garantem segurança e integridade às instalações. As pás empregadas em conversores de energia eólica aliam baixo peso e alta resistência e flexibilidade. Em instalações sanitárias, os compósitos reforçados com fibras de vidro são altamente resistentes e leves e permitem moldagens mais anatômicas.

    Nas obras de infraestrutura, as tubulações em compósitos com fibras de vidro aliam resistência à corrosão, baixo peso e superior resistência à tração, comparada à do aço. Os perfis pultrudados com compósitos de plásticos reforçados com fibras de vidro são especificados para construções de pontes pela rapidez das montagens e alta durabilidade, mesmo sob condições críticas de uso em ambientes marítimos e muito sujeitos à corrosão.

    O grande parceiro chinês – Maior destino das exportações brasileiras desde 2009, quando passou a absorver 15,2% do total exportado pelo Brasil, a China também é o segundo país para as importações brasileiras, que crescem em ritmo acelerado, somando mais de US$ 25 bilhões em 2010. Acredita-se, porém, com base em indicadores, que a China passe também a ser a principal fonte das importações brasileiras já em 2011 em virtude do crescimento acelerado nas transações e dos investimentos que estão sendo alocados no Brasil em vários setores pelos chineses nos últimos três anos, principalmente.

    Segundo estudos do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), as importações realizadas pelo Brasil de produtos de alta tecnologia da China aumentaram significativamente na última década, alcançando cerca de US$ 10 bilhões em 2010. Em 2009, as importações de produtos chineses envolveram, principalmente, máquinas e aparelhos elétricos (33%), caldeiras e máquinas mecânicas (20%), químicos orgânicos (7%), entre outros. Por outro lado, as exportações do Brasil para a China em 2010 se concentraram em minérios (40%), oleaginosas (23%), combustíveis minerais (13%), embora em anos anteriores também tenham sido observados significativos volumes exportados para a China nos setores de soja, laminados, madeiras, celulose, papéis, sucos de laranja etc.

    A China ocupa atualmente a vigésima posição entre os países investidores no Brasil, mas sua participação nos negócios cresce muito rapidamente. De acordo com o fluxo de investimento direto estrangeiro (IDE) da China no Brasil, em 2008, os investimentos chineses aportaram no comércio atacadista de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos de solo (37%), e também na produção de semiacabados de aço (14,1%) e na fabricação de malte e cervejas (13,7%).

    Em 2009, os investimentos se diversificaram e foram canalizados para bancos múltiplos (73,2%), comércio atacadista de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos de solo (4%) e serviços (4%). Em 2010, o IDE chinês no Brasil foi estimado entre US$ 13 bilhões e US$ 17 bilhões, mas esses números ainda não estão fechados, podendo incorrer na superação desses valores.

    As aquisições chinesas de empresas que operam no Brasil também se acentuaram nos últimos dois anos. Entre 2009 e 2010, o número de operações saltou e em valores passou de US$ 0,4 bilhão (aquisição no setor de mineração e siderurgia), para US$ 14,9 bilhões, em 2010.

    No ano passado, tais aquisições se concretizaram nos setores de petróleo (US$ 10,17 bilhões), financeiro (US$ 1,8 bilhão), mineração (US$ 1,22 bilhão) e energia elétrica (US$ 1,72 bilhão), que constituem alguns dos setores preferenciais dos chineses.

     

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