Resinas ABS: Braskem e Styrolution estudam união para Produzir ABS no País

A Braskem e a Styrolution, uma das maiores do mundo no segmento de estirenos, assinaram um memorando de entendimento (MOU) para a formação de uma joint venture no Brasil. A intenção é analisar a viabilidade econômica de construção de uma fábrica, com capacidade de produção de 100 mil toneladas anuais de especialidades estirênicas, copolímeros de acrilonitrila butadieno estireno (Resina ABS) e estireno-acrilonitrila (SAN) para clientes no Brasil e em toda a América do Sul.

Nos últimos anos, o Brasil observou um forte crescimento dos setores de eletrodomésticos e automotivos, ambos clientes-chave para as especialidades estirênicas que a joint venture deverá produzir.

Atualmente, a região importa Resina ABS e SAN.

Os planos da Braskem e da Styrolution, na nova empresa a ser formada por elas, são de aproveitar essa dinâmica de mercado favorável para criar um produtor local, que ofereça aos clientes atendimento e maior segurança no fornecimento.

A Styrolution entra no negócio com sua expertise no desenvolvimento e na produção de estirênicos, com o maior portfólio de produtos dessa indústria, com licenciamento de tecnologia e com os seus negócios já existentes na região.

Como uma das principais empresas petroquímicas da região, a Braskem deverá prover infraestrutura da cadeia de fornecimento e o local para a fábrica.

A consumação da joint venture, que deve ter a Styrolution como acionista majoritária e detentora de 70% da companhia, enquanto à Braskem caberá participação dos 30% restantes, está sujeita a aprovações regulatórias e de concorrência.

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O cronograma das envolvidas no acordo prevê o início da construção da planta para o começo de 2015 e sua partida provavelmente em 2017.

A Styrolution anunciou a adoção de uma nova estratégia com planos de ampliar a sua presença em mercados em desenvolvimento, expandir os negócios de estirênicos especiais e focar sua atenção em setores de alto crescimento.

Daí o interesse da empresa na proposta da joint venture.

Para o CEO da Braskem, Carlos Fadigas, essa parceria fortalece a indústria petroquímica no Brasil e ainda “contribuirá para o desenvolvimento de oportunidades de negócios domésticos em áreas como ABS, na qual o país depende hoje de importações, atraindo novos investimentos para as cadeias de materiais derivadas”.

A Styrolution é a líder global em fornecimento de estirênicos, concentrando-se em monômero de estireno, poliestireno, resina ABS e especialidades estirênicas.

Em 2012, a empresa faturou 6 bilhões de euros, resultando em um EBITDA antes de itens extraordinários de 335 milhões de euros.

A Styrolution emprega cerca de 3,2 mil pessoas, em 17 unidades industriais localizadas em dez países.

Polietilenos Metalocênicos

Os investimentos da Braskem vão além. A empresa anunciou inversões da ordem de R$ 50 milhões na modernização e expansão da sua unidade produtora de polietilenos de baixa densidade linear (PEBDL), baseados em catalisadores metalocênicos, localizada na Bahia.

De acordo com o projeto, serão acrescidas à capacidade produtiva 120 mil toneladas anuais, das quais 100 mil toneladas referentes à especialidade, comercializada com a marca Flexus.

Segundo informa a Braskem, seus planos são de converter uma de suas linhas industriais de produção de polietileno, cujos estudos de engenharia já estão prontos, a fim de oferecer a resina com tecnologia mais moderna para a indústria de transformação de filmes plásticos.

A unidade, localizada no polo petroquímico de Camaçari, deve ter uma linha totalmente dedicada à produção dos PEs metalocênicos, prevista para iniciar as operações no primeiro semestre de 2015.

Esse material se destaca por características como maior resistência, brilho, transparência e selagem. É voltado à indústria de transformação em aplicações de filmes especiais, bobinas técnicas e filmes industriais.

Desde 2004, a Braskem lidera o mercado da América Latina na oferta de polietileno baseado em catalisadores metalocênicos, com capacidade superior a 350 mil toneladas por ano.

Além disso, a empresa oferece uma estrutura de engenharia de aplicação para os clientes desenvolverem as formulações para seus filmes.

E por falar em transformação, a Braskem lançou um programa destinado a fortalecer a competitividade de seus clientes, com estímulos ao crescimento da cadeia transformadora do plástico no país:

O Plano de Incentivo à Cadeia (PIC) do Plástico, que prevê uma série de iniciativas entre as quais incentivo à exportação de produtos transformados, apoio à melhoria da competitividade, inovação, e fortalecimento e promoção das vantagens do plástico na vida das pessoas.

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